Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas:

Entrevistas:
Gustavo Totáro

Citações acadêmicas

O Café dos Araçás

A casa na Lagoa da Conceição, onde está localizado o Editora Artesanal Monstro dos Mares dos Araçás é conhecida pela comunidade local como Café dos Araçás. Pergunte a qualquer um onde fica e a simpática esquina [antes amarela, agora colorida] será apontada.

O Café dos Araçás é, por sua história, um local de arte, cultura e pensamento. Escola, salão de bailes, bar de jazz, pizzaria… é um ponto de encontro. A casa, de 1846, fornece um ambiente em que as ideias podem florescer, beneficiando a internet, o coletivo, os moradores locais, turistas e visitantes.

Esse ambiente proporciona um espaço interativo, que permite o livre fluxo entre os meios de comunicação relacionados com a tecnologia, cinema, arte, música, história e patrimônio. Aqui se promovem, a todo momento, valores e princípios da meta-participação, filosofias e práticas de trabalho compartilhado. É um espaço alternativo, que celebra a irreverência, o anti-conformismo, a sinceridade e a integridade.

Rejeitamos estratégias de poder e dominação, abraçamos o “Faça você mesmo”, o independente, o que desafia. Flexível, dinâmico e sensível! O intuitivo, o romântico e a afirmação da vida formam o ethos de nossas atividades.