Cibernética, Anarquismo e auto-organização

LANÇAMENTO: Cibernética, Anarquismo e auto-organização John Duda Tradução de Felipe Drago 32 páginas O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada. www.monstrodosmares.com.br

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Cibernética, Anarquismo e auto-organização
John Duda
Tradução de Felipe Drago
32 páginas

O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada.

[Distribuição] 30% de desconto para fortalecer grupos de estudos, coletivos, banquinhas e livrarias

Semanas atrás publicamos o manifesto “Não se corromper pra nóis já é vitória” e apontamos a necessidade de mais livros e editoras comprometidas em colocar na rua materiais das frentes de luta e das epistemologias dissidentes. Assumimos que o “livro é o fuzil de quem pensa!”, para muito além dos PDFs que entopem HDs (e nem sempre são lidos), estamos assegurando nossa posição e empenho por mais livros e zines com preços acessíveis a todas as pessoas.

Entendemos que a tinta no papel pode ser uma ferramenta de luta contra o capitalismo, a colonialidade e o patriarcado em todas as suas expressões. Acreditamos que todas obras que produzimos e distribuímos podem e devem ser reproduzidas para serem lidas em qualquer lugar, discutir em grupo, promover oficinas, citações acadêmicas, rodas de conversas e para fortalecer o seu rolê anarca / banquinha de zines / coletivo.

Ao fazermos livros, estamos dando espaço de articulação às nossas possibilidades de agir no mundo. Ainda que isso não seja a única coisa a se fazer, ou a única coisa que fazemos, essa atividade compõe muito daquilo que nos constitui como pessoas em movimento, seja ao realizar divulgação acadêmica anárquica e disruptiva, seja nas relações em nossas áreas de estudo ou redes de militância.

Esperamos que o desconto de 30% para 10 ou mais exemplares do mesmo título seja uma forma de contribuir com a disseminação de ideias para quem busca compreender, ressignificar e transformar o mundo de mãos dadas com as pessoas que, assim como nós, estão empenhadas em propor diferentes visões de mundo.

Como funciona:

  1. acessar a loja virtual monstrodosmares.com.br
  2. escolher o título desejado;
  3. adicionar 10 exemplares ao pedido;
  4. automagicamente o site aplicará o desconto de 30% aos exemplares do título escolhido;

Livros e Anarquia!
Editora Monstro dos Mares


Este artigo foi escrito e inspirado em homenagem a memória de Robson Achimé, um editor solitário-estelar da anarquia que localizou sua militância em torno dos livros.

“Uma estrela solitária a editar palavras da anarquia. Interessado em jazz e no amor livre, preocupado em atiçar e alertar os desavisados, a sacudir o conforto dos covardes, dos omissos e dos doutrinários. Literatura e anarquia, parceria inseparável. Impaciente com o mercado, não tinha CNPJ e nem emitia nota fiscal. Editou muitos clássicos, mas foi um dos únicos a editar anarquia hoje, em português, de autores que o mercado editorial simplesmente desconhecia. Inventou uma revista, a letralivre, que conversava com as edições dos jornais históricos da anarquia no Brasil, ao mesmo tempo que se aproximava dos fanzines anarco-punks. Foi responsável pela reativação do boletim do CCS-SP, encalacrado há mais de uma década, que sem ele segue sem ser impresso. Diagramou e imprimiu por conta própria. Distribuía suas edições e de companheiros pelo correio. Não existe história e memória da anarquia no Brasil sem ele. Brincava com as palavras impressas e as páginas de dizeres e imagens como uma criança grande. Editor incontornável, homem extraordinário. A anarquia sabe o tamanho que ele tem. Um instaurador!” Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol), no convite para exibição do documentário “Os Insurgentes” publicado na Agência de Notícias Anarquistas (A-N-A) em 12 de Novembro de 2014.

Assista ao documentário:

Não se corromper pra nóis já é vitória! Sobre o processo em curso de gourmetização dos livros independentes.

Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!
Castro Alves, Espumas Flutuantes, 1870.

Cultura como um produto das elites

Percebe-se que na história, desde a antiguidade até o World Trade Center (9/11), as elites criam hierarquias culturais a serviço de seus mais diversos anseios. No modo de pensar hegemônico desta contemporaneidade decrépita, é evidente que existem conceitos diferentes de “cultura”. Dentre os conceitos possíveis, destacamos o conceito de “Cultura” das elites, autorizado e reproduzido como o ápice das realizações da Humanidade. Hoje, quem são as pessoas que leem, frequentam espetáculos, têm acesso facilitado e mais oportunidades de acesso a atividades culturais, teatros, cinematecas e espaços especialmente destinados à reprodução da cultura cooptada e esculpida pela e para a elte e à alimentação de um sistema social excludente?

A fruição dessa “Cultura” nunca foi, por motivos que já começam a ficar aparentes neste texto, nunca foi universalizada. Ou melhor, dizem para nós que qualquer pessoa pode entrar num museu e usufruir do contato com os quadros dos Grandes Mestres, com as coreografias dos mais renomados grupos de dança. Entretanto, por mais que os discursos de governos, mecenas e programas institucionais ousem afirmar que a “Cultura é de todos”, não podemos negar, tendo o mínimo de consciência do contexto em que vivemos, que isso é mais uma mentira que nos contam.

A cultura produzida fora dos quadrantes hegemônicos (cultura feita pela elite para a elite; cultura feita pela elite para “o povo”; cultura popular cooptada e reapresentada como “cultura popular”; a não-Cultura ou os produtos culturais de baixíssimo nível mas são vendidos com a auto-consciência de que são péssimos), a produção cultural, seja ela artística ou de costumes, se dá por seus próprios mestres. Sempre estiveram em suas comunidades, com ou sem incentivos de ONG´s, OSCIP´s ou das Casas Fora-do-Eixo e suas picaretagens sem fim. A cultura popular é marginalizada em um processo disruptivo fomentado pela abstração erudita, colonial e eurocêntrica da ideia de “Cultura”.

No Brasil, a Poesia Marginal, a Geração Mimeógrafo, os Fanzineiros do Século Passado já nos apresentaram outros modos de compreender o fazer cultural. Feministas, Militantes, Rebeldes, Punks, Anarquistas e Hackers vêm, no decorrer dos anos, apropriando-se dos processos que até então eram exclusivos da indústria, seja pelo dinamismo das tecnologias ou do compartilhamento das técnicas. Mais do que isso, pela necessidade de não depender da aprovação do Deus Mercado para colocar seus gritos de resistência na fita, no disco, fanzine ou livro. Guerreiras e guerreiros que sempre fizeram das ruas o seu palco e estendem os braços para subverter a lógica do consumo e fazer sua arte, seja ela teatro, circo, poesia, música, cinema, tudo o que você conseguir inserir nesta lista. Mas antes de qualquer coisa, a tarefa é a de assumir para si o empenho de ser seu próprio meio de expressão, fazer a autonomia acontecer livre de intermediações. Ocupar a arte em todos os seus processos.

O processo de gourmetização não é novo e sabemos para onde ele vai

O título deste artigo poderia ser simplesmente “Não gourmetizem os livros”, mas o “toque de Midas” dos hipsters já aconteceu e isso não é nenhuma novidade. Foi assim com as revistas em quadrinhos, discos de vinil, bicicletas, cafeterias, caderninhos de anotações e comida vegana. É a gentrificação das culturas marginais. Se em algum momento nós tivemos ingenuidade o suficiente para achar que através de nossa resistência ativa e das pequenas mudanças em práticas cotidianas poderíamos enfrentar o grande capital, infelizmente essa possibilidade já se esgotou. Rapidamente a Hidra de Lerna se adapta e transforma ecobags em produtos de grandes marcas de fast fashion, utilizam bicicletas nos comerciais de automóveis de luxo. A própria bike em si foi tornada um item de luxo; já existem startups obstinadas em desenvolver hardwares para reciclagem e compostagem doméstica. Não há limites para a gourmetização.

As chamadas megastores por algumas décadas concentraram “o melhor da cultura”. Reuniam livros, cds e dvds em confortáveis e luxuosos espaços com cafeteria e música ambiente, praticamente um shopping dentro do shopping. Locais que davam (e dão) guarida à adolescência tardia de publicitários que não podiam comprar itens caros, mas que, agora, como profissionais liberais possuem dinheiro para forrar as prateleiras do seus quartinhos na casa da mãe. E o Deus Mercado capturou esse movimento e entregou a essas pessoas produtos cada vez mais luxuosos, franquias infinitas de adaptação de quadrinhos para o cinema… Com a popularização do acesso à internet (e ao download gratuito), essas grandes lojas precisaram diversificar os produtos para adolescentes de 20 e poucos anos e incluíram celulares, tablets e computadores em seus catálogos. Era o início do fim dessas grandes redes.

A indústria fonográfica, na sua face mais cruel, ou seja, as grandes gravadoras e distribuidoras de discos, preocupadas com o fenômeno peer-to-peer, realizaram a tarefa de “aprimorar” os aspectos físicos de seus produtos. E no final dos anos 90 e início dos 00, a mídia física do CD (que já anunciava uma vida curta) recebeu latas especiais, facas de cortes personalizadas e encartes riquíssimos. Tudo isso foi por água abaixo, desceu pelo ralo do esquecimento e hoje a mídia física é apenas um material de divulgação das bandas. Um mero cartão de visitas. Se em algum momento a ideia de vender discos para obter sucesso pareceu uma grande coisa a se fazer, na atualidade não passaria de uma divertida anedota. A mídia física foi substituída pelo Youtube. Perceba que não estamos falando de plataformas de compartilhamento de música P2P como poderia parecer, mas toda a efetividade das relações entre a performance e seu público está resumida ao Youtube. Se não estiver lá, nem sequer existe.

O mesmo aconteceu posteriormente com os filmes. Por décadas as pessoas juntaram seu sacrifício mensal para comprar um título para colocar na prateleira e assistir com as amizades nos finais de semana. Com a popularização do download, os dvds, tal como os CDs tinham somente dois destinos: 1) As caixinhas de plástico eram gourmetizadas com estojos, luvas, sobrecapas, finalizações e acabamentos especiais em verniz, papeis nobres e novamente encartes glamourosos e olhe lá! Latas! Sim! Dvds dentro de latas, como se fossem biscoitos importados do tempo da vovó. Igualzinho aos CDs. 2) Os famigerados balaios de ofertas, onde a pessoa comprava a preço de banana o último dos lotes dessa decadente indústria cultural.

Atualmente, o peer-to-peer dos filmes está sendo ameaçado pela Netflix (muito semelhante ao Youtube, porém com assinatura mensal), conforme alerta Peter Sunde, Co-fundador do The Pirate Bay em entrevista ao Torrent Freak (JAN/2018).

Se você chegou até aqui, já pode perceber que isso já aconteceu com livros das grandes editoras. Então não há razão de falar sobre elas, é hora de expor o próximo passo da gourmetização para além do churros e do picolé de frutas.

“Modern publishing is characterized by its being simultaneously cannibalistic and viviparous: while one publishing house is acquiring another, a third is opening for business.” STEINBERG, S. H.; Five Hundred Years of Printing. 1996, p. 244

“A editoração moderna se caracteriza por ser, ao mesmo tempo, canibal e vivípara: enquanto uma editora está adquirindo outra, uma terceira está abrindo suas portas.”

Conforme Sigfrid Henry Steinberg podemos perceber que depois de tanto comprarem umas às outras, as grandes editoras começaram a comprar as pequenas editoras. Misteriosamente começaram a brotar projetos editoriais, selos, editoras independentes e até mesmo as cartoneiras, inocentes que eram, agora correm velozes para alcançar seu espaço entre a matilha de lobos. Essa acusação, ou constatação, nos remete diretamente ao processo em curso das editoras independentes no Brasil.

Quem pesquisar na internet ou tiver o privilégio de conferir in loco como é dado o “fenômeno” das pequenas livrarias e editoras independentes em outros países, pode perceber que o que está acontecendo aqui no “país dos foliões” tem todas as características de um verdadeiro embuste! Lá fora, coletivos publicadores, pequenas editoras e autoras independentes produzem os livros, vendem de mão em mão em feiras, no próprio site, ou disponibilizam em pequenas livrarias de bairro, enviam para as amizades revenderem, compartilham com centros sociais ocupados e muito eventualmente em alguma distribuidora de nicho. “Lá fora”, pode ser a Argentina, Uruguai e Chile, não somente o velho continente. Uma distro/distribuidora de nicho se dá por temática de conteúdos, ou afinidades políticas entre as casas publicadoras e não por seu modelo de comercialização; logo, um livro independente não é um gênero da literatura, mas somente a forma com que a editora se organiza. E aqui estamos percebendo que as “Editoras Independentes” estão se transformando em mercado, um gênero, um objeto de fetiche da “indústria criativa”. Um orgulho para Pablo Capilantra e a “nova economia da cultura”.

Claro que grandes editoras compram pequenas editoras no exterior também, normal. Esse textão não é sobre isso, mas é sobre o modelo de negócios que está em curso em torno do objeto livro das editoras independentes no Brasil. Há atravessadores sedentos por serem a próxima megastore, a próxima Amazon, só que do livro independente brasileiro. É lógico que existem pessoas muito bem intencionadas que compram uma banca de jornal, um ônibus, um barco, uma bicicleta e transformam-na em livraria independente. Não são dessas pessoas que acreditam no livro independente como uma possibilidade para se fazer a cultura marginal e marginalizada chegar às mãos das pessoas que estamos falando. Estamos falando do inimigo real que quer abocanhar uma fatia dessa conquista das publicadoras autônomas e independentes. Deus Mercado está de olho e salivando por esses livros descolados.

Em breve você vai perceber que dentro das poucas megastores que a Amazon ainda não fechou haverá uma “quitandinha” com as editoras independentes, que os pequenos publicadores que nunca foram associados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) receberão como um espacinho para falar sobre suas produções em seus eventos e não precisar mais correr para fazerem sua “Bienal B”, sua Feira do Livro Autônomo e Independente na mesma data e em outros locais das grandes Feiras do Livro promovidas por instituições e governos. Aos bocados, eles pretendem assimilar as pequenas editoras como frutos de sua própria obra, como parte de sua benevolência, com sua autorização/bênção e até mesmo investindo algum dinheirinho nisso, pois afinal, se existem pessoas para comprar livros independentes, esse pode ser um bom negócio. Ao invés da mídia anunciar o acontecimento de uma contra-bienal do livro reividicando o papel das independentes, a Bienal vai apresentar sua bondade à mídia, ao conceder um “espacinho” em seus stands para as editoras independentes. Você em algum momento vai perceber a participação de um selo editoral de uma grande editora em pequenos eventos de editoras independentes. Então poderá perceber que as concessões são vias de mão dupla (canibal e vivípara) na assimilação do mercado. Se não agirmos, teremos cada vez mais livros bonitos, acabamentos especiais, recortes laser, furinhos, sobre capas, estojos, luvas, latas e menos popularização ou acesso ao livro impresso.

Já existem distribuidoras de editoras independentes recheadas de “agitadores culturais” que estão mais interessadas no objeto livro e como ele se apresenta para seus clientes de luxo, do que com as relações de contingência que fizeram emergir tais publicações. Este é um assunto muito sério, pois raramente as grandes editoras em suas distribuidoras dão descontos acima de 30% para lançamentos, o faturamento é realizado em 30, 60 e 90 dias e o frete é por conta do livreiro. Já o modelo sugerido por algumas dessas “novas” distribuidoras exige 50% do preço de capa dos títulos das editoras independentes (lançamentos inclusive), consignação (ou seja, o acerto é realizado quando e somente quando é realizada a venda ou no mês posterior) e a casa publicadora ainda precisa arcar com os custos de frete para o magnífico distribuidor. Caramba! Aí está realmente um grande modelo de negócio às custas dos esforços das independentes. Vejo o sorriso do SEBRAE neste horizonte!

Essa é uma estratégia de mercado para tornar o objeto livro distante do PDF, para que as pessoas tenham desejo de possuir a obra por seus aspectos físicos e sua aparência. Com tanta gourmetização, o preço dos livros independentes pode chegar à estratosfera. Uma implicação tautológica em direção a lucros muito rentáveis. Uma vez que o conteúdo é igual ao do PDF, ao pesquisar bem e com um pouco de sorte, a pessoa mais desatenta poderá encontrar título igual ou semelhante disponível para baixar na rede. E isso tem significado contínuos prejuízos ao Deus Mercado quando aplicado às grandes editoras. Mas quem terá o PDF das independentes?

NÃO SE CORROMPER PRA NÓIS JÁ É VITÓRIA!

Cada uma de nós na Editora Monstro dos Mares, temos em nossos princípios uma definição inequívoca e ampla sobre as possibilidades do livro de baixo custo nas mãos de compas. Para que as pessoas em contato com nossos livros, para que as ideias impressas nas páginas possam representar a potência de um fuzil. O livro é o fuzil de quem pensa! E ele deve estar na mão de todas as pessoas que estão no enfrentamento diário contra a Hidra de Lerna do grande capital.

O livro não deve ser um objeto de elites, de vanguardas intelectuais, de movimentos exclusivos, nem fruto de uma plataforma específica. O livro carrega em si todo o espectro de possibilidades e experiências de que algo que foi realmente feito para o propósito de estar nas mãos das pessoas, em toda parte. Como afirma Aragorn, no editorial da revista AJODA #59, Primavera/Verão de 2009.

Não se corromper pra nóis já é vitória! Assumimos aqui o compromisso de colocar tinta no papel, cortar, grampear, colar, montar o livro e oferecer títulos de baixo e baixíssimo custo para todas as pessoas. Estendemos este convite às nossas amizades, que tragam esse objetivo em seus princípios para suas editoras, que as autoras e autores exijam a possibilidade de popularizar o acesso ao livro e também, obviamente, que as pessoas rejeitem a gourmetização não apenas dos livros! Baixe o PDF, imprima, distribua!

Entendemos que esse tema causa divergência entre as pessoas que buscam objetivamente viver somente da produção de sua pequena editora, mas nossa experiência fazendo livros, estando nas ruas, na internet e de mão em mão, apresenta a condição de possibilidade para seguir realizando essa tarefa como um princípio, sem depender de intermediários ou grandes redes. Você pode não concordar com este posicionamento, mas este é um princípio muito caro para nossos objetivos e se mais pessoas compartilharem dessas práticas poderemos enfrentar a máquina com mais vigor.

Resista / Recuse
Livros e Anarquia
Editora Monstro dos Mares
Maio de 2018
[[[A]]]

 

Este artigo é dedicado à memória de Aaron Swartz

Quando conhecemos o cotidiano da atividade acadêmica no Brasil é latente as condições de precariedade de pesquisadoras e pesquisadores. Em via de regra, não há bibliotecas especializadas, não há federalização de acervos, não há títulos impressos acessíveis. Salvo as raras exceções, ou a pessoa paga caro pelo livro no Brasil, compra o original no exterior ou “cavuca” a internet atrás do arquivo digital, preferencialmente sem pagar por isso. É praticamente impossível passar pela academia sem a obrigação de baixar conteúdos em repositórios online considerados “ilegais”.

Por isso é importante a memória da luta de Aaron Swartz, que agiu contra os altos custos para acessar conteúdos acadêmicos. O jovem ativista foi levado ao suicídio depois de intermináveis acusações, processos e judicializações. A própria internet surgiu como ferramenta de compartilhamento e universalização do conhecimento, mas se observa que mais e mais barreiras são erguidas em todas as direções. Não podemos permitir que essa jornada prossiga, compartilhe!

Nem Google Analytics, nem Facebook Pixel!

Recentemente aconteceu em São Paulo a CryptoRave, um evento tocha onde pessoas se encontram para trocar informações sobre atividades de segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. Um dos pontos que estiveram presentes foi justamente a questão da comercialização de dados de navegação por parte das grandes corporações e como isso afeta nossas vidas.

Ao assistir a apresentação “Tor – resistir à distopia da vigilância sem fronteiras!“, de Isabela Bagueros, optamos por remover os scripts de Google Analytics e Facebook Pixel de nossa lojinha. Também realizamos uma pesquisa sobre a possibilidade de realizar compras anônimas ou desativar obrigatoriedades de CPF ou número de telefone nas compras. Mas devido as políticas e exigências dos meios de pagamento (outra questão que devemos problematizar) e os recursos limitados da plataforma de e-commerce que utilizamos, não foram possíveis essas implementações. Esperamos que em um futuro próximo, em servidor próprio e serviço Onion. Quem sabe.

Entendemos que há uma necessidade crescente de debates sobre a privacidade de dados e que de alguma maneira possamos avançar nos direitos de liberdade de expressão e anonimato para proteger pessoas e comunidades da opressão de corporações/governos, no acesso à informação e disseminação de conhecimentos livres, bem como na promoção do bem comum.


Tais modificações surgiram em conversas no grupo da Editora Monstro dos Mares no Telegram (BETA) ao abordarmos questões de segurança e privacidade de dados. Participe.

Coleção “Contra a civilização”

 

A Editora Monstro dos Mares coletou todas as publicações de “Contra a Civilização” e preparou os textos em novos formatos e acabamento que já estão disponíveis em nossa loja por preços bem honestos. A iniciativa se deu no encontro com a temática à partir do texto “Correndo no Vazio” de John Zerzan traduzido pelo coletivo. Rapidamente foram impressos diversos exemplares para serem utilizados como apoio às discussões em grupo e para disponibilizar na banquinha da editora.

Ao entrar em contato com Contraciv, que gentilmente liberou os materiais, a Monstro dos Mares fez a diagramação do conteúdo, capas e impressão. Agora nossa tarefa é devolver os arquivos diagramados para distribuição online em PDF e uma caixa com exemplares impressos ao coletivo.

Desde já agradecemos a boa vontade em multiplicar o acesso aos livros / zines libertários e colocamo-nos a disposição para produzir novos títulos de Contraciv e convidamos outros coletivos anárquicos, libertários, anarquistas, grupos de estudos e individualidades para enviarem seus textos para multiplicação e distribuição.

Conheça a coleção “Contra a Civilização”:

Textos originais

Comunismo anticivilizaçãoContraciv
Este ensaio é uma tentativa inicial de abordar os conflitos e as relações possíveis entre as perspectivas socialistas e a crítica à civilização. Ele foi escrito com a intenção de iniciar um debate mais proveitoso para ambas as partes, e não para resolver esses conflitos de modo definitivo.

Contra o eco-capitalismoContraciv
O objetivo desse livreto é fazer uma crítica à tendência capitalista de assimilar o discurso ecológico e torná-lo parte de uma nova forma de capital, expandindo assim os mecanismos de controle da sociedade capitalista.

Traduções:

A civilização é um esquema de pirâmideRonald Wright
Este pequeno ensaio procura revelar o que as ruínas Maias podem dizer sobre nossa sociedade. Foi escrito pelo autor canadense Ronald Wright em 2000, traduzido em 2007 e revisado em 2017 para esta publicação.

Por que primitivismoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito pelo filósofo anarquista norte-americano John Zerzan em 2002, foi traduzido pelo Coletivo Erva Daninha e revisado por Contraciv. Ele busca apresentar as bases teóricas da perspectiva anarco-primitivista, dialogando com os principais teóricos e críticos da modernidade.

Patriarcado, civilização e as origens do gêneroJohn Zerzan
Este ensaio do filósofo anarquista John Zerzan foi publicado na revista Gênero & Direito v. 1, n. 2, em 2011, e traduzido por Loreley Garcia. O ensaio trata sobre a relação entre crítica à civilização e crítica à imposição de papéis de gênero no patriarcado.

Contra a sociedade de massasChris Wilson
Este ensaio foi escrito pelo anarquista Chris Wilson, publicado na revista Green Anarchy n. 6, em 2001, e traduzido pelo Coletivo Erva Daninha. Trata-se de uma crítica ao autoritarismo inerente ao modo de vida civilizado.

Essa coisa que fazemosJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan e se encontra no livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002). Foi traduzido por Roberto Seimetz. Neste ensaio, Zerzan aprofunda seu questionamento à reificação ou objetificação como raiz da alienação civilizada.

Correndo no vazio: o fracasso do pensamento simbólicoJohn Zerzan
Este é o primeiro ensaio do livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002), escrito pelo filósofo anarquista John Zerzan e traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Nele, Zerzan analisa a prevalência da cultura simbólica e sua influência na construção e manutenção da civilização.

Vício tecnológicoChellis Glendinning
Este ensaio, escrito pela psicóloga Chellis Glendinning, apareceu originalmente na antologia Ecopsicologia: regenerando a Terra, curando a mente (Ecopsychology: Restoring the Earth, Healing the Mind, 1995), e foi traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Glendinning expõe as características do vício em tecnologia, não somente no nível individual, mas também da civilização como um todo.

O que é anarquia verde?Black and Green Network
Este texto é uma tradução livremente adaptada do original em inglês, What is Green Anarchy?, disponível no site blackandgreenpress.org, originalmente publicado no Back to Basics Vol.4, um primer do Green Anarchy Collective, atualizado pela Black and Green Network. Foi traduzido e adaptado por Contraciv, e traz uma pequena introdução às ideias centrais da anarquia verde, apresentando as principais vertentes e conceitos.

Número: sua origem e evoluçãoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan em 2009 e traduzido pelo Coletivo de traduções e publicações colaborativas do grupo Anarquia Verde em 2015. Título original: Number: its origin and evolution. Trata-se de uma análise crítica do conceito de número e sua relação com o empobrecimento da linguagem no advento da cultura simbólica.


Todos os textos estão disponíveis gratuitamente para download no site do coletivo “Contra a civilização”. Você pode baixar, imprimir e distribuir livremente.

Coletivos Anarquistas em Porto Alegre (Clipping)

Logo após os episódios da chamada “Operação Érebo”, que busca criminalizar a anarquia e o anarquismo, recebemos um e-mail de um estudante de jornalismo interessado em realizar entrevista sobre a atuação de nosso coletivo publicador. Obviamente, devido ao momento em que estávamos vivendo, não aceitamos participar de tal entrevista mas respondemos de maneira discreta algumas perguntas do jovem repórter. Segue transcrição:

Olá! Tudo bem?

Meu nome é Daniel e sou estudante de jornalismo da UniRitter. Estamos
 produzindo uma matéria sobre coletivos disruptivos e gostaríamos de
 fazer algumas perguntas para vocês.

Quando e por que surgiu o coletivo??
 Quais são os ideais seguidos??
 Qual a forma de trabalho??
 Qual a relação do coletivo com dinheiro??

Aguardo retorno.

Abraços!

Daniel da Silveira Fagundes
 Telefone: xxxxxx

E de maneira bem desconfiada enviamos nossa resposta bem evasiva, afinal não estávamos interessados em amplas verificações de segurança ou confirmações se o cara era estudante mesmo ou não e todas as luzes da paranoia estavam acesas.

Salve Daniel, em nosso site tem algumas respostas.

https://monstrodosmares.milharal.org/editora/

sobre a questão da relação com o dinheiro, sugiro que você pesquise
 sobre o espanhol "Buenaventura Durruti" ele é a nossa referência sobre
 economia, recursos e formas de capitalização. Nós fazemos mais livros
 com o dinheiro dos livros. É isso.

Abração.

Hoje localizei a matéria publicada no Médium e devo reconhecer que esquivar-se das respostas mais objetivas talvez seja sempre a melhor alternativa para nossos meios. Acompanhe o trecho selecionado da reportagem sobre nosso rolê:

A relação da editora Monstro dos Mares com o dinheiro é influenciada 
pelos pensamentos de um dos maiores símbolos da Anarquia no mundo, 
o espanhol Buenaventura Durruti. Ele participou do assassinato do 
Arcebispo de Salamanca e lutou na Guerra Civil espanhola contra as 
forças do General Franco. Durruti não escreveu livros, nem contribuiu 
diretamente com a Teoria do Anarquismo, mas até hoje é um dos maiores
símbolos do movimento. Sua história rendeu vários livros e até um 
filme chamado “Buenaventura Durruti, anarquista”, de 2000. 
Quando perguntados sobre o que fazem com o dinheiro, a Monstro dos 
Mares responde 
“Nós fazemos mais livros com o dinheiro dos livros. É isso”.

Você pode conferir a matéria completa neste link:

View story at Medium.com

 

Geografias Subterrâneas

Geografia Subterrâneas

Geografias Subterrâneas:
Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia

José Vandério Cirqueira

A palavra geografia guarda uma densidade de histórias não oficiais, relacionadas a produções, resistências e disputas por espaço no campo do saber oficial. Permanece, assim, seu significado gênico como reflexão do mundo, sua função de mantenedora das relações dos sujeitos, sua condição de determinação da existência e da transformação das relações sociais e dos espaços geográficos. E o resultado secreto existente entre um recorte espacial e outro, margeado e costurado pela dinâmica dos sistemas de objetos e de ações, material e simbolicamente, é o tesouro que nós piratas devemos procurar, navegando por águas desconhecidas e territórios selvagens, sem a preocupação com as fronteiras constitucionalmente estabelecidas.

100 páginas
Capa em papel Kraft 200gr.
ISBN 978-85-68845-09-7

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição
Libertação Animal e Revolução Social:
Uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista do veganismo
Brian A. Dominick

Embora a teoria da libertação animal e o ativismo poucas vezes sejam bem-vindos ou considerados sérios pela esquerda dominante, muitos anarquistas já começaram a reconhecer sua legitimidade, não apenas como uma causa válida, mas como um aspecto integral e indispensável da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria das pessoas que se declaram anarquistas ainda não adotaram a libertação animal e seu correspondente estilo de vida – o veganismo – um número crescente de jovens anarquistas estão adotando pensamentos ecologistas e de inclusão-animal como parte de suas práticas gerais.

40 páginas, capa em papel Kraft de 200gr.

Novidades da 2ª edição:

  • Nova diagramação
  • Nova tradução
  • Neutralização de gênero no texto

Como comprar:
R$8,00 em nossa loja no Elo7, basta clicar neste link: https://www.elo7.com.br/veganarquismo-2-edicao/dp/B8C83C
Comprar este produto

2017: mudança, ritmo, andamento e silêncios

Demorou algum tempo para perceber que algumas mudanças são realmente maiores do que se imagina. Aceitar a beleza da aleatoriedade é o que nos conduz, mas é também o que nos faz perceber que depois de alguns anos, existem distâncias maiores do que aquela que podemos traçar no mapa. Ao ganhar o mundo com as mãos, sem depender diretamente da família ou de patrão representa uma mudança marcante em nossas trajetórias pessoais. Pois essa dedicação “quase” exclusiva ao projeto editorial da Monstro dos Mares tem constituído cada dia mais nossa própria ideia de Ser no Mundo.

Em 2017 conseguimos um ritmo de produção que ainda não havíamos experimentado, foram 62.352 impressões. Não temos ideia de quantos livros e zines esse número representa, tampouco se é muito ou pouco para uma editora libertária. Mas esse tipo de contabilidade não serve de nada além de um registro de nosso próprio tempo. Temos a convicção de que, mesmo sendo detentores de um CNPJ, nós não somos uma empresa, não seguimos uma lógica mercantilista, ou tampouco queremos ser administradores, gestores, empreendedores ou nos submetermos a qualquer modelo de “sucesso”. Danem-se os Best Sellers!

Fazemos livros pois sabemos que neles “há” potencial para transformação. É na existência dessa possibilidade que acreditamos. É por causa deste “há” que jogamos tinta no papel e damos andamento a livros que chegam até as mãos das pessoas. Fazemos o necessário para que ideias disruptivas possam ganhar mais páginas, permitam ser copiadas e ganhem quilômetros de distância. É para chegar nas casas, nas ocupas, nos centros culturais, coletivos, rolês, labs, spaces, sindicatos, comunas e todo o tipo de congregação que luta por liberdades que se proponham libertar o universo, a galáxia, o planeta, a natureza, os animais e inclusive essa maldita raça humana que fazemos livros. É pela possibilidade que há.

É nas mãos desse bicho que se diz racional que todos os objetos que conhecemos tornam-se dotados de significados. É esse ser humano que é capaz de dar sentido à comunicação, articular ideias, desenvolver criatividade musical, fazer cinema e literatura. É exatamente o mesmo que condena outros com a caneta que assina leis contra os direitos da classe trabalhadora, e que forja leis chamando as manifestações do povo de terrorismo e de vandalismo, é o mesmo ser que com o fuzil puxa o gatilho e promove guerras que tentam devastar o povo Curdo e Palestino. Este ente todo privilegiado com a capacidade de pensar e fazer livros tem uma mão que mata e promove silêncios na Argentina e no Brasil.

No ano que vem, não queremos apenas nossa companheirada de pé enfrentando o ogro eleitoral, denunciando os abusos da Operação Érebo, fortalecendo a defesa de Rafael Braga, subindo barricada contra medidas de austeridade e desmandos dos políticos. No ano que vem queremos que o fogo de nossas ideias transformem esse modelo de sociedade em cinzas e que desde já, possamos pensar uma nova realidade!

Em homenagem ao amigo, Brian Matos Silva.
Editora Monstro dos Mares
Dezembro de 2017.

“Walking to the age of Chaos
Burning the Lifes
The end of Mankind
Shadows and Pain
Arrives the Death
Opening the Way
To Begin Doomsday
You! cannot escape
Fire! is your Fate
The New Reality
is Born”

The New Reality, Empires Will Fall, Rotten Filthy, 2011.

Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas:

Entrevistas:
Gustavo Totáro