Balanço de atividades e encerramento do ano de 2018

Olá Compas! Desde o final do ano passado nós começamos a fazer um levantamento de nossas atividades, registro de quantidades e algumas outras anotações para entendermos o nosso processo e poder compartilhar com minas, manos e monas. Entendemos que essas informações não são para realizar qualquer tipo de controle financeiro ou administrativo típico de uma empresa e sequer queremos isso. Esses dados são úteis para que pessoas e coletivos possam ter a dimensão de nossa atividade de divulgação acadêmica e anárquica artesanal. Que isso possa de alguma maneira servir de inspiração para que novas editoras floresçam!

Neste ano fizemos muitas impressões e desde outubro iniciamos uma contagem de livros e zines produzidos, tal como o registro de materiais doados e envios gratuitos. Confira os dados aproximados do ano de 2018:

Total de impressões: 121.641
Livros produzidos: 730
Livros doados: 123
Zines produzidos: 257
Zines doados: 102

Queremos que esses números sejam utilizados para que as pessoas percebem a importância da tinta no papel como ferramenta de difusão de ideias libertárias e dissidentes. Todos os recursos arrecadados com a venda dos títulos são utilizados para cobrir os custos de impressão, doar materiais, contribuições em serviços como milharal e riseup, ajuda em campanhas de financiamento coletivo, correios, viagens, manutenção e aquisição de equipamentos, despesas comuns do espaço (aluguel, internet, luz e outros) e um fundo de reserva emergencial que neste ano utilizamos em duas ocasiões de mudança de casa e agora mudança de cidade.

Não queremos tratar somente da dureza dos números, 2018 nos ensinou que apesar das circunstâncias e do cenário duvidoso que virá, estamos cercadas de ótimas pessoas que fortalecem iniciativas, descobrem perspectivas e compartilham seus afetos. Este ano pudemos viajar, nos encontrar com autoras e autores, singularidades que nos receberam muito bem e que estão felizes em liberarem seus materiais para difusão e divulgação sem nenhuma cobrança de direitos autorais. Copyleft é amor!

Para o ano que já aponta na costa teremos diversos desafios, principalmente o de seguir existindo enquanto editora. Temos um conjunto de títulos que queremos lançar e que já estão sendo preparados, mas também precisamos que as pessoas se sintam sensibilizadas pela necessidade de divulgação de produção intelectual, relatos de experiências, levantamentos históricos e todo tipo de material que pode contribuir para o fortalecimento de nossas epistemologias dissidentes, dentro e fora das universidades. Por isso pedimos que você visite nosso site, nossa loja, redes sociais e se de alguma maneira seu artigo, tcc, dissertação, tese, relato, resenha e outras produções estiverem relacionadas, envie para editora@monstrodosmares.com.br queremos conhecer seu material e colocá-lo para rodar circular.

Importante:

Nossa lojinha estará fechada entre os dias 15 de Dezembro de 2018 e 15 de Janeiro de 2019. Essa pausa não será para férias, mas para realizamos a mudança de cidade e poder organizar minimamente o novo espaço para receber a todxs com festa! Com isso, todos os produtos serão colocados como “esgotado”, para que você possa ainda ver os materiais que dispomos e montar a sua lista de desejos para o próximo ano.

Vamos em frente, rumo à autonomia!
Livros e Anarquia
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Entrevista na Agência de Notícias Anarquistas

“Criamos a Monstro dos Mares dentro de uma garagem numa noite fria de inverno”

Foi com surpresa que chegou a mensagem para combinar a entrevista. Então vieram as primeiras perguntas e decidi responder do meu jeito, com minhas palavras e da maneira que tenho tentado pensar nosso bonde editorial. Antes de enviar as respostas refleti por alguns segundos sobre o que seria cortado do conteúdo antes da publicação final pois já estava bem longo. Curiosamente vieram mais perguntas, e outras, outras…

Mais do que uma entrevista ou um bate-papo sobre a Monstro dos Mares, a conversa passou pela própria história da editora e como estamos tocando nosso barco, bem como a visão da cena editorial libertária, algumas questões da crise das grandes redes de varejo e a urgência de epistemologias dissidentes nas universidades.

Acompanhe a entrevista e divirta-se!
Agradecemos compas da A.N.A. pela atenção e o carinho com nossa atividade de divulgação acadêmica e anárquica, mesmo que isso não agrade todo mundo.

~ Vertov ~


Confira a entrevista no site da Agência de Notícias Anarquistas


Agradecimentos rede de apoio mês de Novembro

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Para que (m) serve teu conhecimento?

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Olá compas! O mês de Novembro foi super corrido e tivemos momentos magníficos na Ilha de Desterro. Encontramos várias amizades, pessoas que eram conhecidas por suas arrobas e com quem pudemos trocar abraços.

O significado do I Colóquio Anarquismo e Pesquisa para nosso ânimo como editora de divulgação acadêmica com inspiração anárquica e anarquista ainda está retumbando dentro de nós e ficou aquela certeza de que o projeto editorial da Monstro dos Mares está indo de vento em popa.

Queremos agradecer a paciência das amizades da “Rede de Apoio”, pois estivemos fora nessas semanas. Vamos enviar as recompensas de todas as pessoas em dobro como uma forma de agradecimento. Fica aqui nosso carinho para:

  • Gabriela Catunda Peres
  • Willian Aust
  • Manu Quadros
  • José Vandério Cirqueira
  • Claudia Mayer

Você também pode participar da rede apoio que fortalece todos os meses o envio e distribuição de materiais gratuitamente para singularidades, coletivos e grupos.

[podcast] A gente pode hackear qualquer coisa! Entrevista com _LobodoMar_

Dentro da garrafa trazemos uma mensagem: A gente pode hackear qualquer coisa!
A assertividade dessa frase é tão incrível e carrega em si um universo inteiro de possibilidades. Nessa conversa com o hacker _LobodoMar_ passamos por alguns temas como Matrix, autoaprendizado, open-source na educação de nível superior, royalties de produtos e pesquisas acadêmicas, ética hacker, bem comum e outros temas. Ouça a entrevista no player abaixo ou faça o download do arquivo.

Juntos somos mais!

00’00 Introdução
02’00 Apresentação / o que é um hacker?
06’00 A influência dos filmes de Hollywood no entendimento do termo hacker
11’58 O open-source na universidade VS royalties
17’40 O papel do autoaprendizado na cultura hacker
20’50 Senso de comunidade para o bem comum
25’15 O que você aprendeu sendo Hacker?

Agradecimentos Rede de Apoio Set/Out

Tornar possível o envio de livros e zines gratuitamente para diversos rolês é uma tarefa de nossa editora. Realizar a divulgação de epistemologias dissidentes para além dos muros das universidades também. Mas queremos poder fazer mais do que isso, queremos chegar nos coletivos, nos grupos, nos bandos, bandas, estar de mão em mão com quem faz a luta social diária. Nosso projeto editorial busca realizar o registro e a difusão do tempo que , do que acontece nas ruas, do que forma os modos do pensamento das pessoas que compartilham de éticas e práticas disruptivas, tanto anárquicas, anarquistas, queer, anticivilização, hacker, e outras. E a tinta no papel é nosso modo de agir e não se corromper, pra nóis já é vitória.

Mas somente poderemos fazer mais quando estivermos menos dependentes das amarras cotidianas e para isso contamos com uma rede de apoio formada por pessoas que acreditam e confiam em nosso fazer-livros e por isso agradecemos imensamente:

  • Sandro Barroso
  • Paulo Henrique Souza
  • Las Monas Sítio Experimental
  • Ricardo
  • Willian Aust
  • Manu Quadros
  • José Vandério Cirqueira

Se puder, faça parte de nossa rede de apoio. A partir de R$5 por mês você já pode contribuir para nosso barco navegar em águas cada vez mais distantes. Valeuzão!

[podcast] Bate-papo com Coletivo AnarcoTecnológico Mariscotron

Durante alguns dias recebemos as pessoas Coletivo Anarcotecnológico Mariscotron para conversas, paçocas, botar tinta no papel e trocas. Aconteceram dois encontros com pessoas da comunidade: o primeiro foi uma conversa sobre open-source, eletrônica, componentes, energia solar, microcontroladores PIC, robótica, domótica, entre outros assuntos com visitantes da casa Monstro dos Mares, estudantes do IFPR acompanhados de um técnico administrativo em educação e o Mariscotron (FOTO). O segundo encontro foi realizado na Estação União, a ferroviária que divide a cidade de União da Vitória (PR) e Porto União (SC) no dia 18 de Setembro. Na ocasião a conversa seria somente sobre a crítica anarquista à democracia, mas enquanto esperávamos as pessoas chegarem gravamos uma entrevista para projeto de pesquisa do Vertov sobre coletivos tech e a conversa se desdobrou para cultura hacker, tecnologia, tecnopolítica e democracia. Confira o podcast!

Participantes: abobrinha, Absort0, Chúy, João Nilson e Vertov.

mariscotron.libertar.org

Se não conseguir ouvir online, você pode fazer o download do arquivo (72,3M) para ouvir em qualquer lugar. Disponível em Archive.org.

Olá Compas! Manifesto anarquista e outros escritos

Olá Compas! Manifesto anarquista e outros escritos
Jesús Lizano
Tradução e apresentação de Jonas Dornelles
Revisão e preparação de Claudia Mayer e Lívia Segadilha
Editora Monstro dos Mares
ISBN 978-85-68845-08-0
68 páginas

A obra que temos a seguir é o apogeu de uma longa experiência libertária, como buscou seu autor, o poeta e filósofo espanhol Jesús Lizano. Escritas de maneira enganadoramente simples, num tom próximo ao bate-papo, as ideias contidas neste manifesto representam a síntese das propostas lizanistas. Sua experiência se refletiu e encarnou em suas poesias, ensaios, manifestos. E, principalmente, em sua maneira de ser. Lizano era antes de tudo um quixotesco libertário na luta pela Acracia.

Nascido em 1931, seus textos vieram à luz sob várias assinaturas, tais como Coletivo Jesús Lizano ou Engenhoso Libertário Lizanote da Acracia, e afirmou sempre que sua vida era vivida dentro dessas multiplicidades. Licenciado em Filosofia, sua “aventura humana”, dizia, foi a de um cristianismo herdado, passando pelo existencialismo nos anos 50, pelo marxismo humanista, para então desaguar no anarquismo da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) e dos Ateneos Libertarios nos anos 70. Nesse meio tempo, deu luz a uma vasta produção, escrevendo ao longo de décadas uma volumosa obra, cuja publicação póstuma ultrapassa o milhar de páginas.

Neste livro, buscamos uma alternativa à marcação binária de gênero da heteronormatividade que utilizasse os recursos disponíveis na própria língua para não reproduzirmos a prevalência do gênero masculino sobre as outras possibilidades de se vivenciar os corpos. Nesse processo, tentamos também buscar alternativas ao capacitismo de softwares de conversão texto-para-voz que não reconhecem quando são usados “x” ou “@”. Percebemos também que muitas vezes Lizano problematiza o binário masculino/feminino (quando faz referência, por exemplo, a trabalhos construídos como masculinos e aqueles construídos como femininos). Neutralizar o gênero nessas problematizações seria invisibilizar importantes questões que Lizano discute. Por tudo isso, escolhemos reescrever muitos trechos – um trabalho que, esperamos, venha a contribuir com a construção do imaginário não sexista, não racista e não capacitista que almejamos.


Promoção de lançamento: R$18,00 com frete incluso em nossa loja.


 

Um mês, muitas impressões.

Foi com um pouco de preocupação que entramos nas águas do financiamento coletivo, por medo do desconhecido. Chegamos molhando as canelas, pé por pé, sentindo o repuxo. Que bom que vocês estão aqui formando essa rede de apoio que é muito importante para a continuidade de nosso rolê editorial. Nesta primeira comunicação aberta, queremos falar um pouquinho sobre como foi esse primeiro mês e na medida possível vamos pensar formas de atualização desses números sem tornar a coisa chata.

Lá vai! 7.894 impressões, recebemos a visita de amizades da Editora Subta com quem tivemos ótimos momentos cheios de trocas de materiais, boas conversas, comidinhas, etc. Recebemos alguns alunos e um agente educacional do IFPR – Campus União da Vitória para um bate-papo sobre eletrônica e tecnologias solares juntamente com amizades do Coletivo AnarcoTecnológico Mariscotron que renderem um Podcast (sairá em primeira mão aqui na rede de apoio), participamos de uma feira de livros, recebemos livros de presente pela caixa postal.

Também entregamos exemplares do livro Ciberfeminismo para cada biblioteca da Universidade Estadual do Paraná – Unespar (em breve link do Pergamum), doação de sete exemplares do mesmo título para o IV Encontro de Gênero, Feminismos e Políticas Públicas em União da Vitória, enviamos 50 zines da coleção ao coletivo Contraciv e estamos criando materiais bem bacanas com o pessoal do BaixaCultura. Ufa! Certamente esquecemos de alguns acontecimentos, por isso pretendemos gerar mais registros sobre o que está acontecendo.

Algumas imagens estão no Instagram @monstrodosmares, posts no facebook, mas queremos utilizar mais o blog e e-mails. Falando em e-mail, graças à contribuição das pessoas que formam nossa rede de apoio, agora temos um novo endereço: editora@monstrodosmares.com.brpublicamos no blog as motivações e usos dessa ferramenta.

Agora aquela foto bonita da caixa de papel (5.000 folhas) e do Litro de tinta pigmentada de alta qualidade que conquistamos com o apoio das pessoas que confiam no livro como possibilidade real de transformação de mundos, de divulgação de ideias anárquicas, na articulação de espaços para epistemologias dissidentes dentro e fora das universidades e para além delas.

Obrigadão Rede de Apoio!


Claudia Mayer
Lívia Segadilha
Tiago Jaime Machado

Editora Monstro dos Mares
Caixa Postal 155
União da Vitória – PR
84600-970
site: monstrodosmares.com.br
blog: monstrodosmares.milharal.org
rede de apoio: catarse.me/monstromensal
telegram: @editoramonstrodosmares
facebook: fb.com/monstrodosmares
instagram: @monstrodosmares

Novo endereço de e-mail para uso geral e porque?

Olá amizades,

Todas as conversas sobre privacidade, neutralidade de rede, segurança da informação e proteção são cada dia mais necessárias e mais presentes em nossas conversas e reuniões. Ao mesmo tempo, percebemos a necessidade de uma presença ativa em várias redes sociais e espaços dominados pela internet corporativa. Pensando nisso, decidimos não deixar nossos dados tão evidentes aos publicitários e tampouco trafegar conteúdos “genéricos” em servidores como o Riseup, mantidos com a boa vontade e o empenho de diversas pessoas. Seu uso responsável garante a segurança de milhares de militantes e ativistas.

Em nossa mais recente reunião, optamos por criar um email de uso geral para ser utilizado nas redes sociais e qualquer outra coisa que o Google e Facebook possam espiar. O endereço do Riseup será utilizado para dados preferencialmente criptografados utilizando OpenPGP.

Sabemos que de qualquer forma o Estado (Operação Érebo) se manterá em vigilância constante, de mãos dadas com corporações e agentes de negócio em rede. A internet está sempre ao alcance do Grande Irmão, mas enquanto pudermos dificultar, sabotar e embaralhar; façamos. Faça você também!

Novo e-mail de contato de uso geral:
editora@monstrodosmares.com.br

e-mail para contatos preferencialmente criptografados:
monstrodosmares[a]riseup.net (baixe a chave pública)

Separamos uma lista com alguns materiais que você pode consultar para obter informações sobre segurança e privacidade de dados, aumentando na medida do possível os níveis de proteção.

Por você, para seu coletivo, para uma internet melhor.

Rede de Apoio Editora Monstro dos Mares

Olá amizades, demos início ao projeto de rede de apoio para nosso rolê acontecer, se manter e seguir existindo. Depois de 5 anos fazendo panfletos/zines e de 3 anos produzindo livros de forma absolutamente artesanal, com preços super honestos e com o objetivo de fazer com que os livros cheguem na mão de mais e mais pessoas, nós da Editora Monstro do Mares decidimos que nossa jornada requer mais fôlego para sobreviver, seguir existindo e se envolver em novos livros com mais profundidade. Por isso, estamos colocando o barco nas águas das contribuições recorrentes, formando uma rede de apoio ao nosso projeto editorial acadêmico e anárquico para seguirmos navegando!

Confira o projeto no Catarse e se puder, contribua.