Veja como foi: Oficina de zines em Cachoeira do Sul

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No dia 18 de Janeiro, atendendo ao convite do Movimento Feminista de Cachoeira do Sul, a Editora Artesanal Monstro dos Mares, com o apoio da Rádio Caruncho FM Livre, realizou uma oficina de zines. Na ocasião foram apresentados os conceitos básicos do que é fanzine, um pouco de sua história, exibição do documentário “Fanzineiros do Século Passado“, roda de bate-papo, oficina, exposição, vendas e logicamente a oficina de como fazer zines.

I used to say that I was dumb I couldn’t do the things he could
But listen here you boy I don’t need nothing from you
Don’t buy a zine that says to you that you have to wear make up
Don’t buy a zine that says to you that you have to lose some weight
They think that life’s a surrender and so am I.
And I think it’s time to make a choice do something good in your life.
I need no boys I can use my own mind. D need nothing from you. didn’t learn anything today don’t wanna go to school. I can learn with the news I can learn reading a book. don’t buy a zine that says to you
“What’s wrong about playing with boys”.
Don’t buy a zine that says to you “the world is made of love and joy”
♬ Dominatrix – No Make Up Tips

O evento que iniciou as 17h, se foi até próximo das 22h, quando vencidos pelo cansaço, foram recolhidos os equipamentos. A exibição do documentário e a roda de conversas foram bastante significativas para as pessoas compreenderem os processos da fanzinagem com instrumento de publicação alternativa, marginal e pedagógica de baixíssimo custo. A autonomia proporcionada pelos zines também ficou bastante evidente com a exibição do documentário, mas ficou ainda mais evidente ao apresentar a sua utilização em sala de aula.

A Feira Livre Municipal de Cachoeira do Sul mostrou-se mais uma vez ser um equipamento cultural amplo e diversificado, que merece maior atenção e utilização por parte de grupos, coletivos e movimentos. Uma vez que o espaço fornece em suas instalações a luz, água, energia elétrica e amplo espaço de convivência.

Estamos sempre dispostos em partilhar conhecimentos e contribuir no empoderamento de mulheres em qualquer atividade social e humana.

Racha Macho!

Fanzineiros do Século Passado – Capítulo 3 (full) from Márcio Sno on Vimeo.

Calendário de Novembro

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A Editora Artesanal Monstro dos Mares + AntiEditora Editora Libertária, estarão presentes em diversos eventos no mês de Novembro, graças a boa vontade das pessoas que participam deste coletivo publicador em se deslocar por aí e/ou ajudar com doações para custear viagens e impressões de mais e mais exemplares.

– dia 10, Feira do Livro Anarquista de São Paulo
– de 11 a 13, Colóquio Internacional Ciência e Anarquismo da USP
– dias 14, 15, 16 e 17, Aldeia Caiana, Vera Cruz, RS
– dias 15, 16 e 17, IV Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre
– dia 15, Festival Eu Quero é Rock II, Cachoeira do Sul, RS
– dia 16, Lançamento e conversa sobre O ANARQUISMO E SUAS ASPIRAÇÕES, Porto Alegre, RS
– dia 24, Vandalismo Cultural, Pindamonhangaba, SP (http://vai.la/3gi8)

Pedidos, encomendas, doações e informações por inbox ou através do e-mail monstrodosmares@riseup.net

Motim Revolta Musical 2: A Revanche

a Revanche!

O Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata), uma entidade cultural comunitária dos jovens de Cachoeira do Sul, está realizando a segunda edição do evento musical beneficente para ampliar as atividades do espaço e as iniciativas libertárias que lá acontecem.

A primeira edição, em Julho, recebeu cerca de 150 pessoas, 4 bandas e diversas doações para retomada das atividades do coletivo. Nesta edição, serão 7 bandas (3 Santa Maria, 1 Santa Cruz do Sul, 3 Cachoeira do Sul) mais espaço na área externa, banca de livros, distribuição de zines, etc.

Todo o valor arrecadado será utilizado na aquisição de uma bateria para o estúdio comunitário de ensaios e para dar início às aulas voluntárias de música para crianças, idosos, pessoas com problemas psicológicos e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Iniciativas da Casa Pirata

  • Rádio Caruncho FM Livre
  • Cinezine Cineclube
  • Editora Artesanal Monstro dos Mares
  • Estúdio Comunitário de Ensaios
  • Clube da Salada
  • União de Blogs de Cachoeira do Sul
  • Oficinas, encontros e palestras

Bandas

  • Cervisia (influência indie) Cachoeira do Sul;
  • Eletric Flowers (Rock´n´Roll), Cachoeira do Sul;
  • Kakedo HC (HC), Santa Maria;
  • Porunspilla (HC), Santa Cruz do Sul;
  • Resistentis (HC), Santa Maria;
  • Rivotriu (influência grunge), Santa Maria;
  • Unhallowed (Raw Black Metal), Cachoeira do Sul;

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical

Sexta-Feira, 05 de Outubro de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

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Quem for ao evento de bicicleta ganhará um abraço.

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

Motim – Revolta Musical (Rock & Metal para salvar a Casa Pirata)

O Editora Artesanal Monstro dos Mares, espaço libertário de Cachoeira do Sul, conhecido como Casa Pirata, está passando por sérios problemas financeiros que colocam em risco a continuidade das atividades do coletivo e das iniciativas que lá acontecem:

Para garantir a continuidade das atividades, um grupo de cinco bandas farão shows no dia 27 de Julho no bar deFront em benefício da Casa Pirata, sendo toda a renda revertida para o coletivo que está sem luz, sem gás, sem internet, com aluguéis atrasados, …

Bandas:

  • Baú de Feno (CH)
  • Hellbelicos (POA)
  • Mármore (CH)
  • Rotten Filthy (CH)
  • Vittória (NH)

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

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Motim – Revolta Musical
Sexta-Feira, 27 de Julho de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

Ingressos:

  • Loja Rock Romance
  • Loja Ciclo Bikes
  • Casa Pirata
  • Fernando Garcia e Guilherme Festinalli
  • Lu Canto e Diogo Barcelos

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

Participe do Editora Artesanal Monstro dos Mares, visite, traga sua atividade, contribua e aproprie-se!

Feira de Trocas de Arquivos Digitais e Debate sobre “Pirataria”

O Editora Artesanal Monstro dos Mares vai discutir a lei de direitos autorais de uma maneira diferente, realizando uma feira de trocas de arquivos digitais, valendo tudo o que a sua consciência e bom senso permitir. A feira é uma forma de protestar e discutir sobre a quarta pior lei de direitos autorais do mundo, seus desdobramentos e sugestões de renovação.

“A legislação brasileira é completamente atrasada, com poucos avanços para os artistas, autores e consumidores. No Brasil, a defesa dos direitos autorais estão diretamente relacionadas as entidades reguladoras, que aplicam tarifas duvidosas e realizam repasses questionáveis para aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiários de suas ações. Essas questões deram origem à chamada “CPI do ECAD“, que sabidamente, como diversos inquéritos parlamentares, pouco avançou.”

Tiago Jaime Machado(Produtor Cultural e voluntário na Casa Pirata)

Outro objetivo da feira é desfazer a confusão existente e fomentada pela indústria fonográfica/entretenimento, que aquela pessoa que realiza um download é pirata, criminoso e que pode ser presa. Para tentar elucidar as questões convidamos a sociedade civil, advogados, juristas, camelôs, hackers, nerds, geeks, autores e autoras para comparecer, discutir e claro, trocar arquivos digitais.

Feira de Trocas de Arquivos Digitais
Editora Artesanal Monstro dos Mares
Rua Quinze de Novembro, 931.
http://monstrodosmares.com.br

Sábado, 16 de Junho, 16h.
Evento livre, libertário e gratuito.

Para saber mais:

São comuns assertivas do tipo “é proibida a reprodução parcial ou integral desta obra”, “este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído”, “pirataria é crime”, “denuncie a falsificação”. É proibido, ainda, “editar”, “adicionar”, “reduzir”, “exibir ou difundir publicamente”, “emitir ou transmitir por radiodifusão, internet, televisão a cabo, ou qualquer outro meio de comunicação já existente, ou que venha a ser criado”, bem como, “trocar”, “emprestar” etc., sempre “conforme o artigo 184 do Código Penal Brasileiro”. Não é esta, todavia, a verdadeira redação do artigo. Omitem a expressão “com intuito de lucro”, enfatizada pelo legislador em todos os parágrafos:

§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.

Tanto o objeto da lei é “o intuito de lucro”, e não simplesmente a cópia não autorizada, que CDs, VCDs, DVDs ou VHSs mesmo originais não poderão ser exibidos ao público sem autorização expressa do titular do direito.

Se o comércio clandestino (camelôs, estabelecimentos comerciais e sites que vendem cópias não autorizadas) é conduta ilegal, porém o mesmo não se pode afirmar sobre cópias para uso privado e o download gratuito colocado à disposição na internet. Só é passível de punição:

Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente (art. 184, § 1º).

Contrario sensu, é permitida a cópia integral de obra intelectual, sem autorização do detentor do direito autoral, desde que não se vise lucro, seja direto, seja indireto, mas é proibida a cópia não autorizada, mesmo parcial, para fins lucrativos. Assim, não comete crime o indivíduo que compra discos e fitas “piratas”, ou faz cópia para uso próprio; ao passo que se o locador o fizer poderão configurar-se violação de direito autoral e concorrência desleal.

Pelo Princípio da Reserva Legal, segundo o qual não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia fixação legal, a cópia integral não constitui sequer contravenção. No Brasil, quem baixa arquivos pela internet ou adquire produtos piratas em lojas ou de vendedores ambulantes não comete qualquer ato ilícito, pois tais usuários e consumidores não têm intuito de lucro.

O parágrafo segundo do artigo supracitado reforça o caráter econômico do fato típico na cessão para terceiros:

§ 2º – Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

E assim seguem os parágrafos subseqüentes. Todos repetem a expressão “com intuito de lucro direto e indireto”, expressão esta, como visto, que desaparece sempre que a lei é invocada na defesa dos interesses da Indústria.

Por conseguinte, mais coerente seria denominar-se pirata apenas as cópias feitas com intuito de lucro, direto ou indireto. Este último, diferentemente da interpretação apressada dos profanos no afã de imputar o consumidor, não é a economia obtida na compra de produtos ilegais. Ocorre lucro indireto, sim, quando gravações de shows são exibidas em lanchonetes e pizzarias, ou executa-se som ambiente em consultórios e clínicas, sem que tal reprodução, ainda que gratuita, fosse autorizada. A cópia não é vendida ou alugada ao consumidor, mas utilizada para promover um estabelecimento comercial ou agregar valor a uma marca ou produto.

A cópia adquirida por meios erroneamente considerados ilícitos para uso privado e sem intuito de lucro não pode ser considerada pirataria; sendo pirataria, então esta não é crime.

As campanhas anti-pirataria são cada vez mais intensas e agressivas e os meios de comunicação (muitos dos quais pertencentes aos mesmos grupos que detêm o monopólio sobre o comércio e distribuição de músicas e filmes) cumprem seu papel diário de manter a opinião pública desinformada.

Nenhum trecho de livro poderá ser reproduzido, transmitido ou arquivado em qualquer sistema ou banco de dados, sejam quais forem os meios empregados (eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros), salvo permissão por escrito, apregoam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e as editoras. De fato, na quase totalidade das obras impressas, o leitor depara-se com avisos desse tipo:

Todos os direitos reservados, incluindo os de reprodução no todo ou em parte sob qualquer forma. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios sem permissão escrita da Editora.

Novamente, não é o que a legislação estabelece. O artigo 46 da Lei dos Direitos Autorais impõe limites ao direito de autor e permite a reprodução, de pequenos trechos, sem consentimento prévio. E o parágrafo quarto, acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a “expressa autorização do titular”:

Não constitui crime “quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos” nem “a cópia em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”.

Ao mesmo tempo em que fatos são distorcidos, são omitidas as inúmeras vantagens de livros e revistas digitalizados, como seu baixo custo de produção e armazenamento, a enorme facilidade de consulta que o formato proporciona e seus benefícios ecológicos.

Seguindo a cartilha da administração Bush, órgãos como a Federação dos Editores de Videograma (Fevip) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) foram ainda mais longe ao associar todos os piratas às quadrilhas de crime organizado e ao terrorismo internacional. Também essas entidades ignoram, olvidam ou omitem que o lucro seja fator determinante para tipificação da conduta ilícita.

O ápice, até o momento, dessa verdadeira Cruzada antipirataria foi atingido com a campanha mundial da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) divulgada maciçamente nas salas de cinema, fitas e DVDs (inclusive “piratas”). Embalado por uma trilha sonora agitada, o video clip intercala diversas cenas de furto com as seguintes legendas: “Você não roubaria um carro”. “Você não roubaria uma bolsa”. “Você não roubaria um celular”. Sempre inquieta, a câmera flagra diversos furtos simulados, finalizando com atores furtando uma locadora e comprando filmes de um camelô, imagens que antecedem a acintosa pergunta: “Por que você roubaria um filme?”. O silogismo é barato e a conclusão, estapafúrdia: “Comprar filme pirata é roubar. Roubar é crime. Pirataria é crime!”.

Repita-se: comprar filme pirata é conduta atípica. E mesmo se fosse crime, não seria “roubo”. As cenas da própria campanha, conforme dito, são simulações pífias de furtos, não de roubos. Na definição do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 157, roubar é subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça, violência ou outro meio que reduza a possibilidade de resistência da vítima.

A premissa “comprar filme pirata é roubar” é despida de qualquer sentido e de fundamentação legal, tratando-se de propaganda falsa, caluniosa e abusiva, sujeita a sanções do Conar e persecução criminal. Veja-se os arts. 138 e 37 do Código Penal e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, respectivamente:

Calúnia: Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 37 – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa.

Portanto, se houver crime é o perpetrado pela abominável campanha, que por sua vez vem somar-se a outros embustes, como o criado pela União Brasileira de Vídeo (UBV), de que produtos piratas danificariam os aparelhos, quando na verdade quem os danifica é a própria indústria ao instalar códigos de segurança que tentam impedir cópias.

[evento] Rádio Livre: Como Funciona?

A Rádio Caruncho FM Livre de Cachoeira do Sul, Editora Artesanal Monstro dos Mares e o Rizoma de Rádios Livres convidam para a oficina: Rádio Livre – como funciona?

O encontro é uma introdução aos conceitos de democratização da informação, direito à comunicação e livre expressão. Uma oportunidade para saber como funciona, qual a diferença entre rádio comercial, rádio comunitária e rádio livre, além de trocar experiências, conhecimentos e histórias sobre essa prática em Cachoeira do Sul e no mundo.

Evento de educação libertária, portanto é grátis, mas você pode contribuir com refrescos, gelo ou biscoitos. Importante: convide seus amigos de movimentos sociais e causas comunitárias, mas lembre de deixar o pastor alemão em casa.

Informações:
Rádio Livre: Como Funciona?
Sábado, 4 de Fevereiro de 2012, 14h.
Editora Artesanal Monstro dos Mares [Casa Pirata]
Rua Quinze de Novembro, 931
Centro – Cachoeira do Sul

http://twitter.com/radiocaruncho
http://monstrodosmares.com.br
http://radiolivre.org

Evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/222832694475886/