Geografias Subterrâneas

Geografia Subterrâneas

Geografias Subterrâneas:
Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia

José Vandério Cirqueira

A palavra geografia guarda uma densidade de histórias não oficiais, relacionadas a produções, resistências e disputas por espaço no campo do saber oficial. Permanece, assim, seu significado gênico como reflexão do mundo, sua função de mantenedora das relações dos sujeitos, sua condição de determinação da existência e da transformação das relações sociais e dos espaços geográficos. E o resultado secreto existente entre um recorte espacial e outro, margeado e costurado pela dinâmica dos sistemas de objetos e de ações, material e simbolicamente, é o tesouro que nós piratas devemos procurar, navegando por águas desconhecidas e territórios selvagens, sem a preocupação com as fronteiras constitucionalmente estabelecidas.

100 páginas
Capa em papel Kraft 200gr.
ISBN 978-85-68845-09-7

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição
Libertação Animal e Revolução Social:
Uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista do veganismo
Brian A. Dominick

Embora a teoria da libertação animal e o ativismo poucas vezes sejam bem-vindos ou considerados sérios pela esquerda dominante, muitos anarquistas já começaram a reconhecer sua legitimidade, não apenas como uma causa válida, mas como um aspecto integral e indispensável da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria das pessoas que se declaram anarquistas ainda não adotaram a libertação animal e seu correspondente estilo de vida – o veganismo – um número crescente de jovens anarquistas estão adotando pensamentos ecologistas e de inclusão-animal como parte de suas práticas gerais.

40 páginas, capa em papel Kraft de 200gr.

Novidades da 2ª edição:

  • Nova diagramação
  • Nova tradução
  • Neutralização de gênero no texto

Como comprar:
R$8,00 em nossa loja no Elo7, basta clicar neste link: https://www.elo7.com.br/veganarquismo-2-edicao/dp/B8C83C
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2017: mudança, ritmo, andamento e silêncios

Demorou algum tempo para perceber que algumas mudanças são realmente maiores do que se imagina. Aceitar a beleza da aleatoriedade é o que nos conduz, mas é também o que nos faz perceber que depois de alguns anos, existem distâncias maiores do que aquela que podemos traçar no mapa. Ao ganhar o mundo com as mãos, sem depender diretamente da família ou de patrão representa uma mudança marcante em nossas trajetórias pessoais. Pois essa dedicação “quase” exclusiva ao projeto editorial da Monstro dos Mares tem constituído cada dia mais nossa própria ideia de Ser no Mundo.

Em 2017 conseguimos um ritmo de produção que ainda não havíamos experimentado, foram 62.352 impressões. Não temos ideia de quantos livros e zines esse número representa, tampouco se é muito ou pouco para uma editora libertária. Mas esse tipo de contabilidade não serve de nada além de um registro de nosso próprio tempo. Temos a convicção de que, mesmo sendo detentores de um CNPJ, nós não somos uma empresa, não seguimos uma lógica mercantilista, ou tampouco queremos ser administradores, gestores, empreendedores ou nos submetermos a qualquer modelo de “sucesso”. Danem-se os Best Sellers!

Fazemos livros pois sabemos que neles “há” potencial para transformação. É na existência dessa possibilidade que acreditamos. É por causa deste “há” que jogamos tinta no papel e damos andamento a livros que chegam até as mãos das pessoas. Fazemos o necessário para que ideias disruptivas possam ganhar mais páginas, permitam ser copiadas e ganhem quilômetros de distância. É para chegar nas casas, nas ocupas, nos centros culturais, coletivos, rolês, labs, spaces, sindicatos, comunas e todo o tipo de congregação que luta por liberdades que se proponham libertar o universo, a galáxia, o planeta, a natureza, os animais e inclusive essa maldita raça humana que fazemos livros. É pela possibilidade que há.

É nas mãos desse bicho que se diz racional que todos os objetos que conhecemos tornam-se dotados de significados. É esse ser humano que é capaz de dar sentido à comunicação, articular ideias, desenvolver criatividade musical, fazer cinema e literatura. É exatamente o mesmo que condena outros com a caneta que assina leis contra os direitos da classe trabalhadora, e que forja leis chamando as manifestações do povo de terrorismo e de vandalismo, é o mesmo ser que com o fuzil puxa o gatilho e promove guerras que tentam devastar o povo Curdo e Palestino. Este ente todo privilegiado com a capacidade de pensar e fazer livros tem uma mão que mata e promove silêncios na Argentina e no Brasil.

No ano que vem, não queremos apenas nossa companheirada de pé enfrentando o ogro eleitoral, denunciando os abusos da Operação Érebo, fortalecendo a defesa de Rafael Braga, subindo barricada contra medidas de austeridade e desmandos dos políticos. No ano que vem queremos que o fogo de nossas ideias transformem esse modelo de sociedade em cinzas e que desde já, possamos pensar uma nova realidade!

Em homenagem ao amigo, Brian Matos Silva.
Editora Monstro dos Mares
Dezembro de 2017.

“Walking to the age of Chaos
Burning the Lifes
The end of Mankind
Shadows and Pain
Arrives the Death
Opening the Way
To Begin Doomsday
You! cannot escape
Fire! is your Fate
The New Reality
is Born”

The New Reality, Empires Will Fall, Rotten Filthy, 2011.

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia. Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques.
128 páginas
Capa em papel Vergê azul de 180gr.

Educação Libertária é possível?

O que é “Educação” para que seja possível adjetivá-la? Uma educação pode ser denominada educação se não for libertária? Uma educação libertária requer professores libertários? Quem seriam? Prescinde de professor? Por que a Educação Libertária é aceita nos espaços institucionais se ela se pretende anti-sistema?

Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Comprimento: 0.60 cm
Peso: 120 g

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g

Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas:

Entrevistas:
Gustavo Totáro

Livros não são provas de crimes! [[[A]]]

Devido ao espampanante da mídia corporativa em criminalizar anarquistas e invisibilizar as ações da Operação Zelotes, a Editora Monstro dos Mares vem através deste informe se posicionar em defesa da publicação de livros de verve anarquista, independente de seus conteúdos. Temos a plena convicção de que livros não podem ser utilizados como provas de crimes de qualquer natureza, livros são ideias, possibilidades, memórias, sonhos, ficções e utopias, crimes não são. Não há (ainda) no Código Penal Brasileiro o crime tipificado “portava livros” e por isso rechaçamos a matéria apresentada pelo Fantástico da Venus Platinada Rede Globo de Televisão e colocamo-nos na mais estreita solidariedade às pessoas, organizações e espaços culturais libertários atacados nessa operação apresentada e que mais uma vez caberão às editoras ter de defender o livro e seus significados. Cada qual ao seu modo.

Um delegado que não serve a uma ditadura e apreende um livro é porque tem a vocação do autoritarismo. E nenhum respeito por um livro.”Ivan Pinheiro Machado
Blog da LP&M Editores, 27 junho 2013 às 9h56min.

Nossa editora possui em sua origem, trajetória e práticas, as ideias identificadas com o anarquismo sem adjetivos, sem tradições, limites, habitus ou campus. Buscamos no anarquismo uma epistemologia, uma ética-prática, um modo de agir no mundo que há, com todos os seus defeitos, guerras, agrotóxicos, sonegação previdenciária, lamas tóxicas, ecocídios, presídios e gentrificações.

Entendemos que ao fazer livros, também fazemos o possível para não sustentar patrão, não morrer de fome ou apodrecer nas cadeias, hospitais, porões e todo tipo de aprisionamento de nossos corpos, mas exercendo ideias livres e libertárias que vão além do voto, das representações binárias de performatividade de gênero, da idealização capitalista de desenvolvimento ou progresso e de todas as relações de poder envolvidas nessa tentativa de trancar-nos em rótulos e comportamentos que simplesmente não nos dizem respeito: Vândalos, criminosos, extremistas, clandestinos, ilegais…

Somos pessoas conectadas com o pressuposto ontológico da edução e nossos livros transmitem aprendizados, conceitos e conhecimentos que almejam agora, um amanhã possível, onde mulheres possam se sentir seguras em qualquer lugar, onde professoras possam ensinar aquilo que pesquisam com entusiasmo. Nossas urgências por justiça social querem jovens negros vivos em vez de licitações fraudulentas e superfaturadas de presídios, atuamos para que o meio ambiente não seja somente a nova religião dos publicitários e administradores de negócios que se ocuparam em esgotar os recursos naturais deste planeta. Não queremos pessoas agredidas com lâmpadas fluorescentes na Avenida Paulista ou amarradas em um poste em qualquer lugar. Não queremos a polícia que mais mata no universo, tampouco o título de campeões da soja ou sequer aplaudiremos o agronegócio que vive de matar animais e indígenas para alimentar essa raça “humana”.

Nós sabemos quem somos, o que queremos, o que fazemos e como fazemos. Nossos livros são ideias, possibilidades, memórias, sonhos, ficções e utopias que promovem um modo disruptivo da nossa presença no mundo e confiamos numa prática transgeracional de educação e libertação de todas as existências.

Nós somos o capítulo que virá, a página que já foi e o verbete carregado de significados. Queremos um mundo com justiça social e liberdade. Para alcançar esse vir-a-ser fazemos livros que são criados por pessoas que compartilham de nossas ideias, práticas e éticas.

Agora basta você esticar os braços, tinta, papel e tornar-se uma editora também.
Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
União da Vitória – PR
31 de Outubro de 2017, quase 18 anos depois de Seattle N-30.

História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã

Com a construção da barragem de Acauã em 1999, no estado da Paraíba, a população da região alagada foi compulsoriamente deslocada e passou a conviver com transformações nas estruturas físicas de suas comunidades e em seu modo de viver. Os relatos orais dos homens e mulheres da região e a organização do movimento dos atingidos pela barragem são exemplos de uma resistência possível, formada por narrativas e memórias violadas pelo projeto de desenvolvimento que modificou a condição de ser de muitas pessoas.

Sobre o Autor:
Emeson Tavares da Silva é historiador e cientista social, Mestre em História, Poder e Práticas Sociais e Doutor em História Social. Professor do colegiado do curso de Filosofia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e da Escola Superior de Aviação Civil (ESAC). Desenvolve pesquisa na área de Trabalho, Movimentos Sociais, Memórias, Cidades, Pós-Modernidade e Formação de Professores.

História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã
Emeson Tavares da Silva
Editora Monstro dos Mares
ISBN: 978-85-68845-07-3
Edição artesanal, 172 páginas, capa em papel vergê na cor palha.

Anarquistas contra o muro

Hoje é Yom Kipur, o dia do perdão para o judaísmo. Sabemos que muitos judeus não concordam com a grave situação de extermínio na Faixa de Gaza e com a terrível opressão ao soberano povo da Palestina.

Em função disso, promovemos o download do zine “Anarquistas contra o muro (רדגה דגנ םיטסיכרנא)” para somarmos aos esforços de ampliação do debate, compreensão e posicionamento firme contra os governantes que promovem esta guerra territorial e extermínio étnico.

Palestina Livre!
Awalls

Anarquistas contra o muro, download.

Ajude a localizar Brian

Compa Brian está desaparecido faz cerca de 30 dias. Ele precisa de sua ajuda, seja como for. 

Diversas pessoas de vários rolês conhecem Brian e sabem que não há de haver qualquer sacanagem neste chamado, trata-se de uma pessoa muito querida por todas nós, por diversos motivos. Brian compartilha aquilo que sabe, tem sempre disposição para chegar junto, faz você confiar que viver em resistência é um encantamento. Talvez você não conheça, mas temos certeza que de alguma maneira você poderá ajudar nesse corre. Este é um chamado importante e urgente!

Pessoas que gostam e admiram Brian querem sua volta, querem informações e querem compartilhar com outras pessoas notícias sobre essa busca. Amizades, vizinhos, parentes, grupos, bandos, bandas, rolês, coletivas, muitos de nós estamos surpresos e dispostos em fazer o que for necessário para conseguir informações que dêem conta de sua localização imediata.

Foi criado um blog para dar conta dessas informações, se você puder ajudar, por favor acesse o endereço  https://buscandobrian.wordpress.com/, qualquer notícia é importante. Também está sendo realizado um chamado de apoio financeiro para ampliar as buscas, uma vez que por morar numa região de difícil acesso, todo esforço é complicado e precisa de recursos. As informações de como colaborar estão no blog.