Veja como foi: Oficina de zines em Cachoeira do Sul

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No dia 18 de Janeiro, atendendo ao convite do Movimento Feminista de Cachoeira do Sul, a Editora Artesanal Monstro dos Mares, com o apoio da Rádio Caruncho FM Livre, realizou uma oficina de zines. Na ocasião foram apresentados os conceitos básicos do que é fanzine, um pouco de sua história, exibição do documentário “Fanzineiros do Século Passado“, roda de bate-papo, oficina, exposição, vendas e logicamente a oficina de como fazer zines.

I used to say that I was dumb I couldn’t do the things he could
But listen here you boy I don’t need nothing from you
Don’t buy a zine that says to you that you have to wear make up
Don’t buy a zine that says to you that you have to lose some weight
They think that life’s a surrender and so am I.
And I think it’s time to make a choice do something good in your life.
I need no boys I can use my own mind. D need nothing from you. didn’t learn anything today don’t wanna go to school. I can learn with the news I can learn reading a book. don’t buy a zine that says to you
“What’s wrong about playing with boys”.
Don’t buy a zine that says to you “the world is made of love and joy”
♬ Dominatrix – No Make Up Tips

O evento que iniciou as 17h, se foi até próximo das 22h, quando vencidos pelo cansaço, foram recolhidos os equipamentos. A exibição do documentário e a roda de conversas foram bastante significativas para as pessoas compreenderem os processos da fanzinagem com instrumento de publicação alternativa, marginal e pedagógica de baixíssimo custo. A autonomia proporcionada pelos zines também ficou bastante evidente com a exibição do documentário, mas ficou ainda mais evidente ao apresentar a sua utilização em sala de aula.

A Feira Livre Municipal de Cachoeira do Sul mostrou-se mais uma vez ser um equipamento cultural amplo e diversificado, que merece maior atenção e utilização por parte de grupos, coletivos e movimentos. Uma vez que o espaço fornece em suas instalações a luz, água, energia elétrica e amplo espaço de convivência.

Estamos sempre dispostos em partilhar conhecimentos e contribuir no empoderamento de mulheres em qualquer atividade social e humana.

Racha Macho!

Fanzineiros do Século Passado – Capítulo 3 (full) from Márcio Sno on Vimeo.

Calendário de Novembro

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A Editora Artesanal Monstro dos Mares + AntiEditora Editora Libertária, estarão presentes em diversos eventos no mês de Novembro, graças a boa vontade das pessoas que participam deste coletivo publicador em se deslocar por aí e/ou ajudar com doações para custear viagens e impressões de mais e mais exemplares.

– dia 10, Feira do Livro Anarquista de São Paulo
– de 11 a 13, Colóquio Internacional Ciência e Anarquismo da USP
– dias 14, 15, 16 e 17, Aldeia Caiana, Vera Cruz, RS
– dias 15, 16 e 17, IV Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre
– dia 15, Festival Eu Quero é Rock II, Cachoeira do Sul, RS
– dia 16, Lançamento e conversa sobre O ANARQUISMO E SUAS ASPIRAÇÕES, Porto Alegre, RS
– dia 24, Vandalismo Cultural, Pindamonhangaba, SP (http://vai.la/3gi8)

Pedidos, encomendas, doações e informações por inbox ou através do e-mail monstrodosmares@riseup.net

Motim Revolta Musical 2: A Revanche

a Revanche!

O Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata), uma entidade cultural comunitária dos jovens de Cachoeira do Sul, está realizando a segunda edição do evento musical beneficente para ampliar as atividades do espaço e as iniciativas libertárias que lá acontecem.

A primeira edição, em Julho, recebeu cerca de 150 pessoas, 4 bandas e diversas doações para retomada das atividades do coletivo. Nesta edição, serão 7 bandas (3 Santa Maria, 1 Santa Cruz do Sul, 3 Cachoeira do Sul) mais espaço na área externa, banca de livros, distribuição de zines, etc.

Todo o valor arrecadado será utilizado na aquisição de uma bateria para o estúdio comunitário de ensaios e para dar início às aulas voluntárias de música para crianças, idosos, pessoas com problemas psicológicos e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Iniciativas da Casa Pirata

  • Rádio Caruncho FM Livre
  • Cinezine Cineclube
  • Editora Artesanal Monstro dos Mares
  • Estúdio Comunitário de Ensaios
  • Clube da Salada
  • União de Blogs de Cachoeira do Sul
  • Oficinas, encontros e palestras

Bandas

  • Cervisia (influência indie) Cachoeira do Sul;
  • Eletric Flowers (Rock´n´Roll), Cachoeira do Sul;
  • Kakedo HC (HC), Santa Maria;
  • Porunspilla (HC), Santa Cruz do Sul;
  • Resistentis (HC), Santa Maria;
  • Rivotriu (influência grunge), Santa Maria;
  • Unhallowed (Raw Black Metal), Cachoeira do Sul;

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical

Sexta-Feira, 05 de Outubro de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

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Quem for ao evento de bicicleta ganhará um abraço.

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

Feira de Trocas de Arquivos Digitais e Debate sobre “Pirataria”

O Editora Artesanal Monstro dos Mares vai discutir a lei de direitos autorais de uma maneira diferente, realizando uma feira de trocas de arquivos digitais, valendo tudo o que a sua consciência e bom senso permitir. A feira é uma forma de protestar e discutir sobre a quarta pior lei de direitos autorais do mundo, seus desdobramentos e sugestões de renovação.

“A legislação brasileira é completamente atrasada, com poucos avanços para os artistas, autores e consumidores. No Brasil, a defesa dos direitos autorais estão diretamente relacionadas as entidades reguladoras, que aplicam tarifas duvidosas e realizam repasses questionáveis para aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiários de suas ações. Essas questões deram origem à chamada “CPI do ECAD“, que sabidamente, como diversos inquéritos parlamentares, pouco avançou.”

Tiago Jaime Machado(Produtor Cultural e voluntário na Casa Pirata)

Outro objetivo da feira é desfazer a confusão existente e fomentada pela indústria fonográfica/entretenimento, que aquela pessoa que realiza um download é pirata, criminoso e que pode ser presa. Para tentar elucidar as questões convidamos a sociedade civil, advogados, juristas, camelôs, hackers, nerds, geeks, autores e autoras para comparecer, discutir e claro, trocar arquivos digitais.

Feira de Trocas de Arquivos Digitais
Editora Artesanal Monstro dos Mares
Rua Quinze de Novembro, 931.
http://monstrodosmares.com.br

Sábado, 16 de Junho, 16h.
Evento livre, libertário e gratuito.

Para saber mais:

São comuns assertivas do tipo “é proibida a reprodução parcial ou integral desta obra”, “este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído”, “pirataria é crime”, “denuncie a falsificação”. É proibido, ainda, “editar”, “adicionar”, “reduzir”, “exibir ou difundir publicamente”, “emitir ou transmitir por radiodifusão, internet, televisão a cabo, ou qualquer outro meio de comunicação já existente, ou que venha a ser criado”, bem como, “trocar”, “emprestar” etc., sempre “conforme o artigo 184 do Código Penal Brasileiro”. Não é esta, todavia, a verdadeira redação do artigo. Omitem a expressão “com intuito de lucro”, enfatizada pelo legislador em todos os parágrafos:

§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.

Tanto o objeto da lei é “o intuito de lucro”, e não simplesmente a cópia não autorizada, que CDs, VCDs, DVDs ou VHSs mesmo originais não poderão ser exibidos ao público sem autorização expressa do titular do direito.

Se o comércio clandestino (camelôs, estabelecimentos comerciais e sites que vendem cópias não autorizadas) é conduta ilegal, porém o mesmo não se pode afirmar sobre cópias para uso privado e o download gratuito colocado à disposição na internet. Só é passível de punição:

Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente (art. 184, § 1º).

Contrario sensu, é permitida a cópia integral de obra intelectual, sem autorização do detentor do direito autoral, desde que não se vise lucro, seja direto, seja indireto, mas é proibida a cópia não autorizada, mesmo parcial, para fins lucrativos. Assim, não comete crime o indivíduo que compra discos e fitas “piratas”, ou faz cópia para uso próprio; ao passo que se o locador o fizer poderão configurar-se violação de direito autoral e concorrência desleal.

Pelo Princípio da Reserva Legal, segundo o qual não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia fixação legal, a cópia integral não constitui sequer contravenção. No Brasil, quem baixa arquivos pela internet ou adquire produtos piratas em lojas ou de vendedores ambulantes não comete qualquer ato ilícito, pois tais usuários e consumidores não têm intuito de lucro.

O parágrafo segundo do artigo supracitado reforça o caráter econômico do fato típico na cessão para terceiros:

§ 2º – Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

E assim seguem os parágrafos subseqüentes. Todos repetem a expressão “com intuito de lucro direto e indireto”, expressão esta, como visto, que desaparece sempre que a lei é invocada na defesa dos interesses da Indústria.

Por conseguinte, mais coerente seria denominar-se pirata apenas as cópias feitas com intuito de lucro, direto ou indireto. Este último, diferentemente da interpretação apressada dos profanos no afã de imputar o consumidor, não é a economia obtida na compra de produtos ilegais. Ocorre lucro indireto, sim, quando gravações de shows são exibidas em lanchonetes e pizzarias, ou executa-se som ambiente em consultórios e clínicas, sem que tal reprodução, ainda que gratuita, fosse autorizada. A cópia não é vendida ou alugada ao consumidor, mas utilizada para promover um estabelecimento comercial ou agregar valor a uma marca ou produto.

A cópia adquirida por meios erroneamente considerados ilícitos para uso privado e sem intuito de lucro não pode ser considerada pirataria; sendo pirataria, então esta não é crime.

As campanhas anti-pirataria são cada vez mais intensas e agressivas e os meios de comunicação (muitos dos quais pertencentes aos mesmos grupos que detêm o monopólio sobre o comércio e distribuição de músicas e filmes) cumprem seu papel diário de manter a opinião pública desinformada.

Nenhum trecho de livro poderá ser reproduzido, transmitido ou arquivado em qualquer sistema ou banco de dados, sejam quais forem os meios empregados (eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros), salvo permissão por escrito, apregoam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e as editoras. De fato, na quase totalidade das obras impressas, o leitor depara-se com avisos desse tipo:

Todos os direitos reservados, incluindo os de reprodução no todo ou em parte sob qualquer forma. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios sem permissão escrita da Editora.

Novamente, não é o que a legislação estabelece. O artigo 46 da Lei dos Direitos Autorais impõe limites ao direito de autor e permite a reprodução, de pequenos trechos, sem consentimento prévio. E o parágrafo quarto, acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a “expressa autorização do titular”:

Não constitui crime “quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos” nem “a cópia em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”.

Ao mesmo tempo em que fatos são distorcidos, são omitidas as inúmeras vantagens de livros e revistas digitalizados, como seu baixo custo de produção e armazenamento, a enorme facilidade de consulta que o formato proporciona e seus benefícios ecológicos.

Seguindo a cartilha da administração Bush, órgãos como a Federação dos Editores de Videograma (Fevip) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) foram ainda mais longe ao associar todos os piratas às quadrilhas de crime organizado e ao terrorismo internacional. Também essas entidades ignoram, olvidam ou omitem que o lucro seja fator determinante para tipificação da conduta ilícita.

O ápice, até o momento, dessa verdadeira Cruzada antipirataria foi atingido com a campanha mundial da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) divulgada maciçamente nas salas de cinema, fitas e DVDs (inclusive “piratas”). Embalado por uma trilha sonora agitada, o video clip intercala diversas cenas de furto com as seguintes legendas: “Você não roubaria um carro”. “Você não roubaria uma bolsa”. “Você não roubaria um celular”. Sempre inquieta, a câmera flagra diversos furtos simulados, finalizando com atores furtando uma locadora e comprando filmes de um camelô, imagens que antecedem a acintosa pergunta: “Por que você roubaria um filme?”. O silogismo é barato e a conclusão, estapafúrdia: “Comprar filme pirata é roubar. Roubar é crime. Pirataria é crime!”.

Repita-se: comprar filme pirata é conduta atípica. E mesmo se fosse crime, não seria “roubo”. As cenas da própria campanha, conforme dito, são simulações pífias de furtos, não de roubos. Na definição do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 157, roubar é subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça, violência ou outro meio que reduza a possibilidade de resistência da vítima.

A premissa “comprar filme pirata é roubar” é despida de qualquer sentido e de fundamentação legal, tratando-se de propaganda falsa, caluniosa e abusiva, sujeita a sanções do Conar e persecução criminal. Veja-se os arts. 138 e 37 do Código Penal e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, respectivamente:

Calúnia: Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 37 – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa.

Portanto, se houver crime é o perpetrado pela abominável campanha, que por sua vez vem somar-se a outros embustes, como o criado pela União Brasileira de Vídeo (UBV), de que produtos piratas danificariam os aparelhos, quando na verdade quem os danifica é a própria indústria ao instalar códigos de segurança que tentam impedir cópias.

Oficina de carteiras com embalagens recicláveis

O Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata) [www.Editora Artesanal Monstro dos Mares] vai receber sua primeira oficina de aproveitamento de materiais recicláveis, serão encontros para despertar a criatividade e contribuir com o meio ambiente. Os materiais serão os mais diversos como caixas de leite e suco, embalagens do tipo PET, rolinhos de papel higiênico e outros.

A oficina busca conscientizar e tentar transformar em algo útil o que muitos tratam como lixo. A intenção é demonstrar que se podem ter boas ideias com materiais reciclados, abordar aspectos sobre a escassez de recursos naturais da terra e outros temas como a redução da poluição, matrizes energéticas e outros.

  • Reduzir quer dizer economizar de todas as formas possíveis;
  • Reutilizar é uma forma de evitar que vá para o lixo aquilo que não é lixo;
  • Reciclar significa enviar novamente para o ciclo de vida útil, isto é, transformar o material reciclável em produto útil.

Oficina de carteiras com embalagens recicláveis
Sábado, dia 02 de junho, 16h.
Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata)
Rua Quinze de Novembro, 931 – Centro

Materiais necessários:

  • caixas de leite/suco;
  • tesoura;
  • fita adesiva larga;
  • contact 30 x 30 cm;
  • elástico (com 1m é possível fazer 5 carteiras…);
  • papeis coloridos ou tecidos estampados.

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Lu Canto (Oficineira)
Militante e apoiadora de movimentos sociais, já realizou oficinas com o Movimento de Mulheres Camponesas, com as Trabalhadoras Rurais do Piquirí, Recid (Porto Alegre), Levante Popular da Juventude e Festival Pira Rural.

Encontro do Clube da Salada

Salad

Motivação
Comer é sempre um bom motivo para reunir pessoas. Foi pensando nisso que um grupo de amigas e amigos decidiu se reunir para plantar, preparar e comer saladas. O clube também tem o objetivo de criar, trocar e provar receitas de saladas simples, orgânicas, sofisticadas ou exóticas, dentro e fora dos encontros, já que possuem um grupo no Facebook (http://www.facebook.com/groups/clubedasalada/).

Mas só saladas?
Quando as pessoas pensam em comer em grupo, optam geralmente por um restaurante, ou entrega de comida pronta e muito eventualmente compartilham do preparo das refeições. É claro que achamos isso divertido, afinal estamos entre amigos. Mas no último sábado de cada mês faremos uma refeição rápida, saudável e diferente. Pode até parecer careta, mas já parou para perceber quantas hortas escolares, produtores orgânicos, terrenos baldios, quanta sus-ten-ta-bi-li-da-de nos jornais, revistas, rádio e televisão? Enfim, saladas sim! Queremos promover uma outra relação comunitária em torno dos hábitos de comer em grupo.

Sem carne
O clube da salada de Cachoeira do Sul optou por não preparar ou comer carne de qualquer tipo, peixe inclusive (risos) e derivados de animais nos encontros. O vegetarianismo e suas variações filosóficas e práticas, são opções de cada indivíduo. Apesar de sermos simpáticos e sensíveis a esse tema, ele não é o objetivo desse grupo. Queremos nos encontrar para falar sobre nossos canteiros e comer saladas.

Primeiro encontro
Roda de conversas: porque gostamos de salada, canteiros domésticos e alimentos orgânicos. Convidamos os produtores da agricultura familiar de Cachoeira do Sul e região para participarem do encontro e compartilharem suas ideias e opiniões conosco. Traga os amigos, ingredientes, temperos, condimentos e dicas.

PS: Se você gosta de usar saladeiras, travessas, pratos especiais e utensílios exóticos, serão divertidos e bem-vindos, mas não são obrigatórios.

Editora Artesanal Monstro dos Mares
http://monstrodosmares.com.br/

Food Not Bombs
Fregan
(A)

Exposição Fotográfica: Pedalar e Fotografar

O Editora Artesanal Monstro dos Mares abre a exposição fotográfica “Pedalar & Fotografar” de Maurício Souza nesta terça-feira, dia 15 de maio, às 20h. O multiartista apresentará fotografias que captam diferentes olhares do patrimônio histórico e cotidiano da cidade. O varal cultural da chamada “casa pirata” receberá outros de artistas independentes de Cachoeira do Sul.

Vejo fotografia em tudo que olho, qualquer cena é motivo para registrar, ainda mais com a tecnologia ao nosso dispor. Sempre estou com uma câmera junto, seja ela a do celular, ou a que uso para fotos mais elaboradas. Então, para acrescentar mais aventura, algumas vezes, pego minha bicicleta e saio por aí, clicando minha cidade!

Fotografia invade a alma, mata a saudade, traz para perto quem está longe, com ela coleciono sorrisos e deixo guardado para sempre momentos únicos.

Maurício Souza

Exposição Fotográfica: Pedalar e Fotografar

seg a sex, das 18h às 22h
sab e dom, das 15h às 22h

Editora Artesanal Monstro dos Mares
Rua Quinze de Novembro, 931
Cachoeira do Sul

http://monstrodosmares.com.br/
@metassocial

A Casa Pirata está de volta!

Uma assembleia para decidir os destinos da Casa Pirata foi realizada na tarde fria do último domingo deste abril. No encontro foram discutidas as atividades do Editora Artesanal Monstro dos Mares, as atuais dificuldades referentes a baixa adesão do projeto e sua continuidade em Cachoeira do Sul.

Algumas pessoas atenderam o chamado e através de consenso, decidiu-se manter as ações da casa, ampliar a utilização dos espaços, formular novas atividades e aumentar a adesão de novxs voluntárixs e participantes. Além da Rádio Caruncho, Cinezine Cineclube, Esporo de Metareciclagem, espaço para reuniões e encontros, o Editora Artesanal Monstro dos Mares vai receber atividades da Associação Cachoeirense do Rock, Instituto Ecópolis, CEHLA – Coletivo de Estudos Humanistas libertários e Anarquistas e com a Cooperativa Coolméia.

Após a reunião, os presentes confraternizaram com café, chá, biscoitos e conversas sobre mobilização social, atividades culturais, música, clássicos do cinema e quadrinhos. As atividades iniciam nesta segunda-feira com jantar de retomada do projeto da Rádio Caruncho FM Livre. A Casa Pirata está de volta!