[evento] No fundo do poço habita o monstro

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“Enfie os pés no balde e segure firme na corda enquanto alguém gira a manivela. Pouco a pouco as paredes escuras do poço pintam toda a sua visão do mais puro breu, a temperatura baixa e a umidade do lugar toma conta dos seus ossos.

A corda desce, o balde se movimenta quebrando o silêncio sepulcral do poço, o eco do tilintar de pequenas pedrinhas e das goteiras dão a noção aos seus sentidos da altura em que estás, girando pela manivela é possível perceber que a água está cada vez mais próxima.

Lentamente seus pés mergulham, o corpo inteiro se resfria, rapidamente os tentáculos abraçam, envolvem e puxam sua carcaça humana para dentro do estômago do grande monstro. Lá, deslizando pelo tobogã ondulado da traqueia, repousas solenemente nos braços de seus companheiros e companheiras de luta para uma reunião.

Ao final do encontro sairás cuspida e mastigadamente, retornarás à palidez da superfície radiante de energia transformadora (ou pode ser apenas a baba de todas as conversas). Depois de dias de lutas e noites de amor, o carinho dos abraços, das rodas de chás e do sono perdido, serão não somente as boas histórias para contar deste mergulho e entregas no fundo do poço.”

Encontro de apresentação da Editora Artesanal Monstro dos Mares, debate sobre livros artesanais, recepção de novxs autorxs, inicio das atividades da garagem cultural biblioteca libertária e a urgência da literatura marginal nos dias de hoje.

Dia 24/09
19 horas
Rua Dona Hermínia, 2392.
Trazer contribuição para o jantar (dinheiro ou alimentos), se possível.
Cardápio será definido na hora.

Traga seu pendrive, notebook, tablet ou celular para troca troca de arquivos digitais.
Wi-Fi Free

Aceitamos doações de livros, revistas em quadrinhos, filmes em dvd e discos de vinil para o projeto da garagem cultural.

www.monstrodosmares.com.br

Copyfight: Pirataria e Cultura Livre

Copyfight: Pirataria e Cultura Livre
Série de colóquios – Brasil Menor, Brasil Vivo!

Com:

Adriano Belisário – Pontão da ECO/UFRJ e I-Motirõ
Bruno Tarin – i-Motirõ e Universidade Nômade
Guilherme Pimentel – Ativista cultural e membro da APAFunk
Maria dos Camêlos – Movimento Unidos dos camelôs

8 de Novembro, 14h

Fundação Casa de Rui Barbosa
Rua São Clemente 134
Botafogo
Sala de Cursos
Entrada Franca

Para além dos conflitos travados pelos direitos de cópia, Copyfight nos leva às múltiplas trincheiras de um polêmico tema da atualidade: a propriedade privada sobre o imaterial. Artistas, pesquisadores, agricultores, camelôs, hackers, médicos… Qualquer pessoa encontra-se atualmente atravessada pelas questões de “propriedade intelectual” no seu dia a dia. As redes e as ruas são os campos de batalha de uma guerra que se materializa nas campanhas anti-pirataria, na repressão aos ambulantes nas metrópoles e nos dolorosos dobramentos que as patentes de medicamentos e o controle sobre formas de vida causam. Mas que também se materializa no vazamento de informações “confidenciais” de governos e grandes empresas, na ocupação e produção autônoma das cidades e da internet, no desenvolvimento de software livre etc.

Copyfight se coloca nessa disputa a partir da constatação de que a dualidade “Copyright X Copyleft” e a tentativa de síntese efetuada pelo Creative Commons são incapazes de dar conta da multiplicidade de perspectivas e práticas que são desenvolvidas em torno da pirataria e cultura livre. Copyfight é um convite à produção de novos pontos de vista e práticas sobre esses temas, assim como a ocupação das redes e das ruas.

Motim Revolta Musical 2: A Revanche

a Revanche!

O Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata), uma entidade cultural comunitária dos jovens de Cachoeira do Sul, está realizando a segunda edição do evento musical beneficente para ampliar as atividades do espaço e as iniciativas libertárias que lá acontecem.

A primeira edição, em Julho, recebeu cerca de 150 pessoas, 4 bandas e diversas doações para retomada das atividades do coletivo. Nesta edição, serão 7 bandas (3 Santa Maria, 1 Santa Cruz do Sul, 3 Cachoeira do Sul) mais espaço na área externa, banca de livros, distribuição de zines, etc.

Todo o valor arrecadado será utilizado na aquisição de uma bateria para o estúdio comunitário de ensaios e para dar início às aulas voluntárias de música para crianças, idosos, pessoas com problemas psicológicos e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Iniciativas da Casa Pirata

  • Rádio Caruncho FM Livre
  • Cinezine Cineclube
  • Editora Artesanal Monstro dos Mares
  • Estúdio Comunitário de Ensaios
  • Clube da Salada
  • União de Blogs de Cachoeira do Sul
  • Oficinas, encontros e palestras

Bandas

  • Cervisia (influência indie) Cachoeira do Sul;
  • Eletric Flowers (Rock´n´Roll), Cachoeira do Sul;
  • Kakedo HC (HC), Santa Maria;
  • Porunspilla (HC), Santa Cruz do Sul;
  • Resistentis (HC), Santa Maria;
  • Rivotriu (influência grunge), Santa Maria;
  • Unhallowed (Raw Black Metal), Cachoeira do Sul;

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical

Sexta-Feira, 05 de Outubro de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

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Quem for ao evento de bicicleta ganhará um abraço.

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

ACR promove Dia Mundial do Rock na Casa de Cultura

Foto: Como foi o Dia Mundial do Rock de 2011

A Associação Cachoeirense do Rock (ACR) promove nessa sexta-feira 13, um encontro das bandas de rock de Cachoeira do Sul com shows e Jam Sessions (séries de improvisos) na Casa de Cultura.

Seguindo a tradição dos anos anteriores, a associação prestará homenagens aos ícones do rock mundial e a data celebrada desde o dia 13 de Julho de 1985, quando aconteceu o primeiro evento simultâneo do gênero. O chamado Live Aid, um show beneficente em prol dos famintos da Etiópia.

O Presidente da ACR, Fernando Garcia, convida os fãs de rock para reunirem-se nessa data e confraternizar o novo momento da “cena” em Cachoeira do Sul, já que é visível a convergência de iniciativas e quantidade de eventos na cidade.

Calendário do “Mês do Rock”:

DIA 13 – Sexta – Dia Mundial do Rock 2012

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DIA 14 – Sábado – Rock’N’Roll Festival

23h – SUC

  • Cinzeiro e Vinho Tinto (CH)
  • Sastras (BT)
  • Vulcânica (CH)
  •  Winged Monkey (SM)

(R$10,00 antecipado, ainda da tempo!)

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DIA 27 – Sexta – Motim Revolta Musical [Salve a Casa Pirata]

21:00 – deFront (na frente da ULBRA)

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

R$10,00 antecipado / R$ 15,00 na hora

Feira de Trocas de Arquivos Digitais e Debate sobre “Pirataria”

O Editora Artesanal Monstro dos Mares vai discutir a lei de direitos autorais de uma maneira diferente, realizando uma feira de trocas de arquivos digitais, valendo tudo o que a sua consciência e bom senso permitir. A feira é uma forma de protestar e discutir sobre a quarta pior lei de direitos autorais do mundo, seus desdobramentos e sugestões de renovação.

“A legislação brasileira é completamente atrasada, com poucos avanços para os artistas, autores e consumidores. No Brasil, a defesa dos direitos autorais estão diretamente relacionadas as entidades reguladoras, que aplicam tarifas duvidosas e realizam repasses questionáveis para aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiários de suas ações. Essas questões deram origem à chamada “CPI do ECAD“, que sabidamente, como diversos inquéritos parlamentares, pouco avançou.”

Tiago Jaime Machado(Produtor Cultural e voluntário na Casa Pirata)

Outro objetivo da feira é desfazer a confusão existente e fomentada pela indústria fonográfica/entretenimento, que aquela pessoa que realiza um download é pirata, criminoso e que pode ser presa. Para tentar elucidar as questões convidamos a sociedade civil, advogados, juristas, camelôs, hackers, nerds, geeks, autores e autoras para comparecer, discutir e claro, trocar arquivos digitais.

Feira de Trocas de Arquivos Digitais
Editora Artesanal Monstro dos Mares
Rua Quinze de Novembro, 931.
http://monstrodosmares.com.br

Sábado, 16 de Junho, 16h.
Evento livre, libertário e gratuito.

Para saber mais:

São comuns assertivas do tipo “é proibida a reprodução parcial ou integral desta obra”, “este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído”, “pirataria é crime”, “denuncie a falsificação”. É proibido, ainda, “editar”, “adicionar”, “reduzir”, “exibir ou difundir publicamente”, “emitir ou transmitir por radiodifusão, internet, televisão a cabo, ou qualquer outro meio de comunicação já existente, ou que venha a ser criado”, bem como, “trocar”, “emprestar” etc., sempre “conforme o artigo 184 do Código Penal Brasileiro”. Não é esta, todavia, a verdadeira redação do artigo. Omitem a expressão “com intuito de lucro”, enfatizada pelo legislador em todos os parágrafos:

§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.

Tanto o objeto da lei é “o intuito de lucro”, e não simplesmente a cópia não autorizada, que CDs, VCDs, DVDs ou VHSs mesmo originais não poderão ser exibidos ao público sem autorização expressa do titular do direito.

Se o comércio clandestino (camelôs, estabelecimentos comerciais e sites que vendem cópias não autorizadas) é conduta ilegal, porém o mesmo não se pode afirmar sobre cópias para uso privado e o download gratuito colocado à disposição na internet. Só é passível de punição:

Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente (art. 184, § 1º).

Contrario sensu, é permitida a cópia integral de obra intelectual, sem autorização do detentor do direito autoral, desde que não se vise lucro, seja direto, seja indireto, mas é proibida a cópia não autorizada, mesmo parcial, para fins lucrativos. Assim, não comete crime o indivíduo que compra discos e fitas “piratas”, ou faz cópia para uso próprio; ao passo que se o locador o fizer poderão configurar-se violação de direito autoral e concorrência desleal.

Pelo Princípio da Reserva Legal, segundo o qual não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia fixação legal, a cópia integral não constitui sequer contravenção. No Brasil, quem baixa arquivos pela internet ou adquire produtos piratas em lojas ou de vendedores ambulantes não comete qualquer ato ilícito, pois tais usuários e consumidores não têm intuito de lucro.

O parágrafo segundo do artigo supracitado reforça o caráter econômico do fato típico na cessão para terceiros:

§ 2º – Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

E assim seguem os parágrafos subseqüentes. Todos repetem a expressão “com intuito de lucro direto e indireto”, expressão esta, como visto, que desaparece sempre que a lei é invocada na defesa dos interesses da Indústria.

Por conseguinte, mais coerente seria denominar-se pirata apenas as cópias feitas com intuito de lucro, direto ou indireto. Este último, diferentemente da interpretação apressada dos profanos no afã de imputar o consumidor, não é a economia obtida na compra de produtos ilegais. Ocorre lucro indireto, sim, quando gravações de shows são exibidas em lanchonetes e pizzarias, ou executa-se som ambiente em consultórios e clínicas, sem que tal reprodução, ainda que gratuita, fosse autorizada. A cópia não é vendida ou alugada ao consumidor, mas utilizada para promover um estabelecimento comercial ou agregar valor a uma marca ou produto.

A cópia adquirida por meios erroneamente considerados ilícitos para uso privado e sem intuito de lucro não pode ser considerada pirataria; sendo pirataria, então esta não é crime.

As campanhas anti-pirataria são cada vez mais intensas e agressivas e os meios de comunicação (muitos dos quais pertencentes aos mesmos grupos que detêm o monopólio sobre o comércio e distribuição de músicas e filmes) cumprem seu papel diário de manter a opinião pública desinformada.

Nenhum trecho de livro poderá ser reproduzido, transmitido ou arquivado em qualquer sistema ou banco de dados, sejam quais forem os meios empregados (eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros), salvo permissão por escrito, apregoam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e as editoras. De fato, na quase totalidade das obras impressas, o leitor depara-se com avisos desse tipo:

Todos os direitos reservados, incluindo os de reprodução no todo ou em parte sob qualquer forma. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios sem permissão escrita da Editora.

Novamente, não é o que a legislação estabelece. O artigo 46 da Lei dos Direitos Autorais impõe limites ao direito de autor e permite a reprodução, de pequenos trechos, sem consentimento prévio. E o parágrafo quarto, acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a “expressa autorização do titular”:

Não constitui crime “quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos” nem “a cópia em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”.

Ao mesmo tempo em que fatos são distorcidos, são omitidas as inúmeras vantagens de livros e revistas digitalizados, como seu baixo custo de produção e armazenamento, a enorme facilidade de consulta que o formato proporciona e seus benefícios ecológicos.

Seguindo a cartilha da administração Bush, órgãos como a Federação dos Editores de Videograma (Fevip) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) foram ainda mais longe ao associar todos os piratas às quadrilhas de crime organizado e ao terrorismo internacional. Também essas entidades ignoram, olvidam ou omitem que o lucro seja fator determinante para tipificação da conduta ilícita.

O ápice, até o momento, dessa verdadeira Cruzada antipirataria foi atingido com a campanha mundial da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) divulgada maciçamente nas salas de cinema, fitas e DVDs (inclusive “piratas”). Embalado por uma trilha sonora agitada, o video clip intercala diversas cenas de furto com as seguintes legendas: “Você não roubaria um carro”. “Você não roubaria uma bolsa”. “Você não roubaria um celular”. Sempre inquieta, a câmera flagra diversos furtos simulados, finalizando com atores furtando uma locadora e comprando filmes de um camelô, imagens que antecedem a acintosa pergunta: “Por que você roubaria um filme?”. O silogismo é barato e a conclusão, estapafúrdia: “Comprar filme pirata é roubar. Roubar é crime. Pirataria é crime!”.

Repita-se: comprar filme pirata é conduta atípica. E mesmo se fosse crime, não seria “roubo”. As cenas da própria campanha, conforme dito, são simulações pífias de furtos, não de roubos. Na definição do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 157, roubar é subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça, violência ou outro meio que reduza a possibilidade de resistência da vítima.

A premissa “comprar filme pirata é roubar” é despida de qualquer sentido e de fundamentação legal, tratando-se de propaganda falsa, caluniosa e abusiva, sujeita a sanções do Conar e persecução criminal. Veja-se os arts. 138 e 37 do Código Penal e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, respectivamente:

Calúnia: Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 37 – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa.

Portanto, se houver crime é o perpetrado pela abominável campanha, que por sua vez vem somar-se a outros embustes, como o criado pela União Brasileira de Vídeo (UBV), de que produtos piratas danificariam os aparelhos, quando na verdade quem os danifica é a própria indústria ao instalar códigos de segurança que tentam impedir cópias.

[evento] Rádio Livre: Como Funciona?

A Rádio Caruncho FM Livre de Cachoeira do Sul, Editora Artesanal Monstro dos Mares e o Rizoma de Rádios Livres convidam para a oficina: Rádio Livre – como funciona?

O encontro é uma introdução aos conceitos de democratização da informação, direito à comunicação e livre expressão. Uma oportunidade para saber como funciona, qual a diferença entre rádio comercial, rádio comunitária e rádio livre, além de trocar experiências, conhecimentos e histórias sobre essa prática em Cachoeira do Sul e no mundo.

Evento de educação libertária, portanto é grátis, mas você pode contribuir com refrescos, gelo ou biscoitos. Importante: convide seus amigos de movimentos sociais e causas comunitárias, mas lembre de deixar o pastor alemão em casa.

Informações:
Rádio Livre: Como Funciona?
Sábado, 4 de Fevereiro de 2012, 14h.
Editora Artesanal Monstro dos Mares [Casa Pirata]
Rua Quinze de Novembro, 931
Centro – Cachoeira do Sul

http://twitter.com/radiocaruncho
http://monstrodosmares.com.br
http://radiolivre.org

Evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/222832694475886/

I Encontro por uma Educação Libertária

A educação tem grande valor no pensamento libertário que busca por transformação social, é agente crítico à educação tradicional, seja ela a oferecida pelo estado, pelo capital privado ou  aquela mantida por instituições religiosas.

A escola, que se apresenta com loquaz neutralidade é arbitrariamente ideológica. O sistema dedica-se em reproduzir as estruturas cruéis de autoridade, dominação e exploração, doutrinando os alunos a ocuparem seus lugares e delimitando seus comportamentos. Dessa forma, a aparente neutralidade oculta a continuidade ideológica do Status quo.

A Educação Libertária busca uma transformação, ao despertar nos indivíduos a consciência da necessidade de uma filosofia social diferente.

Queremos mostrar que a educação pode se estender além do ambiente escolar, explorando a cultura, debatendo-a com um pensamento libertário, complementando a que já temos”. Tiago Silva.

21/01/2012

  • 13h 30min – Abertura: Considerações sobre o Encontro
  • 14h – Bastidores da Vida – Grupo Teatral Arte In Cena
  • 14h 30min – Os beijos da mídia na Educação – Lisandro Benvegnu Lorenzoni
  • 15h 30min – Curtas metragens – Tiago Silva e Iuri Minfroy
  • 17H – Futebol, nossa paixão – Cambada Levanta Favela
  • 18h – Educação Popular e Educação Formal, reflexões para uma Educação Libertária – Lauci Lemes
  • 20h – Sarau Literário
  • 22h – ? Shows: Guarda-chuvas – 4 Acordes – Menino Azeitona – Tomate Seco – Os Delirantes – Madame Wong – Demétrios Cunha – Lubrificados – Tio Neca Preto

22/01/2012

  • 12h – Almoço coletivo
  • 13h 30min – Permacultura – Jéferson Timm
  • 14h 45min – Oficina de Técnica de Tie Dye e Stencil em camisetas – Everton Lehmann
  • 16h – Próximos passos para uma Educação Libertária – Tiago Silva

Atividades paralelas

  • Exposições
  • Painel
  • Oficina
  • Acampamento
  • Varal de manifestos

Traga sua barraca! E suas ideias!
Entrada franca
educacaolibertaria@bol.com.br
(51) 8159-0775 / (51) 9700-3334

Nota do autor: Ainda não estive em Sapiranga, mas darei meu sangue para estar presente.
Texto adaptado de Custódio Gonçalves da Silva “Paradigma Anarquista e a Educação Libertária

como foi a 2a feira do livro anarquista de porto alegre?

Imagens das atividades que aconteceram durante a 2a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, em novembro de 2011, produzido pelo coletivo Anarco Filmes.

* Veja um relato sobre a feira em www.anarcopunk.org/imprensamarginal
* Veja fotografias, áudio de debates e a programação completa em flapoa.deriva.com.br

Fonte: anarcopunk.org