Editora

A Editora Artesanal Monstro dos Mares emergiu do mar profundo após uma série de práticas em busca de transformações sociais intensas, inicialmente por meio de tecnologias que nos conduziram para o caminho da horizontalidade, autogestão, apropriação e empoderamento social para as pessoas, grupos, coletivos, redes e comunidades, que atuam na promoção da autonomia, liberdade, bem comum e direitos universais.

Decidimos fazer livros, pelo tesão de tê-los nas mãos, aprender, desenvolver e replicar os processos que foram chegando até nós é que hoje atuamos como uma editora de pequenas tiragens, um coletivo publicador. Um grupo de apaixonados por livros e pelo rolê.

Entendemos nosso lance como uma forma de integrar as pessoas e coletivos na publicação de livros. Sejam autores, cooperativas de produtores, grupos de estudos, ativistas de mídia independente, editoras libertárias, leitoras apaixonadas, ilustradores, artesãos, movimentos sociais e qualquer pessoa interessada em tocar esse barco. Um Tsunami de escritas em favor das lutas dos povos em movimento.

A produção se dá ao realizar o intercâmbio de conteúdos com essas pessoas, para compartilhar atividades de seleção dos títulos, revisão, tradução e outras tantas coisas que se tem para fazer. Desde sujar-se de tinta até montar a barraquinha, sem esquecer de remar muito pelo caminho.

Um processo aberto, onde qualquer pessoa com disposição para participar das atividades é super bem-vinda. Onde a distribuição funciona na forma de compartilhamento das publicações, recebendo materiais de outras editoras para atuar como distribuidora e banquinha, bem como as demais editoras e distros recebem nossos materiais, promovendo um oceano de ideias turbulentas!

Se você tiver dúvidas sobre como funciona a Monstro dos Mares, entre em contato, na medida do possível vamos complementar essa página com as respostas.

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Histórico

Editora Artesanal Monstro dos Mares

Centro de Inovação Social, Florianópolis, 2010.

No final de 2010, algumas pessoas se encontravam na Zerotrack, uma empresa de comunicação/tecnologia na Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), para discutir alguns temas que lhes deixavam com a pulga atrás da orelha. Era um momento crítico nos vazamentos da Wikileaks e as conversas sobre os acontecimentos foram se tornando cada vez mais utópicas.

Reunidas no antigo Café dos Araçás, os encontros informais iam rolando aos finais de semana, entre guitarras distorcidas, video-games e boas refeições. O assunto estava sempre lá, e cada vez mais o pensamento crítico se tornava parte do cotidiano das conversas e dos encontros. Até que no dia 26 de fevereiro de 2011, esse grupo inicia as atividades do Centro de Inovação Social dos Araças, no evento chamado “Engajamento Cívico para a Inovação Social“. Muita coisa rolou por lá.

Em agosto de 2011, se tornou impossível manter a lógica do “ativismo de final de semana” e aproveitando o encerramento do espaço dos Araças (já que teve que dar lugar a uma vidraçaria da família proprietária do prédio), as ideias malucas se dividiram. Uma parte se mantém em Florianópolis seguindo com projetos de comunicação e tecnologia, outra parte foi parar em Cachoeira do Sul (RS) e nesta pacata cidade de 85.000 habitantes, criou-se a famigerada “Casa Pirata”. Onde por mais de um ano dedicou-se em projetos de formação política libertária, cineclubismo, compostagem, rádio livre, bicicletas, música, poesia, metareciclagem e mil tretas! Foi tanta treta que um dia a casa caiu. Mas foi muito tesão enquanto durou.

Mesmo com o fim da querida “Casa Pirata”, muita coisa seguiu acontecendo na Capital do Arroz, algumas iniciativas foram tão felizes como coletivo que se desprenderam, ganharam vida e saíram pedalando por aí. Já outras simplesmente entraram em processo de hibernação, esquecimento ou morte, vai depender de como você entende cada ciclo que simplesmente não se completa. Uma vontade flutuando no ar.

Para aproveitar a vontade transformadora, que mesmo com mil tretas nunca se desfaz, emergiu a Editora Artesanal Monstro dos Mares. Alguém gritou “Salve-se quem puder!” e pulou do navio ainda em tempo de escapar das garras do Leviatã? Ainda não temos respostas concretas, mas nossas garras já estão se espalhando por ai. São tentáculos e mais tentáculos de ideias capazes de esmagar a máquina.

 

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