Lançamento da loja virtual de livros e zines

Faz algum tempo que a Editora Monstro dos Mares busca se aproximar de meios que tornem o processo de distribuição de nossos títulos mais simples e dinâmico. Porém, a falta de compreensão acerca da singularidade de nossos títulos e da especificidade do objeto livro tem constantemente nos afastado de plataformas de uso comum e corriqueiro nas compras pela internet. Seja pelos custos, taxas ou fretes abusivos, seja por inadequação.

As “políticas de uso” de alguns sites tornam nossos livros como objetos “impróprios” somente por seus títulos e as imagens das capas, o que denota a franca insuficiência cognitiva dos “avaliadores de conteúdo” em alcançar os significados do que é a anarquia, o anarquismo e qual é o papel da divulgação acadêmica para Brasil contemporâneo.

Tivemos todos os nossos livros removidos do Mercado Livre. Na Elo7, a relação se tornou “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, uma vez que inicialmente as pessoas que “controlam” o conteúdo do site não conseguiam acreditam que nossos livros eram produtos artesanais. Atendendo ao pedido do suporte, gravamos vídeos sobre as etapas de confecção de nossos livros e recebemos inclusive os “Parabéns” dos avaliadores. Cerca de 30 dias depois, outra equipe, bloqueou nossa conta e não autorizou novas vendas por motivos que até o momento não estão claros, recorrendo à termos de uso obscuros e plenos de ambiguidades.

Está nítido que os reflexos da “Operação Érebo” está no cerne desses impedimentos, onde livros são considerados “ilegais”, “impróprios” ou em “não conformidade” com as políticas das lojas da internet. Enquanto isso, camisetas estampadas com a face do preconceito, do ódio e da ignorância são amplamente comercializadas em qualquer lugar (inclusive nas mesmas plataformas que nos retiraram).

Ainda que aquisição de um nome de domínio próprio e a utilização de um serviço pago mensal para utilização de uma loja que não possui o código aberto, de certa maneira, vai contra aquilo que acreditamos ser o ideal, momentaneamente é o que temos para seguir realizando nosso objetivo principal: fazer e distribuir livros de baixo custo para uma divulgação acadêmica anárquica e libertária.

Infelizmente, nos últimos meses estivemos envolvidos em mais problemas de ordem burocrática com lojas online, definições de infraestrutura eletrônica e outras questões que nos obrigaram a adotar soluções mais simples, mas que dão a condição de possibilidade para que seja mantido o ponto principal de nossa editora. Novamente: fazer livros.

Portanto, convidamos compas de todos os rolês libertários e a comunidade acadêmica interessada em nossa opção epistemológica à visitar nossa loja virtual e conferir nossos livros e zines, bem como impressões de materiais de outros coletivos editoriais e individualidades. Desde já, colocamo-nos a disposição de grupos de afinidades, federações, organizações, coletivos, coletivas, bandos e rolês para realizar a distribuição impressa de seus materiais conosco.

www.monstrodosmares.com.br

Baderna neles!
Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
monstrodosmares@riseup.net

2017: mudança, ritmo, andamento e silêncios

Demorou algum tempo para perceber que algumas mudanças são realmente maiores do que se imagina. Aceitar a beleza da aleatoriedade é o que nos conduz, mas é também o que nos faz perceber que depois de alguns anos, existem distâncias maiores do que aquela que podemos traçar no mapa. Ao ganhar o mundo com as mãos, sem depender diretamente da família ou de patrão representa uma mudança marcante em nossas trajetórias pessoais. Pois essa dedicação “quase” exclusiva ao projeto editorial da Monstro dos Mares tem constituído cada dia mais nossa própria ideia de Ser no Mundo.

Em 2017 conseguimos um ritmo de produção que ainda não havíamos experimentado, foram 62.352 impressões. Não temos ideia de quantos livros e zines esse número representa, tampouco se é muito ou pouco para uma editora libertária. Mas esse tipo de contabilidade não serve de nada além de um registro de nosso próprio tempo. Temos a convicção de que, mesmo sendo detentores de um CNPJ, nós não somos uma empresa, não seguimos uma lógica mercantilista, ou tampouco queremos ser administradores, gestores, empreendedores ou nos submetermos a qualquer modelo de “sucesso”. Danem-se os Best Sellers!

Fazemos livros pois sabemos que neles “há” potencial para transformação. É na existência dessa possibilidade que acreditamos. É por causa deste “há” que jogamos tinta no papel e damos andamento a livros que chegam até as mãos das pessoas. Fazemos o necessário para que ideias disruptivas possam ganhar mais páginas, permitam ser copiadas e ganhem quilômetros de distância. É para chegar nas casas, nas ocupas, nos centros culturais, coletivos, rolês, labs, spaces, sindicatos, comunas e todo o tipo de congregação que luta por liberdades que se proponham libertar o universo, a galáxia, o planeta, a natureza, os animais e inclusive essa maldita raça humana que fazemos livros. É pela possibilidade que há.

É nas mãos desse bicho que se diz racional que todos os objetos que conhecemos tornam-se dotados de significados. É esse ser humano que é capaz de dar sentido à comunicação, articular ideias, desenvolver criatividade musical, fazer cinema e literatura. É exatamente o mesmo que condena outros com a caneta que assina leis contra os direitos da classe trabalhadora, e que forja leis chamando as manifestações do povo de terrorismo e de vandalismo, é o mesmo ser que com o fuzil puxa o gatilho e promove guerras que tentam devastar o povo Curdo e Palestino. Este ente todo privilegiado com a capacidade de pensar e fazer livros tem uma mão que mata e promove silêncios na Argentina e no Brasil.

No ano que vem, não queremos apenas nossa companheirada de pé enfrentando o ogro eleitoral, denunciando os abusos da Operação Érebo, fortalecendo a defesa de Rafael Braga, subindo barricada contra medidas de austeridade e desmandos dos políticos. No ano que vem queremos que o fogo de nossas ideias transformem esse modelo de sociedade em cinzas e que desde já, possamos pensar uma nova realidade!

Em homenagem ao amigo, Brian Matos Silva.
Editora Monstro dos Mares
Dezembro de 2017.

“Walking to the age of Chaos
Burning the Lifes
The end of Mankind
Shadows and Pain
Arrives the Death
Opening the Way
To Begin Doomsday
You! cannot escape
Fire! is your Fate
The New Reality
is Born”

The New Reality, Empires Will Fall, Rotten Filthy, 2011.

Livros não são provas de crimes! [[[A]]]

Devido ao espampanante da mídia corporativa em criminalizar anarquistas e invisibilizar as ações da Operação Zelotes, a Editora Monstro dos Mares vem através deste informe se posicionar em defesa da publicação de livros de verve anarquista, independente de seus conteúdos. Temos a plena convicção de que livros não podem ser utilizados como provas de crimes de qualquer natureza, livros são ideias, possibilidades, memórias, sonhos, ficções e utopias, crimes não são. Não há (ainda) no Código Penal Brasileiro o crime tipificado “portava livros” e por isso rechaçamos a matéria apresentada pelo Fantástico da Venus Platinada Rede Globo de Televisão e colocamo-nos na mais estreita solidariedade às pessoas, organizações e espaços culturais libertários atacados nessa operação apresentada e que mais uma vez caberão às editoras ter de defender o livro e seus significados. Cada qual ao seu modo.

Um delegado que não serve a uma ditadura e apreende um livro é porque tem a vocação do autoritarismo. E nenhum respeito por um livro.”Ivan Pinheiro Machado
Blog da LP&M Editores, 27 junho 2013 às 9h56min.

Nossa editora possui em sua origem, trajetória e práticas, as ideias identificadas com o anarquismo sem adjetivos, sem tradições, limites, habitus ou campus. Buscamos no anarquismo uma epistemologia, uma ética-prática, um modo de agir no mundo que há, com todos os seus defeitos, guerras, agrotóxicos, sonegação previdenciária, lamas tóxicas, ecocídios, presídios e gentrificações.

Entendemos que ao fazer livros, também fazemos o possível para não sustentar patrão, não morrer de fome ou apodrecer nas cadeias, hospitais, porões e todo tipo de aprisionamento de nossos corpos, mas exercendo ideias livres e libertárias que vão além do voto, das representações binárias de performatividade de gênero, da idealização capitalista de desenvolvimento ou progresso e de todas as relações de poder envolvidas nessa tentativa de trancar-nos em rótulos e comportamentos que simplesmente não nos dizem respeito: Vândalos, criminosos, extremistas, clandestinos, ilegais…

Somos pessoas conectadas com o pressuposto ontológico da edução e nossos livros transmitem aprendizados, conceitos e conhecimentos que almejam agora, um amanhã possível, onde mulheres possam se sentir seguras em qualquer lugar, onde professoras possam ensinar aquilo que pesquisam com entusiasmo. Nossas urgências por justiça social querem jovens negros vivos em vez de licitações fraudulentas e superfaturadas de presídios, atuamos para que o meio ambiente não seja somente a nova religião dos publicitários e administradores de negócios que se ocuparam em esgotar os recursos naturais deste planeta. Não queremos pessoas agredidas com lâmpadas fluorescentes na Avenida Paulista ou amarradas em um poste em qualquer lugar. Não queremos a polícia que mais mata no universo, tampouco o título de campeões da soja ou sequer aplaudiremos o agronegócio que vive de matar animais e indígenas para alimentar essa raça “humana”.

Nós sabemos quem somos, o que queremos, o que fazemos e como fazemos. Nossos livros são ideias, possibilidades, memórias, sonhos, ficções e utopias que promovem um modo disruptivo da nossa presença no mundo e confiamos numa prática transgeracional de educação e libertação de todas as existências.

Nós somos o capítulo que virá, a página que já foi e o verbete carregado de significados. Queremos um mundo com justiça social e liberdade. Para alcançar esse vir-a-ser fazemos livros que são criados por pessoas que compartilham de nossas ideias, práticas e éticas.

Agora basta você esticar os braços, tinta, papel e tornar-se uma editora também.
Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
União da Vitória – PR
31 de Outubro de 2017, quase 18 anos depois de Seattle N-30.

Ciberfeminismo: Agradecimentos

Em tempos em que a cultura hegemônica constrói o indivíduo sobre os débeis pilares de conquistas supostamente individuais, deixamos de perceber que é na coletividade que existimos e mutuamente nos empoderamos. 

Agradecemos a todas as pessoas que contribuíram para a realização deste livro. Foi o seu apoio que tornou possível que esta iniciativa independente, que busca alternativas à desumanização, apagamentos e silenciamentos impostos pelo mercado editorial, se tornasse realidade. 

Os textos contidos neste livro chegam ao papel e às suas mãos através da ação de financiamento coletivo no catarse.me, que começou em setembro de 2016 e encerrou em maio de 2017. Mesmo com o orçamento apertado, graças aos 78 apoios recebidos conseguimos colocar o livro para rodar.

Juntas somos mais fortes!

Autoras

  • ​Ananda Pieratti
  • Claire L. Evans
  • Caroline Franck
  • Cássia Rodrigues Gonçalves
  • Emili Leite Peruzzo
  • Fhaêsa Nielsen
  • Graziela Natasha Massonetto
  • Izabela Paiva
  • Jarid Arraes
  • Priscila Bellini
  • Soraya Roberta, [S. R.]
  • Talita Santos Barbosa
  • Tatiana Wells

Apoios

  • ​Jana de Paula
  • Manu Quadros
  • Miguel Ezequiel Fraga
  • Débora Leão
  • Felipe Garcia
  • Andre de Souza Fedel
  • Gabriela Paes
  • Fernanda Pasian
  • Carla Gottschald Chiodi
  • Margarete Almeida
  • Amanda Azevedo Nunes
  • Thiago Augusto de Siqueira
  • Rodrigo Ortiz Vinholo
  • Mariah Guedes
  • Naiana Maia Espirito Santo
  • Cristiana L de L Pires
  • Paulo Henrique Basilio Alves
  • Fabio O. de Oliveira Maciel
  • Gil Caruso
  • Thiago Carvalho
  • Alexandre Freire Borges
  • Marta Preuss
  • Ramon de Souza Cardoso
  • Gabriela Catunda Peres
  • Caroline de Souza Fróes
  • Carla Arenhart
  • Tatiana Carilo
  • Karina C Sena Gomes
  • Fábio Ruffo Marino
  • Grazi Massonetto
  • Diego de Oliveira
  • Norberto Takahashi
  • Escola de Ativismo
  • Cryptorave
  • Pedro Chaves
  • Viviane Heberle
  • Raul Santahelena
  • Paulo Roberto
  • Ivan Prado
  • Alexandre de O. Legendre
  • Gisele Nogueira
  • Jamile Santana
  • Marcia Nobue Sacay
  • Fernanda Shirakawa
  • Gabriella Amorim
  • Renata Aquino Ribeiro
  • Thais Bravin Carmello
  • Renata Scheibler
  • Fernando Silva e Silva
  • Caroline Nogueira
  • APPH
  • Jamer Guterres de Mello
  • Cláudia SM
  • Polliane Trevisan Nunes
  • Sheila Uberti Correa
  • Régis Garcia
  • Elijah Schott
  • Alice Malzac
  • Marcos de A. Nicolaiewsky
  • Leonardo Feltrin Foletto
  • Baixa Cultura
  • Janaina Menegaz Spode
  • João Pedro Azevedo Maldos
  • Coletivo Coisa Preta
  • Tiago Jaime Machado
  • Claudia Mayer
  • Laura Mayer Machado
  • Celvio Derbi Casal
  • Mariele Furlan
  • Jeronimo “Burns” Camargo
  • Cabeludo
  • Everton L Santos
  • Daniela Soares
  • Jonas Dornelles
  • Gencen Abelino
  • Paulo Capra
  • Carlos Teixeira
  • Luiz H. P. Nascimento
  • Nildo Avelino
  • Elaine Alves Barbosa

Ciberfeminismo: Os livros chegaram!

Olá pessoal,

Os livros chegaram da gráfica! Durante os próximos dias estaremos preparando os envios para quem apoiou a campanha. Algumas cidades contarão com eventos de lançamento; vocês serão avisadas/os tão logo sejam confirmados os locais e as datas.

Esta foi uma campanha longa, e algumas vezes pensamos que não iríamos ter esses livros em mãos. Mas graças ao apoio de vocês, aí estão eles.

Estamos muito satisfeitas com a finalização deste projeto. Experimentamos essa satisfação como uma forma de “desobediência emocional”, já que vivemos em uma cultura que nos impõe a insatisfação e a busca eterna por um “algo mais” que nunca chega como o motor para que se siga em frente. Ao invés de sermos movidas pela falta, sejamos impulsionadas pela satisfação de finalizar um projeto.

Seguimos em frente satisfeitas e prontas para novos projetos!

Contamos também com uma surpresa: a AntiEditora muito generosamente nos cedeu os envios dos livros às/aos apoiadoras/os. Isso nos permitiu aumentar a tiragem dos livros e, com isso, seu alcance.

Caso haja algum problema com o recebimento, pedimos que entrem em contato conosco por email ou Facebook. Teremos todos os códigos de rastreamento dos correios em mãos para quaisquer eventualidades.

Gostaríamos, também, de convidar a todas/os para conhecer a campanha de auxílio à Casa da Lagartixa Preta “Malagueña Salerosa. A casa é um espaço anarquista localizado na cidade de Santo André/SP, onde são realizadas diversas atividades, como a manutenção de uma biblioteca comunitária e de um banco de sementes, a realização de cursos comunitários livres e gratuitos, entre outras. Você pode conhecer mais sobre a Casa da Lagartixa preta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=zXHYATEdTKo

Link da campanha: https://www.catarse.me/arrecadacao_casa_da_lagarti…

Mais uma vez, muito obrigada pelo apoio! Juntas somos mais fortes! 

Mudamos ou Fronteiras, territórios e espaços de práticas para liberdade

Depois de algum tempo se faz necessário aceitar que algumas mudanças são permanentes. Escrevemos nossa história tendo como ponto de partida as próprias trajetórias e não de pontos no mapa, nossas práticas não reconhecem fronteiras, estamos em todas as partes. Mas com muito carinho que reconhecemos nossos territórios, espaços de práticas e as marcas no acento sempre estável em cada pedaço de terra que compartilhamos com as pessoas que são próximas.
Hoje é dia de mudar nossos mapas, atualizar endereços e permanecer um pouco Desterro, um muito Cachoeira, um tanto Porto Alegre… É dar início em nossa temporada nesta cidade sem previsões para partidas, comemorar chegadas e buscar novas práticas.
Saudações União da Vitória, saudações Paraná.
Livros e Anarquia!
[[A]]

Agora Vai!

​Salve compas! Aqui quem tecla é Vertov Rox., sou umas das pessoas que ajuda a puxar a Editora Monstro dos Mares e estamos todos super-felizes em conseguirmos concluir a campanha com 60% do valor necessário inicialmente. 

Sim, tivemos muitos problemas durante toda a caminhada deste título, perdemos nosso compa Kinhuh, tivemos algumas prorrogações na chamada pública dos artigos, a campanha de financiamento coletivo demorou quase um ano para acontecer. Esperávamos muito que ela tivesse acontecido entre os meses de Setembro de 2016 para entregarmos o livro em Janeiro de 2017, mas parece que a turbulência atingiu o ano passado em cheio.

“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro…” (Cantor que morreu)

Conseguimos atingir orçamento suficiente para realizar impressões de exemplares para todas as pessoas que apoiaram, para todas as autoras dos artigos, para a organizadora, bibliotecas libertárias e quem mais enfia a mão na massa neste rolê. Estamos aguardando o repasse do recurso por parte do Catarse para darmos início à impressão do livro. 

Já recebemos os Pendrives que vão acompanhar os livros de quem selecionou essa recompensa e no final de semana vamos gravá-los e aplicar a personalização. Quem quiser baixar o TAILS OS, um sistema operativo que promove e intensifica as proteções com a privacidade de dados, nós recomendamos fortemente.

Nós próximos dias você receberá novidades sobre o progresso do livro, informações sobre as recompensas e o cronograma dessa fase final do projeto.

Punk Rock não é só pro seu namorado!” Bulimia

Vertov Rox.
Editora Monstro dos Mares

//Ciberfeminismo – Campanha de Financiamento

capinha

//CIBERFEMINISMO
Aperte enter para rodar o código de novo livro da Editora Monstro dos Mares “Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento” uma produção coletiva, reunindo artigos de colaboradoras e textos selecionados. Apoie no Catarse para tornar o livro em realidade!

https://www.catarse.me/livrociberfeminismo

Desde que deixou os laboratórios das universidades e outros centros de pesquisa e tecnologia – tradicionalmente ocupados por homens cis, brancos, hetero, e membros da elite econômica –, a Internet se constrói como um local que, ao mesmo tempo, abriga (re)produção de discursos misóginos e tem o potencial de ser uma ferramenta poderosa para o enfrentamento daqueles mesmos discursos.

A coletânea que apresentamos agora começou a tomar forma em 2015, quando aEditora Monstro dos Mares realizou uma chamada pública de artigos sobre o ciberfeminismo. Os textos recebidos foram selecionados e organizados em um panorama que mostra alguns desdobramentos da militância feminista no ciberespaço, que o compreendem como zona fértil para a proliferação do poder feminino através da apropriação dos meios tecnológicos e sua transformação em ferramentas de luta.

Autoras:

<Claire L. Evans>
<Talita Santos Barbosa>
<Tatiana Wells>
<Jarid Arraes>
<Fhaêsa Nielsen>
<Caroline Franck + Cássia Rodrigues Gonçalves + Êmili Leite Peruzzo>
<Izabela Paiva>
<Graziela Natasha Massonetto>
<Priscila Bellini>
<Soraya Roberta, [S. R.]>
<Angélica Schenerock>

Organização:

<Claudia Mayer>

Ao apoiar esta campanha você não estará apenas “comprando um livro”. Cada contribuição tornará possível a produção de mais livros. Quando você receber o seu, outro será destinado a coletivos de militância, bibliotecas autônomas, e outras pessoas que, ao entrar em contato com a tinta no papel, farão a diferença que o mundo precisa hoje.

(As colaborações que não compõe a versão impressa da coletânea serão disponibilizados para download quando do lançamento do livro.)


Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento
A5 (148.5 x 210 mm)
100 páginas (apróx)
Capa em papel branco offset 230gr
Miolo em papel branco offset 75gr

PREVISÃO PARA JANEIRO DE 2017
Com seu apoio poderá ser antes =)

Orçamento

Onde serão utilizados os valores arrecadados

  • 50% Impressão
  • 30% Correios
  • 13% Catarse
  • 07% Recompensas

Nota de Falecimento: Khynhu Prestes

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19-06-2015

Nosso amigo de diversos rolês, um dos fundadores da Editora Monstro dos Mares, membro da casa pirata, do coletivo autônomo de bicicletas de cachoeira do sul, fundador da Rádio Caruncho FM Livre, do Levante Popular da Juventude (Célula Cachoeira do Sul), companheiro de lutas, irmão de sonhos, desejos e utopias resolveu antecipar o destino que nos é comum.

Nesse momento, rejeitamos qualquer julgamento da sociedade burguesa sobre o seu ato de imolação, até mesmo nós que compartilhamos anseios e frustrações semelhantes não somos ou não fomos, tampouco seremos igualmente capazes de compreender as motivações humanas que possam justificar essa atitude.

Todos nós que compartilhamos bons momentos com este companheiro sabemos da sua alegria, seu desejo de transformação social e também das frustrações ou dificuldades que ele enfrentou nesses últimos tempos.

Sem justicar e sem julgamentos, hasteamos nossa bandeira negra em saudação e saudade de nosso eterno companheiro KHYNHU PRESTES.

Nossos sonhos permanecerão no tempo.
((A))

Chamada de artigos sobre CIBERFEMINISMO

ciberfeminsmo

{CIBERFEMINISMO}

A Editora Artesanal Monstro dos Mares está preparando sua nova publicação e receberá artigos sobre ciberfeminismo e questões relacionadas até o dia 15/02/15.

Formato da publicação: bolso 10cm x 14cm

Para envio dos artigos, informações e dúvidas:
monstrodosmares@riseup.net

((A))