Eventos para encontrar os livros da Monstro dos Mares em Novembro

Tradicionalmente o mês de Novembro é aquele em que acontece a Feira Anarquista de São Paulo. Por diversos anos a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre também rolou mais ou menos na mesma data. Todos os anos vem a ansiedade para saber a que eventos poderemos comparecer presencialmente, quais serão aqueles a que poderemos enviar livros para fortalecer o rolê. Mas este ano 2018 superou qualquer expectativa!

Neste Novembro você poderá encontrar os livros da Editora Monstro dos Mares em cinco eventos, sendo que quatro deles serão exclusivamente de cunho libertário. Com esse calendário cheio, podemos observar que há no Brasil (e também no mundo) uma ampliação da visibilidade das atividades anárquicas e anarquistas dentro e fora das universidades, bem como nas ruas na luta social diária.

Nosso bonde editorial só existe porque vemos nas éticas, práticas e visões de mundo autônomas, anárquicas e anarquistas, um modo de possibilidade, uma existencialidade epistemológica frutífera capaz de estabelecer relações com conhecimentos, saberes, modos de vida e práticas de resistência de pessoas, coletivos, bandos, bandas, rolês e movimentos da atualidade, de e para qualquer tempo.

Encontre nossos livros, encontre as pessoas que fazem a editora, ou aquelas que nos conhecem, fortaleça nossa rede de apoio e faça você também da tinta no papel um ato de resistência e enfrentamento às relações de poder opressoras que estão estabelecidas. Façamos do livro o fuzil de quem pensa!

Eventos de Novembro de 2018 que estaremos presentes ou que você poderá encontrar nossos livros:

I Colóquio Pesquisa e Anarquismo – de 06 a 09 de novembro em Florianópolis https://doity.com.br/i-coloquio-pesquisa-e-anarquismo

IX Feira Anarquista de São Paulo, 11 de Novembro, Tendal da Lapa, São Paulo. https://feiranarquistasp.wordpress.com/

I Jornada de Educação Libertária de Curitiba, 20, 21 e 22 de novembro. https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/09/10/i-jornada-de-educacao-libertaria-de-curitiba-pr/

XI Colóquio de Filosofia da Unespar União da Vitória, de 19 a 23 de novembro. https://coloquiofilosofiaunespar.wordpress.com/

II Feira Anarquista do Distrito Federal, dia 24 de Novembro. https://feiraanarquistadf.wordpress.com/

Reinvenções do Rádio: Tecnologia, Educação e Participação

Dentro de uma caixa postal cabem mundos inteiros que podem ser compartilhados. Chegar na agência dos Correios, dar boa tarde ao pessoal do atendimento, girar aquela chavinha minúscula e comemorar que chegou um pacote inesperado.

Aquela letra com caneta, num pacote cheio de fita e jornal – pensei – um punk visitou o carteiro! De fato, ao ver o outro lado dizia que aquele bróder enviou o livro para nosso rolê. Foi legal abrir e perceber que vieram dois livros e no mesmo momento já pensei em amizades do Programa Rádio Rebelde da 87.9Mhz FM Comunitária de Porto União, nos tempos de Rádio Tarrafa 104.7 FM Livre de Desterro e da muito saudosa Rádio Caruncho 88.7 FM Livre de Cachoeira do Sul.

O enfrentamento ao latifúndio do espectro sonoro brasileiro é uma luta constante de manos, minas e monas autonomistas e de movimentos sociais no país inteiro. Tem muita gente bacana puxando essa luta pela democratização do acesso à informação, fazendo do microfone um meio de transformação da vida, pois “usar” as ondas do rádio não se trata somente de apertar alguns botões, preparar algumas vinhetas e falar. Tocar uma rádio, seja ela livre ou comunitária requer organização, luta e participação.

Ao subir a antena, ainda que com transmissores de baixíssima potência frente aos “canhões” das rádios corporativas, as pessoas estão fazendo muito mais do que simplesmente colocar uma rádio “no ar”, elas estão fazendo ação-direta contra tudo que está posto no mundo. Ao decidir e participar coletivamente das tomadas de decisão, ao construir e compartilhar princípios, quem faz a rádio são as próprias pessoas das comunidades que são diretamente impactadas por elas. É no chão da ocupa, na escola, no rolê pela moradia, no assentamento e em cada espaço de resistência é que se faz a rádio: abrindo espaço para coletivos, movimentos e pessoas, quebrando com o modo “comercial” de se fazer rádio.

É na rádio livre e na comunitária que você ouve a companheirada falando abertamente sobre os problemas do grande capital e como isso tudo afeta a vida no planeta. Lutas contra os transgênicos e o agronegócio, direito dos povos originários e ameríndios, tecnologias livres, movimentos sociais, populações amazônicas, etc. Ouvir a rádio livre e comunitária não é uma atividade passiva de consumo de uma mídia, mas fazer parte de uma comunicação que te envolve e te convida à chegar junto e participar. É colando nas reuniões, fazendo parte dos mutirões, fortalecendo na manutenção, divulgação e claro, nas festas, também se faz um espectro sonoro libertador e libertário.

É com muita satisfação que recebemos esse material e convidamos nossas amizades em conhecer o livro e sintonizar nas rádios feitas por pessoas e movimentos para pessoas em movimento!

Vida longa!
Vertov Rox.

Editora Monstro dos Mares
Caixa Postal, 155
União da Vitória – PR
84600-970

Reinvenções do Rádio: Tecnologia, Educação e Participação
Guilherme Gitahy de Figueiredo (org.)
Leni Rodrigues Coelho (org.)
Núbia Litaiff Moriz Schwamborn (org.)
Editora Alexa Cultural
254 páginas

Nossa história sobre a II Feira do Livro Anarquista de BH e a greve dos caminhoneiros

Neste final de semana vai rolar a II Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte. Fizemos cerca de 8.000 impressões de livros e zines para enviar ao evento que acontece nos dias 8 e 9 de Junho, com bônus de festa junina no domingo dia 10. Nenhuma das pessoas que fazem parte do coletivo da Monstro dos Mares mora em BH ou na região, mas conseguimos a solidariedade de compas para distribuir o material. Valeuzão!

Confira a programação da feira em feiraanarquistabh.noblogs.org ou no facebook.

No dia 15 de Maio nossa tiragem para o evento estava em 3.000 impressões e a opção seria enviar os materiais pelos Correios, sabendo que o prazo é em torno de 21 dias. Porém, com as recentes mudanças nas políticas de preços da empresa, optamos por enviar os materiais por transportadora, pois a caixa levaria somente cinco dias na estrada, podendo levar quase o triplo de peso pelo mesmo preço do PAC. Então optamos por ganhar mais uns dias, produzir mais livros e realizar a postagem entre os dias 24 e 28 de Maio.

Estávamos super confiantes em participar da feira, enviar bastante material e fortalecer as leituras das pessoas e bibliotecas dos espaços ocupados. Seguíamos com nosso cronograma de impressões. Como é do conhecimento de todas as pessoas, no dia 21 de Maio estourou a greve dos caminhoneiros e o Brasil se dividiu. O processo de lutas de uma categoria de trabalhadores nunca deve ser questionado por uma parcela da esquerda institucionalizada em partidos políticos e seus comitês disfarçados de sindicatos ou centrais sindicais, tampouco por nós que temos a insurreição e a luta social como horizonte. Mas estava tudo tão estranho.

***

RANIERY SOARES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO. Fonte

A apropriação da greve dos caminhoneiros por parte de empresários do setor e de segmentos da direita da maçônica, bem como os vexatórios pedidos de intervenção militar por parte do precariado intelectual brasileiro deixou no ar uma cara de espanto. Muitas de nós, diante deste quadro e com nossas forças esgotadas de tantas perseguições e agressões desde sempre, mas intensificadas desde 2014, optaram por esperar e verificar os desdobramentos dos acontecimentos nas estradas.

Talvez aqui fique a reflexão mais importante desse processo: Será que nós anarquistas teremos que esperar por uma insurreição legitimamente surgida em nossos meios para arregaçarmos as mangas e agir?

A pauta conservadora dos caminhoneiros, suas reivindicações baseadas somente no próprio lucro e seus custos de operação não contemplam as necessidades significativas de debate sobre o modelo logístico do país baseado neste modal, que se utiliza combustíveis fósseis, para atender um mercado que não pensa nas pessoas; nos limitados recursos naturais; no ar puro; na mobilidade urbana; no transporte coletivo; na formação de redes de assistência à cidade; na distribuição de alimentos de maneira local, sem depender de longas viagens de caminhão; sendo as ferrovias em sua grande maioria privatizadas e para atender unicamente ao agronegócio.

Com isso de fato não concordamos com o cenário que instalou nesses dias, mas ao mesmo tempo nos perguntamos porque não se ascendeu a greve geral? O que aconteceu nos segmentos de base, nas tendências e nos movimentos de luta junto à classe trabalhadora que não conseguiram/conseguimos mobilizar nossa indignação?

Não temos respostas, temos somente muitas perguntas para lidar e tentar entender quais os tipos de contribuições nós anarquistas podemos dar e em quais condições? Quem são nossos grupos de mobilização e quais tarefas estamos realizando para conscientizar as pessoas das injustiças, da exploração do mercado, da subserviência dos governos e do oportunismo dos políticos profissionais. Quais são nossas responsabilidades nisso? Queremos a revolução social, mas como? Quando.

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Com isso, não foi possível enviar os materiais para a feira em tempo de garantir nossa participação. Mas queremos que todas compas recebam nossa saudação e nossa vontade de participar na próxima edição. Que os ventos possam levar o espectro de solidariedade e que possam surgir bons debates, movimentações e perspectivas de luta capazes de contribuir com respostas aos questionamentos que seguem ecoando dentro de nós ao longo da história.

Livros e anarquia!

Coleção Raividições

A Raividições foi uma editora anárquica de Portugal que dedicou sua energia em traduzir importantes textos insurrecionais da Espanha. Seus títulos introduzem ideias e conceitos significativos para quem busca compreender a luta através da perspectiva de quem está na linha de frente da batalha urbana.

A Editora Monstro dos Mares conseguiu recuperar todos os títulos de nossos patrícios de além-mar, porém como não há registro das capas dos panfletos foram criadas expressões geométricas simples para compor a coleção.

Confira os títulos:

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Da política à vida
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Lançamento da loja virtual de livros e zines

Faz algum tempo que a Editora Monstro dos Mares busca se aproximar de meios que tornem o processo de distribuição de nossos títulos mais simples e dinâmico. Porém, a falta de compreensão acerca da singularidade de nossos títulos e da especificidade do objeto livro tem constantemente nos afastado de plataformas de uso comum e corriqueiro nas compras pela internet. Seja pelos custos, taxas ou fretes abusivos, seja por inadequação.

As “políticas de uso” de alguns sites tornam nossos livros como objetos “impróprios” somente por seus títulos e as imagens das capas, o que denota a franca insuficiência cognitiva dos “avaliadores de conteúdo” em alcançar os significados do que é a anarquia, o anarquismo e qual é o papel da divulgação acadêmica para Brasil contemporâneo.

Tivemos todos os nossos livros removidos do Mercado Livre. Na Elo7, a relação se tornou “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, uma vez que inicialmente as pessoas que “controlam” o conteúdo do site não conseguiam acreditam que nossos livros eram produtos artesanais. Atendendo ao pedido do suporte, gravamos vídeos sobre as etapas de confecção de nossos livros e recebemos inclusive os “Parabéns” dos avaliadores. Cerca de 30 dias depois, outra equipe, bloqueou nossa conta e não autorizou novas vendas por motivos que até o momento não estão claros, recorrendo à termos de uso obscuros e plenos de ambiguidades.

Está nítido que os reflexos da “Operação Érebo” está no cerne desses impedimentos, onde livros são considerados “ilegais”, “impróprios” ou em “não conformidade” com as políticas das lojas da internet. Enquanto isso, camisetas estampadas com a face do preconceito, do ódio e da ignorância são amplamente comercializadas em qualquer lugar (inclusive nas mesmas plataformas que nos retiraram).

Ainda que aquisição de um nome de domínio próprio e a utilização de um serviço pago mensal para utilização de uma loja que não possui o código aberto, de certa maneira, vai contra aquilo que acreditamos ser o ideal, momentaneamente é o que temos para seguir realizando nosso objetivo principal: fazer e distribuir livros de baixo custo para uma divulgação acadêmica anárquica e libertária.

Infelizmente, nos últimos meses estivemos envolvidos em mais problemas de ordem burocrática com lojas online, definições de infraestrutura eletrônica e outras questões que nos obrigaram a adotar soluções mais simples, mas que dão a condição de possibilidade para que seja mantido o ponto principal de nossa editora. Novamente: fazer livros.

Portanto, convidamos compas de todos os rolês libertários e a comunidade acadêmica interessada em nossa opção epistemológica à visitar nossa loja virtual e conferir nossos livros e zines, bem como impressões de materiais de outros coletivos editoriais e individualidades. Desde já, colocamo-nos a disposição de grupos de afinidades, federações, organizações, coletivos, coletivas, bandos e rolês para realizar a distribuição impressa de seus materiais conosco.

www.monstrodosmares.com.br

Baderna neles!
Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
monstrodosmares@riseup.net

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia. Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques.
128 páginas
Capa em papel Vergê azul de 180gr.

Educação Libertária é possível?

O que é “Educação” para que seja possível adjetivá-la? Uma educação pode ser denominada educação se não for libertária? Uma educação libertária requer professores libertários? Quem seriam? Prescinde de professor? Por que a Educação Libertária é aceita nos espaços institucionais se ela se pretende anti-sistema?

Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Comprimento: 0.60 cm
Peso: 120 g

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g