Coleção “Contra a civilização”

 

A Editora Monstro dos Mares coletou todas as publicações de “Contra a Civilização” e preparou os textos em novos formatos e acabamento que já estão disponíveis em nossa loja por preços bem honestos. A iniciativa se deu no encontro com a temática à partir do texto “Correndo no Vazio” de John Zerzan traduzido pelo coletivo. Rapidamente foram impressos diversos exemplares para serem utilizados como apoio às discussões em grupo e para disponibilizar na banquinha da editora.

Ao entrar em contato com Contraciv, que gentilmente liberou os materiais, a Monstro dos Mares fez a diagramação do conteúdo, capas e impressão. Agora nossa tarefa é devolver os arquivos diagramados para distribuição online em PDF e uma caixa com exemplares impressos ao coletivo.

Desde já agradecemos a boa vontade em multiplicar o acesso aos livros / zines libertários e colocamo-nos a disposição para produzir novos títulos de Contraciv e convidamos outros coletivos anárquicos, libertários, anarquistas, grupos de estudos e individualidades para enviarem seus textos para multiplicação e distribuição.

Conheça a coleção “Contra a Civilização”:

Textos originais

Comunismo anticivilizaçãoContraciv
Este ensaio é uma tentativa inicial de abordar os conflitos e as relações possíveis entre as perspectivas socialistas e a crítica à civilização. Ele foi escrito com a intenção de iniciar um debate mais proveitoso para ambas as partes, e não para resolver esses conflitos de modo definitivo.

Contra o eco-capitalismoContraciv
O objetivo desse livreto é fazer uma crítica à tendência capitalista de assimilar o discurso ecológico e torná-lo parte de uma nova forma de capital, expandindo assim os mecanismos de controle da sociedade capitalista.

Traduções:

A civilização é um esquema de pirâmideRonald Wright
Este pequeno ensaio procura revelar o que as ruínas Maias podem dizer sobre nossa sociedade. Foi escrito pelo autor canadense Ronald Wright em 2000, traduzido em 2007 e revisado em 2017 para esta publicação.

Por que primitivismoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito pelo filósofo anarquista norte-americano John Zerzan em 2002, foi traduzido pelo Coletivo Erva Daninha e revisado por Contraciv. Ele busca apresentar as bases teóricas da perspectiva anarco-primitivista, dialogando com os principais teóricos e críticos da modernidade.

Patriarcado, civilização e as origens do gêneroJohn Zerzan
Este ensaio do filósofo anarquista John Zerzan foi publicado na revista Gênero & Direito v. 1, n. 2, em 2011, e traduzido por Loreley Garcia. O ensaio trata sobre a relação entre crítica à civilização e crítica à imposição de papéis de gênero no patriarcado.

Contra a sociedade de massasChris Wilson
Este ensaio foi escrito pelo anarquista Chris Wilson, publicado na revista Green Anarchy n. 6, em 2001, e traduzido pelo Coletivo Erva Daninha. Trata-se de uma crítica ao autoritarismo inerente ao modo de vida civilizado.

Essa coisa que fazemosJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan e se encontra no livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002). Foi traduzido por Roberto Seimetz. Neste ensaio, Zerzan aprofunda seu questionamento à reificação ou objetificação como raiz da alienação civilizada.

Correndo no vazio: o fracasso do pensamento simbólicoJohn Zerzan
Este é o primeiro ensaio do livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002), escrito pelo filósofo anarquista John Zerzan e traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Nele, Zerzan analisa a prevalência da cultura simbólica e sua influência na construção e manutenção da civilização.

Vício tecnológicoChellis Glendinning
Este ensaio, escrito pela psicóloga Chellis Glendinning, apareceu originalmente na antologia Ecopsicologia: regenerando a Terra, curando a mente (Ecopsychology: Restoring the Earth, Healing the Mind, 1995), e foi traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Glendinning expõe as características do vício em tecnologia, não somente no nível individual, mas também da civilização como um todo.

O que é anarquia verde?Black and Green Network
Este texto é uma tradução livremente adaptada do original em inglês, What is Green Anarchy?, disponível no site blackandgreenpress.org, originalmente publicado no Back to Basics Vol.4, um primer do Green Anarchy Collective, atualizado pela Black and Green Network. Foi traduzido e adaptado por Contraciv, e traz uma pequena introdução às ideias centrais da anarquia verde, apresentando as principais vertentes e conceitos.

Número: sua origem e evoluçãoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan em 2009 e traduzido pelo Coletivo de traduções e publicações colaborativas do grupo Anarquia Verde em 2015. Título original: Number: its origin and evolution. Trata-se de uma análise crítica do conceito de número e sua relação com o empobrecimento da linguagem no advento da cultura simbólica.


Todos os textos estão disponíveis gratuitamente para download no site do coletivo “Contra a civilização”. Você pode baixar, imprimir e distribuir livremente.

Geografias Subterrâneas

Geografia Subterrâneas

Geografias Subterrâneas:
Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia

José Vandério Cirqueira

A palavra geografia guarda uma densidade de histórias não oficiais, relacionadas a produções, resistências e disputas por espaço no campo do saber oficial. Permanece, assim, seu significado gênico como reflexão do mundo, sua função de mantenedora das relações dos sujeitos, sua condição de determinação da existência e da transformação das relações sociais e dos espaços geográficos. E o resultado secreto existente entre um recorte espacial e outro, margeado e costurado pela dinâmica dos sistemas de objetos e de ações, material e simbolicamente, é o tesouro que nós piratas devemos procurar, navegando por águas desconhecidas e territórios selvagens, sem a preocupação com as fronteiras constitucionalmente estabelecidas.

100 páginas
Capa em papel Kraft 200gr.
ISBN 978-85-68845-09-7

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição
Libertação Animal e Revolução Social:
Uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista do veganismo
Brian A. Dominick

Embora a teoria da libertação animal e o ativismo poucas vezes sejam bem-vindos ou considerados sérios pela esquerda dominante, muitos anarquistas já começaram a reconhecer sua legitimidade, não apenas como uma causa válida, mas como um aspecto integral e indispensável da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria das pessoas que se declaram anarquistas ainda não adotaram a libertação animal e seu correspondente estilo de vida – o veganismo – um número crescente de jovens anarquistas estão adotando pensamentos ecologistas e de inclusão-animal como parte de suas práticas gerais.

40 páginas, capa em papel Kraft de 200gr.

Novidades da 2ª edição:

  • Nova diagramação
  • Nova tradução
  • Neutralização de gênero no texto

Como comprar:
R$8,00 em nossa loja no Elo7, basta clicar neste link: https://www.elo7.com.br/veganarquismo-2-edicao/dp/B8C83C
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Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia. Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques.
128 páginas
Capa em papel Vergê azul de 180gr.

Educação Libertária é possível?

O que é “Educação” para que seja possível adjetivá-la? Uma educação pode ser denominada educação se não for libertária? Uma educação libertária requer professores libertários? Quem seriam? Prescinde de professor? Por que a Educação Libertária é aceita nos espaços institucionais se ela se pretende anti-sistema?

Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Comprimento: 0.60 cm
Peso: 120 g

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g

Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas:

História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã

Com a construção da barragem de Acauã em 1999, no estado da Paraíba, a população da região alagada foi compulsoriamente deslocada e passou a conviver com transformações nas estruturas físicas de suas comunidades e em seu modo de viver. Os relatos orais dos homens e mulheres da região e a organização do movimento dos atingidos pela barragem são exemplos de uma resistência possível, formada por narrativas e memórias violadas pelo projeto de desenvolvimento que modificou a condição de ser de muitas pessoas.

Sobre o Autor:
Emeson Tavares da Silva é historiador e cientista social, Mestre em História, Poder e Práticas Sociais e Doutor em História Social. Professor do colegiado do curso de Filosofia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e da Escola Superior de Aviação Civil (ESAC). Desenvolve pesquisa na área de Trabalho, Movimentos Sociais, Memórias, Cidades, Pós-Modernidade e Formação de Professores.

História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã
Emeson Tavares da Silva
Editora Monstro dos Mares
ISBN: 978-85-68845-07-3
Edição artesanal, 172 páginas, capa em papel vergê na cor palha.

Anarquistas contra o muro

Hoje é Yom Kipur, o dia do perdão para o judaísmo. Sabemos que muitos judeus não concordam com a grave situação de extermínio na Faixa de Gaza e com a terrível opressão ao soberano povo da Palestina.

Em função disso, promovemos o download do zine “Anarquistas contra o muro (רדגה דגנ םיטסיכרנא)” para somarmos aos esforços de ampliação do debate, compreensão e posicionamento firme contra os governantes que promovem esta guerra territorial e extermínio étnico.

Palestina Livre!
Awalls

Anarquistas contra o muro, download.

Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento

Desde que deixou os laboratórios das universidades e outros centros de pesquisa e tecnologia – tradicionalmente ocupados por homens cis, brancos, hetero, e membros da elite econômica –, a Internet se constrói como um local que, ao mesmo tempo, abriga (re)produção de discursos misóginos e tem o potencial de ser uma ferramenta poderosa para o enfrentamento daqueles mesmos discursos.

A coletânea que apresentamos agora começou a tomar forma em 2015, quando a Editora Monstro dos Mares realizou uma chamada pública de artigos sobre o ciberfeminismo. Os textos recebidos foram selecionados e organizados em um panorama que mostra alguns desdobramentos da militância feminista no ciberespaço, que o compreendem como zona fértil para a proliferação do poder feminino através da apropriação dos meios tecnológicos e sua transformação em ferramentas de luta.

Autoras:

<Claire L. Evans>
<Talita Santos Barbosa>
<Tatiana Wells>
<Jarid Arraes>
<Fhaêsa Nielsen>
<Caroline Franck + Cássia Rodrigues Gonçalves + Êmili Leite Peruzzo>
<Izabela Paiva>
<Graziela Natasha Massonetto>
<Priscila Bellini>
<Soraya Roberta, [S. R.]>

Organização:
<Claudia Mayer>

Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento
A5 (148.5 x 210 mm)
84 páginas
Capa em papel branco offset 230gr
Miolo em papel branco offset 75gr
ISBN: 978-85-68845-06-6

Baixa e espalha: Por que Anarquistas não votam?

A farsa eleitoral está chegando, é hora de você entrar na corrente do “baixa e espalha“, para participar basta impressora, estilete e um grampeador para transformar tinta em diversão no dia da boca de urna.

Este é um artigo bem simples do geógrafo e anarquista francês Élisée Reclus, que o pessoal do coletivo “existe política além do voto” disponibilizou e nós criamos esse zine muito simpático para você distribuir feito “santinho”.

São 3 arquivos, um para você ler, outro para a capa e por fim o miolo. Basta imprimir a capa (pode usar papeis coloridos) e o miolo em frente e verso.

Se você não for votar, economizará o dinheiro do latão/busão, pois o valor da multa é de R$3,70. Sempre lembrando que participar dessa farsa já é facultativo:

… não esquecer que a Constituição Federal consagrou a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença em seu art. 5º, VI e VIII, sendo proibido ao Estado adotar qualquer postura que fira as convicções e crenças do indivíduo, podendo este até se recusar a cumprir determinadas obrigações que contrariem sua fé, possibilidade chamada de “escusa ou objeção de consciência”.

Bote para correr os políticos profissionais e institucionalizados do seu bairro e faça transformação social com as próprias mãos!

Saravá!