Agora Vai!

​Salve compas! Aqui quem tecla é Vertov Rox., sou umas das pessoas que ajuda a puxar a Editora Monstro dos Mares e estamos todos super-felizes em conseguirmos concluir a campanha com 60% do valor necessário inicialmente. 

Sim, tivemos muitos problemas durante toda a caminhada deste título, perdemos nosso compa Kinhuh, tivemos algumas prorrogações na chamada pública dos artigos, a campanha de financiamento coletivo demorou quase um ano para acontecer. Esperávamos muito que ela tivesse acontecido entre os meses de Setembro de 2016 para entregarmos o livro em Janeiro de 2017, mas parece que a turbulência atingiu o ano passado em cheio.

“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro…” (Cantor que morreu)

Conseguimos atingir orçamento suficiente para realizar impressões de exemplares para todas as pessoas que apoiaram, para todas as autoras dos artigos, para a organizadora, bibliotecas libertárias e quem mais enfia a mão na massa neste rolê. Estamos aguardando o repasse do recurso por parte do Catarse para darmos início à impressão do livro. 

Já recebemos os Pendrives que vão acompanhar os livros de quem selecionou essa recompensa e no final de semana vamos gravá-los e aplicar a personalização. Quem quiser baixar o TAILS OS, um sistema operativo que promove e intensifica as proteções com a privacidade de dados, nós recomendamos fortemente.

Nós próximos dias você receberá novidades sobre o progresso do livro, informações sobre as recompensas e o cronograma dessa fase final do projeto.

Punk Rock não é só pro seu namorado!” Bulimia

Vertov Rox.
Editora Monstro dos Mares

//Ciberfeminismo – Campanha de Financiamento

Destacado

capinha

//CIBERFEMINISMO
Aperte enter para rodar o código de novo livro da Editora Monstro dos Mares “Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento” uma produção coletiva, reunindo artigos de colaboradoras e textos selecionados. Apoie no Catarse para tornar o livro em realidade!

https://www.catarse.me/livrociberfeminismo

Desde que deixou os laboratórios das universidades e outros centros de pesquisa e tecnologia – tradicionalmente ocupados por homens cis, brancos, hetero, e membros da elite econômica –, a Internet se constrói como um local que, ao mesmo tempo, abriga (re)produção de discursos misóginos e tem o potencial de ser uma ferramenta poderosa para o enfrentamento daqueles mesmos discursos.

A coletânea que apresentamos agora começou a tomar forma em 2015, quando aEditora Monstro dos Mares realizou uma chamada pública de artigos sobre o ciberfeminismo. Os textos recebidos foram selecionados e organizados em um panorama que mostra alguns desdobramentos da militância feminista no ciberespaço, que o compreendem como zona fértil para a proliferação do poder feminino através da apropriação dos meios tecnológicos e sua transformação em ferramentas de luta.

Autoras:

<Claire L. Evans>
<Talita Santos Barbosa>
<Tatiana Wells>
<Jarid Arraes>
<Fhaêsa Nielsen>
<Caroline Franck + Cássia Rodrigues Gonçalves + Êmili Leite Peruzzo>
<Izabela Paiva>
<Graziela Natasha Massonetto>
<Priscila Bellini>
<Soraya Roberta, [S. R.]>
<Angélica Schenerock>

Organização:

<Claudia Mayer>

Ao apoiar esta campanha você não estará apenas “comprando um livro”. Cada contribuição tornará possível a produção de mais livros. Quando você receber o seu, outro será destinado a coletivos de militância, bibliotecas autônomas, e outras pessoas que, ao entrar em contato com a tinta no papel, farão a diferença que o mundo precisa hoje.

(As colaborações que não compõe a versão impressa da coletânea serão disponibilizados para download quando do lançamento do livro.)


Ciberfeminismo: Tecnologia e Empoderamento
A5 (148.5 x 210 mm)
100 páginas (apróx)
Capa em papel branco offset 230gr
Miolo em papel branco offset 75gr

PREVISÃO PARA JANEIRO DE 2017
Com seu apoio poderá ser antes =)

Orçamento

Onde serão utilizados os valores arrecadados

  • 50% Impressão
  • 30% Correios
  • 13% Catarse
  • 07% Recompensas

Nota de Falecimento: Khynhu Prestes

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19-06-2015

Nosso amigo de diversos rolês, um dos fundadores da Editora Monstro dos Mares, membro da casa pirata, do coletivo autônomo de bicicletas de cachoeira do sul, fundador da Rádio Caruncho FM Livre, do Levante Popular da Juventude (Célula Cachoeira do Sul), companheiro de lutas, irmão de sonhos, desejos e utopias resolveu antecipar o destino que nos é comum.

Nesse momento, rejeitamos qualquer julgamento da sociedade burguesa sobre o seu ato de imolação, até mesmo nós que compartilhamos anseios e frustrações semelhantes não somos ou não fomos, tampouco seremos igualmente capazes de compreender as motivações humanas que possam justificar essa atitude.

Todos nós que compartilhamos bons momentos com este companheiro sabemos da sua alegria, seu desejo de transformação social e também das frustrações ou dificuldades que ele enfrentou nesses últimos tempos.

Sem justicar e sem julgamentos, hasteamos nossa bandeira negra em saudação e saudade de nosso eterno companheiro KHYNHU PRESTES.

Nossos sonhos permanecerão no tempo.
((A))

Chamada de artigos sobre CIBERFEMINISMO

ciberfeminsmo

{CIBERFEMINISMO}

A Editora Artesanal Monstro dos Mares está preparando sua nova publicação e receberá artigos sobre ciberfeminismo e questões relacionadas até o dia 15/02/15.

Formato da publicação: bolso 10cm x 14cm

Para envio dos artigos, informações e dúvidas:
monstrodosmares@riseup.net

((A))

Nota sobre pré-venda do livro Veganarquismo

SP

 

Olá pessoal, estivemos envolvidos numa série de atividades que acabaram comprometendo nossa capacidade de encaminhar todos os pedidos de pré-venda do livro Veganarquismo. Existia a previsão de uma nova impressão para o dia 11/11, que acabou se confirmando, o material seguiu para a Feira Anarquista de São Paulo onde participamos com uma banquinha e no retorno da feira, por nossa única dificuldade em estabelecer contato e deslocar o material até nosso coletivo, tivemos um atraso de cerca de 30 dias em operacionalizar o vai e vem dos livros.

Toda a nossa atividade depende unicamente de voluntárixs e queremos aqui agradecer as pessoas que puxam esse rolê, desprende-se de recursos para colar na feira em sampa, resguardam suas atividades de lazer para passar o dia na banquinha e que colaboram em atender os contatos por e-mail, facebook e os pedidos em nosso site. Valeu mesmo.

Estamos retomando as vendas do livro com cerca de 200 exemplares, os primeiros pedidos que serão atendidos são os da pré-venda, que serão inteiramente normalizados nesta terça-feira, dia 9 de dezembro. Todas as pessoas que optaram receber o livro em casa, vão receber um brinde (zine / adesivo / jornal) como forma de agradecimento e reparação pela espera.

Às demais pessoas, queremos agradecer o carinho com nossas publicações e o incentivo para que continuemos colocando mais e mais tinta no papel e fazendo as palavras anarquistas tomarem fôlego nas mãos de mais leitorxs.

Aproveitamos este espaço para colocar nosso entusiamo nos próximos lançamentos para o ano de 2015 e pedir para que vocês fiquem conosco, somem-se em nossos espaços de interação e de apoio as lutas dos povos que vem de baixo.

Anarquia e mais tinta no papel!
[[[A]]]

Coloque seu zine para navegar

oceano

Atenção artilheiro
Três salvas de tiros de canhão
Em honra aos mortos da Ilha da Ilusão
Durante a última revolução do coração e da paixão
Apontar a estibordo… Fogo!
Orquídea Negra – Zé Ramalho

O coletivo libertário de publicações Editora Artesanal Monstro dos Mares convoca fanzineirxs para embarcarem em nossa próxima aventura pelos 7 mares das palavras. Estamos desenvolvendo um serviço de distribuição de zines através dos correios e coletivos participantes.

Mensalmente serão enviadas caixas contendo 400gr de papel e tinta, dependendo da quantidade de páginas de cada zine selecionado, estimamos que as pessoas receberão entre 10 e 20 publicações. As embalagens serão artesanais e colecionáveis, sendo que todo mês terão uma pintura personalizada. A arte da bagaça já está em desenvolvimento aqui em nosso espaço, numa garagem de Cachoeira do Sul (RS).

O valor do serviço ainda não está definido mas já temos algumas considerações importantes à fazer, uma vez que não haverá nenhum centavo de lucro envolvido. Nosso objetivo é colocar mais e mais zines para rolar, chegar nas mãos de pessoas, coletivos, banquinhas, distros e colecionadores. Todos os recursos arrecadados serão utilizados na captação de acervo, manutenção da zineteca do coletivo, impressão de mais zines, fundo de incentivo à novas publicações da editora e claro, muitas despesas de correios.

Por isso convidamos pessoas, grupos, coletivos, federações, redes, turmas, bandos e bandas que tenham zines, mesmo aqueles engavetados, para enviarem ao nosso coletivo e serem distribuídos num tsunami de caixinhas flutuando nos mares de palavras. Recentemente resgatamos duas máquinas fotocopiadoras do descarte e assim que possível elas vão trabalhar a todo o vapor para enviar zines para todo o país.

Para jogar sua contribuição nessa barca, basta preencher o formulário na página de envio de zines e aguardar o retorno, assim que o seu zine for incluído em uma das caixas, você receberá um e-mail solicitando o endereço de entrega para levarmos para sua casa as publicações da mesma forma que chegarão nas casas de todxs xs assinantes do serviço de distribuição.

Caso você tenha interesse em receber os zines na sua casa, basta espiar à bombordo e aguardar novos post aqui no blog, a previsão de lançamento do serviço é para o mês de Abril, com a primeira postagem nos correios para o primeiro dia útil de Maio e assim sucessivamente. Se não der para aguentar a ansiedade, não tem problema, basta entrar em contato conosco através do We. ou em nossa página no fachobook ou por e-mail (nossos piratas são viciados em internet e respondem bem rápido).

Ahoy!

[informe] Você pode doar Bitcoins para fazer mais livros

A Editora Artesanal Monstro dos Mares está aceitando Bitcoins para poder agilizar o processo de botar mais e mais livrinhos na rua. Essa moeda alternativa é utilizada em diversas transações na internet e utiliza-la é bastante simples, basta você instalar uma ferramenta de mineração e quanto mais tempo você deixar o aplicativo aberto, sincronizando com a internet, mais moedinhas você vai acumulando.

O minerador é um pequeno software que utiliza uma parcela do seu processador, conexão com a internet e um pedacinho da sua memória para contribuir com a rede e sincronizar pacotes criptografados de dados.

No momento estamos aceitando doações para nossa editora dessa forma, assim que descobrirmos os paranauês das formas de integração, vamos realizar a comercialização de livros físicos através desse tecnologia pois acreditamos que quanto mais formas de escaparmos do grande capital, melhor.

Se você, sua cooperativa ou grupo de afinidade possui uma moeda alternativa, temos o máximo interesse em divulgar sua iniciativa e colocar nosso rolê na comunidade, seja através de nossos livrinhos, como em serviços de diagramação de livros não-sexistas, não-racistas, não autoritários, etc…

Para doar Bitcoins:
15ojGuNAo8njD9A6NZ6EXeVxwUP2nM6keL

QR-Code:
QRcodebitcoinmonstro

[novidade] Deu monstro no milharal da internet

milharal

♬ Vomito o coração, de olhos abertos ergo meus punhos ao céu. / Do peito um grito se rasga aflito: Nunca mais submissão! / A colheita maldita aponta e indica: as crianças têm o poder. / É o fim senhores, as crianças cresceram e estão prontas para colher. – Colheita Maldita, Dance Of Days.

A partir de agora, a Editora Artesanal Monstro dos Mares faz parte do conjunto de blogs hospedados no Milharal, uma iniciativa de um grupo de voluntárixs para que mais projetos libertários e movimentos sociais possam utilizar sistemas seguros e em servidores de confiança.

Com essa migração, reafirmamos nossos compromissos com a luta social, com a liberdade dos povos e com a colaboração em rede de pessoas, grupos, coletivos, federações, comunidades, sindicatos e todas as pessoas que estão em movimento.

Nosso papel como editora, é esparramar cada vez mais tinta no papel, cada vez mais ideias circulando de mão em mão. Criar registros e documentação de nossa era, nossas lutas e pensamentos, para que essa geração permaneça no tempo, com tudo aquilo que fomos capazes de criar para destruir a opressão.

Saúde e Anarquia!

Adax, Simone BM, Burns, Celvio, Ênio, Karioka, Khynhu, Harmonia, Patrick, Vertov.

Nota de repúdio ao trote racista e sexista na faculdade de direito da UFMG

trote-racista-na-UFMG

A Humanidade, se fosse uma pessoa, envergonhar-se-ia de muita coisa de seu passado; passado este que contém muitos episódios verdadeiramente abjetos. Enquanto humanos, faríamos minucioso inventário moral de nós mesmos; enquanto partícipes do que convencionamos chamar ‘Humanidade’, relacionaríamos todos os grupos ou pessoas que por nossas ações e omissões prejudicamos e nos disporíamos a reparar os danos a eles causados.

Vigiaríamos a nós mesmos, o tempo todo, para que individualmente e enquanto grupo,  não repetíssemos nossos vergonhosos e documentados erros. Pais conscienciosos, ensinaríamos as novas gerações os novos e relevantes valores morais que tem de pautar nossas condutas, palavras e intenções.

Dois desses episódios, chagas profundas e fétidas de nosso passado humano,  são a escravidão e o nazismo. No primeiro, tratamos outros seres humanos como inferiores;  os açoitamos; os forçamos ao trabalho; os ridicularizamos (dizendo que eles eram feios, sujos, burros, seres humanos mal acabados e não evoluídos); procuramos destruir seus laços com a terra amada, sua cultura, sua língua; dissemos que eles não tinham alma enfim. No segundo não era diferente; mesmas ações, alvos expandidos: pessoas negras, judeus, homossexuais. Todos tratados com o mesmo desrespeito.

O tempo passou e como as chagas permanecem, fizemos um meio-trabalho: criamos leis. Leis como a 7.176/89, que qualifica o crime de racismo e depois a Lei  9.459/97 (que inclui o parágrafo 1 no artigo 20 da já referida Lei 7.176/89, mencionando a fabricação e uso de símbolos nazistas). Infelizmente, nem mesmo a força da lei tem sido suficiente.

O  que vemos é, em toda parte, ressurgirem graves violações dos Direitos Humanos outrora perpetrados. O que seria motivo de vergonha vem ganhando o espaços públicos, por meio de recursos custeados pelo Estado; um Estado que se auto declara ‘Democrático de Direito’; um Estado que tem como fundamento a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA (inciso III do artigo 1 da Constituição de 1988).

Sim, foi isso mesmo o que você leu: na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alunos do curso de Direito (sim, um curso cujo objetivo é formar profissionais que serão essenciais à Justiça e à defesa desse propalado Estado Democrático de Direito) fizeram um trote onde, sob a desculpa de fazer piada usaram saudações nazistas e representações racistas e sexistas.

A notícia, amplamente divulgada na mídia, vocês podem ler aqui: http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2013/03/18/trote-com-saudacao-nazista-provoca-acusacoes-de-racismo-na-ufmg.jhtm

Mas não é só: infelizmente nesses últimos meses, tomamos contato com episódios igualmente repulsivos ocorridos em universidades: na Politécnica (Faculdade da Universidade de São Paulo, também mantida com recursos públicos), vimos alunos divulgarem uma gincana, onde uma das ‘provas’ era algo cometer assédio sexual.

http://www.feministacansada.com/post/44492821098

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gincana-da-poli-incentiva–machismo-e-revolta-estudantes-,1004392,0.htm

E isso logo após alunos de uma outra Universidade (também da USP, na cidade de São Carlos) , agredirem manifestantes que criticavam um trote que vilipendiava a imagem feminina.

http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/cotidiano/3104-grupo-protesta-contra-trote-machista-e-e-agredido-na-usp-sao-carlos

Todas essas condutas, perpetradas por alunos que deveriam estar recebendo instruções aptas a torná-los profissionais e cidadãos mais éticos (afinal, é para isso que todos os cursos contém em suas grades a matéria denominada ‘Ética’), mostram que beiramos a um perigoso retrocesso no quesito ‘Direitos Humanos’.

Sendo os Direitos Humanos imprescritíveis, inalienáveis, irrenunciáveis, invioláveis e universais, efetivos e interdependentes, não pode haver NENHUMA tolerância a qualquer ato ou gesto que os ameacem.

E é por isso e também por tais atos (perpetrados nas três universidades citadas) constituírem verdadeiro incentivo à propagação de discursos preconceituosos e de ódio, é que os coletivos assinam a presente nota de repúdio, esperando que autoridades constituídas tomem as providências cabíveis para apenar exemplarmente os responsáveis. Leis para isso já existem; mas para que os direitos ganhem efetividade é preciso sua aplicação.

Esperamos também que as pessoas que lerem a presente também façam um reflexão sobre o rumo que nossa Sociedade está tomando. Não queremos o retrocesso. E se você compartilha conosco desse sentimento, dessa vontade de colaborar com a construção de uma Sociedade melhor, não se cale.

Nós somos negros; nós somos mulheres;  nós somos gays; nós somos lésbicas; nós somos transsexuais; somos nordestinos; adeptos de religiões minoritárias. Somos as minorias que diuturnamente temos de conviver com o menoscabo de nossas imagens; com atos que naturalizam a violência;  que criam verdadeira cisão entre Humanos; que reabrem as chagas e as fazem sangrar. E nós não vamos nos calar. O estandarte, escudo e espada emprestaremos da Themis, a deusa da justiça; usaremos a lei e  exigiremos o seu cumprimento.

Aos estudantes de Direito que fizeram uma tal ‘brincadeira’ repulsiva, lembramos:

Ubi non est justitia, ibi non potest esse jus
Onde não existe justiça não pode haver direito

Assinam o presente,

Cachoeira do Sul, Outubro de 2012: a casa caiu!

Bom pessoal, o centro de inovação social perdeu a sua “casa pirata”. Às pessoas que acompanham as iniciativas desse grupo sabem o quanto foi complicado manter esse centro de práticas em atividade, passamos por diversos desafios conceituais, financeiros e metodológicos. Foram realizadas reuniões mensais para definir e tirar juntos os encaminhamentos e os desafios e problemas foram apresentados, independente da quantidade de presentes. Em nossa última reunião, no dia 10 de outubro, o espaço se dissolveu após um ano de tentativas.

Muito mais do que justificativas (que muitos já conhecem), esse é o momento de refletir um pouco sobre a viabilidade de um projeto dessa natureza numa cidade do interior, num momento onde muitos dos espaços libertários constituídos em cidades infinitamente maiores que a nossa Cachoeira do Sul, atravessam problemas semelhantes e encontram-se evidentemente em risco de serem descontinuados.

Essa reflexão sobre a viabilidade deve transcender a capacidade de recursos e abundância de materiais disponíveis, mas sim, na energia e no desprendimento individual em contribuir para a construção de espaços de natureza libertária. É levar consigo uma parte dos sonhos e da evidente frustração de estar com olhos roxos. A máquina fumegante de opressão atropelou a casa pirata e aprendemos de forma muito dura, as diferenças e alegrias de dizer: foi temporário, mas nos será permanente!

Agora que não existe mais sentido em manter paredes, portas e janelas, vamos nos permitir deixar a casa cair e tentar de alguma forma contar essa história com quem não pode fazer parte dela nesse período, mas que poderá contribuir com a formação de novos modelos de experiências semelhantes ao compartilhar suas histórias sobre ocupas, squatings e coletivos, relatando sem receios suas conquistas, aprendizados e fundamentalmente, os problemas. Será nosso anti-case, para uma sociedade afogada em discursos repletos de vencedores com os pés sujos de sangue, não de tanto caminhar, mas de passar por cima de quem está ferido.

Corajosamente convidamos as pessoas que constroem ou construíram a luta libertária no Brasil para abrirem seus corações, para revirar suas gavetas e provocar suas lembranças, neste que pretende ser um repositório de histórias em diversos formatos, sobre o que aconteceu e o que é possível aprender com nossos sorrisos e lágrimas.

Vamos seguir em frente com nossos sonhos, agora seremos outras inciativas, outras bandas, bandos, grupos, coletivos, redes e comunidades. Contem com nossa mãos calejadas, nossos dentes quebrados e nossas histórias para contar.

Casa Pirata (2011-2012)
Editora Artesanal Monstro dos Mares
www.Editora Artesanal Monstro dos Mares

Se você deseja contribuir compartilhando sua história individual ou relato sobre espaços coletivos autogestionados que não existem mais, por favor, escreva para monstrodosmares@riseup.net

Serão bem-vindos  materiais em qualquer formato, com qualquer quantidade de carácteres, áudio, vídeo, desenho, ilustração, fotos conceituais, etc… desde que contenham nome/título e período de participação/duração (cidade/estado é opcional).

Os relatos enviados serão publicados num livro em formato digital que poderá ser impresso ou reeditado por qualquer coletivo de ação libertária para garantir (de alguma forma) a continuidade de suas atividades[1].

[1] ideia de licença sugerida pela editora Deriva na discussão “Abandonando o Copyleft”