Reinvenções do Rádio: Tecnologia, Educação e Participação

Dentro de uma caixa postal cabem mundos inteiros que podem ser compartilhados. Chegar na agência dos Correios, dar boa tarde ao pessoal do atendimento, girar aquela chavinha minúscula e comemorar que chegou um pacote inesperado.

Aquela letra com caneta, num pacote cheio de fita e jornal – pensei – um punk visitou o carteiro! De fato, ao ver o outro lado dizia que aquele bróder enviou o livro para nosso rolê. Foi legal abrir e perceber que vieram dois livros e no mesmo momento já pensei em amizades do Programa Rádio Rebelde da 87.9Mhz FM Comunitária de Porto União, nos tempos de Rádio Tarrafa 104.7 FM Livre de Desterro e da muito saudosa Rádio Caruncho 88.7 FM Livre de Cachoeira do Sul.

O enfrentamento ao latifúndio do espectro sonoro brasileiro é uma luta constante de manos, minas e monas autonomistas e de movimentos sociais no país inteiro. Tem muita gente bacana puxando essa luta pela democratização do acesso à informação, fazendo do microfone um meio de transformação da vida, pois “usar” as ondas do rádio não se trata somente de apertar alguns botões, preparar algumas vinhetas e falar. Tocar uma rádio, seja ela livre ou comunitária requer organização, luta e participação.

Ao subir a antena, ainda que com transmissores de baixíssima potência frente aos “canhões” das rádios corporativas, as pessoas estão fazendo muito mais do que simplesmente colocar uma rádio “no ar”, elas estão fazendo ação-direta contra tudo que está posto no mundo. Ao decidir e participar coletivamente das tomadas de decisão, ao construir e compartilhar princípios, quem faz a rádio são as próprias pessoas das comunidades que são diretamente impactadas por elas. É no chão da ocupa, na escola, no rolê pela moradia, no assentamento e em cada espaço de resistência é que se faz a rádio: abrindo espaço para coletivos, movimentos e pessoas, quebrando com o modo “comercial” de se fazer rádio.

É na rádio livre e na comunitária que você ouve a companheirada falando abertamente sobre os problemas do grande capital e como isso tudo afeta a vida no planeta. Lutas contra os transgênicos e o agronegócio, direito dos povos originários e ameríndios, tecnologias livres, movimentos sociais, populações amazônicas, etc. Ouvir a rádio livre e comunitária não é uma atividade passiva de consumo de uma mídia, mas fazer parte de uma comunicação que te envolve e te convida à chegar junto e participar. É colando nas reuniões, fazendo parte dos mutirões, fortalecendo na manutenção, divulgação e claro, nas festas, também se faz um espectro sonoro libertador e libertário.

É com muita satisfação que recebemos esse material e convidamos nossas amizades em conhecer o livro e sintonizar nas rádios feitas por pessoas e movimentos para pessoas em movimento!

Vida longa!
Vertov Rox.

Editora Monstro dos Mares
Caixa Postal, 155
União da Vitória – PR
84600-970

Reinvenções do Rádio: Tecnologia, Educação e Participação
Guilherme Gitahy de Figueiredo (org.)
Leni Rodrigues Coelho (org.)
Núbia Litaiff Moriz Schwamborn (org.)
Editora Alexa Cultural
254 páginas

Cibernética, Anarquismo e auto-organização

View this post on Instagram

LANÇAMENTO: Cibernética, Anarquismo e auto-organização John Duda Tradução de Felipe Drago 32 páginas O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada. www.monstrodosmares.com.br

A post shared by Editora Monstro dos Mares (@monstrodosmares) on

Cibernética, Anarquismo e auto-organização
John Duda
Tradução de Felipe Drago
32 páginas

O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada.

Motim Revolta Musical 2: A Revanche

a Revanche!

O Editora Artesanal Monstro dos Mares (Casa Pirata), uma entidade cultural comunitária dos jovens de Cachoeira do Sul, está realizando a segunda edição do evento musical beneficente para ampliar as atividades do espaço e as iniciativas libertárias que lá acontecem.

A primeira edição, em Julho, recebeu cerca de 150 pessoas, 4 bandas e diversas doações para retomada das atividades do coletivo. Nesta edição, serão 7 bandas (3 Santa Maria, 1 Santa Cruz do Sul, 3 Cachoeira do Sul) mais espaço na área externa, banca de livros, distribuição de zines, etc.

Todo o valor arrecadado será utilizado na aquisição de uma bateria para o estúdio comunitário de ensaios e para dar início às aulas voluntárias de música para crianças, idosos, pessoas com problemas psicológicos e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Iniciativas da Casa Pirata

  • Rádio Caruncho FM Livre
  • Cinezine Cineclube
  • Editora Artesanal Monstro dos Mares
  • Estúdio Comunitário de Ensaios
  • Clube da Salada
  • União de Blogs de Cachoeira do Sul
  • Oficinas, encontros e palestras

Bandas

  • Cervisia (influência indie) Cachoeira do Sul;
  • Eletric Flowers (Rock´n´Roll), Cachoeira do Sul;
  • Kakedo HC (HC), Santa Maria;
  • Porunspilla (HC), Santa Cruz do Sul;
  • Resistentis (HC), Santa Maria;
  • Rivotriu (influência grunge), Santa Maria;
  • Unhallowed (Raw Black Metal), Cachoeira do Sul;

(ps: ordem alfabética, não por ordem dos shows)

—-

Motim – Revolta Musical

Sexta-Feira, 05 de Outubro de 2012
defront (em frente a ULBRA, Cachoeira do Sul)

R$ 10 antecipado
R$ 15 na hora

http://monstrodosmares.com.br/

—-

Quem for ao evento de bicicleta ganhará um abraço.