Anarquistas no Brasil: A Colônia Cecília de Giovanni Rossi e o Socialismo Experimental

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A Colônia Cecília de Giovanni Rossi e o Socialismo Experimental
Elaine Alves

“Uma análise sobre o socialismo experimental, criado por Giovanni Rossi, implantado no Brasil no final do século XIX, através da comunidade experimental Colônia Cecília. O breve episódio histórico da Colônia Cecília, criada na cidade de Palmeira – Paraná em 1890, é o marco inicial da representação do Anarquismo no Brasil e na América Latina. O primeiro experimento socialista, fato fortemente ligado à imigração de classes proletárias italianas.”

32 páginas
Impressão Laser em papel sulfite 75gr, capa em papel reciclado 150gr, grampo.

R$ 6,00

Fotos do rolê:

I Encontro Anarquista de Ribeirão Preto

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I Encontro Anarquista de Ribeirão Preto, realizado pelo Coletivo Libertário Viver a Utopia nos dias 12 e 13 de Outubro no Memorial da Classe Operária. O evento contará com a presença de editoras e ocorrerá conjuntamente XII Expressões Anarquistas.

Informações:
http://viverautopia.org/
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[reflexão] Para publicar – A necessidade de tinta no papel nas publicações anarquistas da atualidade (por Aragorn!)

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Dentro de cada pessoa cínica, há um idealista desapontado.
– George Carlin

Se publicar é a prática de colocar tinta no papel e jogar na mão do povo, então criar uma editora é barbada (principalmente se for uma editora anarquista). Embora existam indiscutivelmente mais livros anarquistas sendo publicados do que em qualquer outro momento da história, a quantidade de leitores está diminuindo. Publicações anarquistas, sejam panfletos, jornais e revistas, estão reduzindo no universo inteiro. Cronogramas de publicação sem frequências definidas e diminuição das tiragens, indicam que o tempo do papel pode estar chegando ao fim para os periódicos anarquistas.

O indicador para essa contagem é que tem havido uma correspondente, se não maior, ascensão de publicações anarquistas na internet. Mas será que esse é realmente o caso? Isso vai depender do que você entende por publicação. Por exemplo, no site infoshop.org, podemos encontrar a maior e mais antiga publicação anarquista na web, ao longo de um ano, seria difícil encontrar um grande volume de conteúdo original na parte de notícias (já que é a mais ativa) para preencher as páginas de uma revista. Isto não é uma crítica, mas uma declaração de como uma publicação na internet é qualitativamente diferente de um jornal ou revista, onde republicações são a exceção e não a regra.

Por isso, talvez seja necessário uma definição mais ampla de publicação anarquista. Livrar-se de publicações de tinta e papel, pode ser visto como mais saudável e ecológico do que nunca. Sabemos que esses são dias felizes de discussões sobre os acontecimentos do outro lado do mundo, artigos escritos na semana passada, e detalhes picantes que antigamente teriam levado anos para descobrir sobre os heróis e vilões da anarcolândia (risos). Mas o que perdemos neste mundo novo da informação constante que se limita as telas, as conexões banda larga; especialistas das artes digitais, HTML, CMS, e manipulação de imagens?

O ritmo, o tato, a sedução, o contexto, a simplicidade, clareza, escrita bonita, profundidade, debate informado, e as relações pessoais aos autores é o que perdemos. É bem provável que essas coisas não vão voltar, nem nas publicações anarquistas ou em qualquer outra. Além disso, há uma massa crítica de leitores que deram adeus aos preços de venda; artigos longos demais; autores especializados; nome de editoras; cronogramas lentos de novas publicações e a quantidade de tempo levam para que periódicos possam ser impressos. As pessoas já não esperam impressões, em geral, as editoras que imprimem materiais estão desaparecendo uma a uma. Qualquer editor que deseja ser relevante deve manter uma presença na internet, mas o oposto disso também é verdade. O movimento em direção ao digital (evidenciado pelo número crescente de versões “apenas pdf” de publicações anarquistas) e incapacidade de um número maior de projetos capazes de ganhar voz própria é uma demonstração dos tempos sombrios que temos pela frente. Claro, haverá mais palavras, mais coisas jogadas contra as paredes digitais na esperança de ficar, mas isso não vai ser notado. Na melhor das hipóteses um novo tipo de elite virtual (que já existe e se diz dona de muitos espaços anti-autoritários) vão se virar na direção de um texto e pipocar novos links. E assim vão continuar na próxima semana. Até pintar a próxima coisa, a próxima falsa controvérsia, o próximo prazer, a próxima distração.

Isso é bem diferente do que acontece num zine, do mais humilde ao mais fantástico, até mesmo uma revista de crítica anarquista no fundo da mochila de um viajante. A tinta no papel contém mais possibilidades de serem redescobertos muitos anos depois, de encontrar um novo público. Editoras anarquistas de nossos tempos devem emergir como uma solução para um problema novo, que neste momento parece ser mais grave do que a própria extinção de editoras no século passado. Se a ideia de vivermos livres de coerção significou em algum momento vivermos livres do trampo de imprimir e distribuir, isto não tem se mostrado uma boa ideia. Existe um mercadão de ideias, nossas premissas de liberdade e anarquia já não parecem ser muito convidativas. O caminho é solitário e perigoso. Pode parecer pouco evidente, mas o processo de desejar a liberdade anarquista, de articular um mundo diferente enquanto estiver sob coação, é parte do processo para se tornar uma pessoa informada e educada ao longo da vida anarquista, tal como ler as palavras dos velhos anarquistas, ou o famoso FAQ.

O processo de colocar tinta no papel e entrega-los para pessoas que estão interessadas contém um espectro completo de experiências sobre como realmente podemos fazer alguma coisa. Como transformar boas ideias (e mesmo as meia-boca) em sucessos ou fracassos. No papel essas ideias tem um valor próprio, mais do que elogios, críticas e enganos, o resultado é jogar mais ideias para o mundo. O processo de transferir palavras impressas de lá pra cá, de você pra mim, é também a conexão primária que faz existir uma editora para dezenas, centenas ou milhares de pessoas que serão escribas do futuro, feitiçeirxs da anarquia, companheirxs que podem fazer as coisas acontecerem e as melhores amizades que você nunca vai ter.

Por Aragorn!
Versão para o português por Vertov

A Casa Pirata está de volta!

Uma assembleia para decidir os destinos da Casa Pirata foi realizada na tarde fria do último domingo deste abril. No encontro foram discutidas as atividades do Editora Artesanal Monstro dos Mares, as atuais dificuldades referentes a baixa adesão do projeto e sua continuidade em Cachoeira do Sul.

Algumas pessoas atenderam o chamado e através de consenso, decidiu-se manter as ações da casa, ampliar a utilização dos espaços, formular novas atividades e aumentar a adesão de novxs voluntárixs e participantes. Além da Rádio Caruncho, Cinezine Cineclube, Esporo de Metareciclagem, espaço para reuniões e encontros, o Editora Artesanal Monstro dos Mares vai receber atividades da Associação Cachoeirense do Rock, Instituto Ecópolis, CEHLA – Coletivo de Estudos Humanistas libertários e Anarquistas e com a Cooperativa Coolméia.

Após a reunião, os presentes confraternizaram com café, chá, biscoitos e conversas sobre mobilização social, atividades culturais, música, clássicos do cinema e quadrinhos. As atividades iniciam nesta segunda-feira com jantar de retomada do projeto da Rádio Caruncho FM Livre. A Casa Pirata está de volta!

 

I Encontro por uma Educação Libertária

A educação tem grande valor no pensamento libertário que busca por transformação social, é agente crítico à educação tradicional, seja ela a oferecida pelo estado, pelo capital privado ou  aquela mantida por instituições religiosas.

A escola, que se apresenta com loquaz neutralidade é arbitrariamente ideológica. O sistema dedica-se em reproduzir as estruturas cruéis de autoridade, dominação e exploração, doutrinando os alunos a ocuparem seus lugares e delimitando seus comportamentos. Dessa forma, a aparente neutralidade oculta a continuidade ideológica do Status quo.

A Educação Libertária busca uma transformação, ao despertar nos indivíduos a consciência da necessidade de uma filosofia social diferente.

Queremos mostrar que a educação pode se estender além do ambiente escolar, explorando a cultura, debatendo-a com um pensamento libertário, complementando a que já temos”. Tiago Silva.

21/01/2012

  • 13h 30min – Abertura: Considerações sobre o Encontro
  • 14h – Bastidores da Vida – Grupo Teatral Arte In Cena
  • 14h 30min – Os beijos da mídia na Educação – Lisandro Benvegnu Lorenzoni
  • 15h 30min – Curtas metragens – Tiago Silva e Iuri Minfroy
  • 17H – Futebol, nossa paixão – Cambada Levanta Favela
  • 18h – Educação Popular e Educação Formal, reflexões para uma Educação Libertária – Lauci Lemes
  • 20h – Sarau Literário
  • 22h – ? Shows: Guarda-chuvas – 4 Acordes – Menino Azeitona – Tomate Seco – Os Delirantes – Madame Wong – Demétrios Cunha – Lubrificados – Tio Neca Preto

22/01/2012

  • 12h – Almoço coletivo
  • 13h 30min – Permacultura – Jéferson Timm
  • 14h 45min – Oficina de Técnica de Tie Dye e Stencil em camisetas – Everton Lehmann
  • 16h – Próximos passos para uma Educação Libertária – Tiago Silva

Atividades paralelas

  • Exposições
  • Painel
  • Oficina
  • Acampamento
  • Varal de manifestos

Traga sua barraca! E suas ideias!
Entrada franca
educacaolibertaria@bol.com.br
(51) 8159-0775 / (51) 9700-3334

Nota do autor: Ainda não estive em Sapiranga, mas darei meu sangue para estar presente.
Texto adaptado de Custódio Gonçalves da Silva “Paradigma Anarquista e a Educação Libertária