[Distribuição] 30% de desconto para fortalecer grupos de estudos, coletivos, banquinhas e livrarias

Semanas atrás publicamos o manifesto “Não se corromper pra nóis já é vitória” e apontamos a necessidade de mais livros e editoras comprometidas em colocar na rua materiais das frentes de luta e das epistemologias dissidentes. Assumimos que o “livro é o fuzil de quem pensa!”, para muito além dos PDFs que entopem HDs (e nem sempre são lidos), estamos assegurando nossa posição e empenho por mais livros e zines com preços acessíveis a todas as pessoas.

Entendemos que a tinta no papel pode ser uma ferramenta de luta contra o capitalismo, a colonialidade e o patriarcado em todas as suas expressões. Acreditamos que todas obras que produzimos e distribuímos podem e devem ser reproduzidas para serem lidas em qualquer lugar, discutir em grupo, promover oficinas, citações acadêmicas, rodas de conversas e para fortalecer o seu rolê anarca / banquinha de zines / coletivo.

Ao fazermos livros, estamos dando espaço de articulação às nossas possibilidades de agir no mundo. Ainda que isso não seja a única coisa a se fazer, ou a única coisa que fazemos, essa atividade compõe muito daquilo que nos constitui como pessoas em movimento, seja ao realizar divulgação acadêmica anárquica e disruptiva, seja nas relações em nossas áreas de estudo ou redes de militância.

Esperamos que o desconto de 30% para 10 ou mais exemplares do mesmo título seja uma forma de contribuir com a disseminação de ideias para quem busca compreender, ressignificar e transformar o mundo de mãos dadas com as pessoas que, assim como nós, estão empenhadas em propor diferentes visões de mundo.

Como funciona:

  1. acessar a loja virtual monstrodosmares.com.br
  2. escolher o título desejado;
  3. adicionar 10 exemplares ao pedido;
  4. automagicamente o site aplicará o desconto de 30% aos exemplares do título escolhido;

Livros e Anarquia!
Editora Monstro dos Mares


Este artigo foi escrito e inspirado em homenagem a memória de Robson Achimé, um editor solitário-estelar da anarquia que localizou sua militância em torno dos livros.

“Uma estrela solitária a editar palavras da anarquia. Interessado em jazz e no amor livre, preocupado em atiçar e alertar os desavisados, a sacudir o conforto dos covardes, dos omissos e dos doutrinários. Literatura e anarquia, parceria inseparável. Impaciente com o mercado, não tinha CNPJ e nem emitia nota fiscal. Editou muitos clássicos, mas foi um dos únicos a editar anarquia hoje, em português, de autores que o mercado editorial simplesmente desconhecia. Inventou uma revista, a letralivre, que conversava com as edições dos jornais históricos da anarquia no Brasil, ao mesmo tempo que se aproximava dos fanzines anarco-punks. Foi responsável pela reativação do boletim do CCS-SP, encalacrado há mais de uma década, que sem ele segue sem ser impresso. Diagramou e imprimiu por conta própria. Distribuía suas edições e de companheiros pelo correio. Não existe história e memória da anarquia no Brasil sem ele. Brincava com as palavras impressas e as páginas de dizeres e imagens como uma criança grande. Editor incontornável, homem extraordinário. A anarquia sabe o tamanho que ele tem. Um instaurador!” Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol), no convite para exibição do documentário “Os Insurgentes” publicado na Agência de Notícias Anarquistas (A-N-A) em 12 de Novembro de 2014.

Assista ao documentário: