viagem, livros e o frete

recentemente publicamos “geografias subterrâneas – para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia“, resultado da pesquisa de josé vandério cirqueira. o livro impresso está R$ 24,00 no site, e até dia 10/06 ao adicionar três exemplares ao carrinho eles saem por R$ 48,00 (+frete).

o autor estará amanhã (30/05) em Goiânia, no auditório do IESA/UFG às 19h. se estiverem por lá, não deixem de ir conversar com ele e conhecer o que ele tem a dizer. (Cancelado)

na semana passada, estive em Ponta Grossa e levei uma mala com livros. algumas coisas ficaram por lá, outras voltaram e estão indo para outros lugares agora pelo correio. pela internet, várias pessoas ficam sabendo sobre os livros e podem comprá-los online. mas quando viajo levando uma mala com livros, podemos perceber nas pessoas a surpresa até mesmo com a ideia de que há pessoas que viajam carregando muitos quilos de papel por aí.

[são muitos quilos mesmo, por isso agradeço bastante ao coletivo marie curie, que nos recebeu tão afetuosamente.]

claro que eu gostaria de estar muito mais “por aí”; quer dizer, gostaria muito de poder contar com um meio de transporte próprio eficaz para distâncias mais longas, mais bagagem e mais gente ao mesmo tempo (logo chegamos lá), mas de qualquer forma, conseguimos fazer (poucas e breves) viagens. mesmo assim, elas foram muito relevantes porque estabelecemos contatos com muitas pessoas e reencontramos várias delas. nasceram muitos projetos legais nesses contatos. em breve, espero que comecem a aparecer por aqui também.

pensando nas nossas atuais opções de transporte de livros (correios ou transportadora, para pacotes maiores), nos aumentos das taxas dos correios e da gasolina, na crise da gasosa 2018/1 e em como tudo isso impactou não só as vendas que suportam financeiramente a existência da editora mas também a própria ideia de difusão da presença física dos livros (indo além do “passa o link do pdf”), entendi que essa promoção do dia do geógrafo (vejam que saiu no masculino mesmo, e só fomos perceber isso agora) propicia o frete que leva o livro a muitos lugares que, de outra maneira não atingiria. seja porque o frete via correios anda caro, seja porque nós não somos uma editora assim tão famosa e em muitos lugares a notícia sobre o lançamento do livro não chegou.

esse frete propiciado por alguém que já vai comprar dois para presentear outra pessoa, e leva mais um para colocar em um lugar de sua escolha (seja a biblioteca de uma instituição de ensino, uma biblioteca popular ou as prateleiras de um coletivo) é um incentivo para que a gente mesma faça parte da distribuição dos livros e reconfigure o território da leitura ao nosso redor.

ou, como escreve josé vandério, página 89:

[…] para sair do domínio da utopia como projeto quase inalcançável, diante da consciência de opressão e da prática da submissão, é vindouro suplantar o fetiche do saber, relançando o saber ao ato de fazer, recriar o saber fazer, instigando as ações individuais e coletivas de revolta da consciência para que possam tensionar a negação das estruturas ideológicas, fragilizando por dentro o grande sentimento de angústia obediente da mediação capitalista.

leia e distribua!

abobrinha

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g

Mudamos ou Fronteiras, territórios e espaços de práticas para liberdade

Depois de algum tempo se faz necessário aceitar que algumas mudanças são permanentes. Escrevemos nossa história tendo como ponto de partida as próprias trajetórias e não de pontos no mapa, nossas práticas não reconhecem fronteiras, estamos em todas as partes. Mas com muito carinho que reconhecemos nossos territórios, espaços de práticas e as marcas no acento sempre estável em cada pedaço de terra que compartilhamos com as pessoas que são próximas.
Hoje é dia de mudar nossos mapas, atualizar endereços e permanecer um pouco Desterro, um muito Cachoeira, um tanto Porto Alegre… É dar início em nossa temporada nesta cidade sem previsões para partidas, comemorar chegadas e buscar novas práticas.
Saudações União da Vitória, saudações Paraná.
Livros e Anarquia!
[[A]]

Anarquistas no Brasil: A Colônia Cecília de Giovanni Rossi e o Socialismo Experimental

colonia

A Colônia Cecília de Giovanni Rossi e o Socialismo Experimental
Elaine Alves

“Uma análise sobre o socialismo experimental, criado por Giovanni Rossi, implantado no Brasil no final do século XIX, através da comunidade experimental Colônia Cecília. O breve episódio histórico da Colônia Cecília, criada na cidade de Palmeira – Paraná em 1890, é o marco inicial da representação do Anarquismo no Brasil e na América Latina. O primeiro experimento socialista, fato fortemente ligado à imigração de classes proletárias italianas.”

32 páginas

Fotos do rolê: