Estamos no Telegram

Existe uma multiplicidade de aplicativos de comunicação ponto a ponto que prometem ser seguros. Segurança antes de qualquer questão é pensar sobre a contingência e necessidade das mensagens trocadas, pois algumas questões não precisam ser ditas numa rede social ou num aplicativo seguro. Sua cultura de segurança é parte da sua proteção. Porém comunicar-se com agilidade é uma condição necessária.

Faz algum tempo adotamos o Telegram como uma alternativa “segura” ao comunicador preferido da maioria. Entendemos que essa não é a ferramenta mais segura do universo. Mas como foi criado um bot de notícias, um grupo (com muitas mensagens diárias) e também um canal de divulgação, optamos por manter esse contato mais genérico. Afinal de contas nós apenas fazemos livros e trocamos fofocas sobre a “anarcolândia”.

Com isso fica o convite para integrar o grupo ou receber os informes do canal:

Feliz 2019, criptografe seus dispositivos!

Livros não são provas de crimes!

O ano de 2019 já começou e 2013 nem mesmo terminou. O estado de vigilância, as perseguições e criminalização das lutas, dos movimentos e das pautas sociais sempre estiveram em funcionamento mesmo antes da aprovação da Lei Antiterrorismo sancionada pela presidenta Dilma. Só que agora a coragem de alguns adquiriu novas configurações e indígenas estão sendo assassinados por bandos desconhecidos (que muitos sabem que são pau-mandados do agronegócio), os direitos sociais da classe trabalhadora recua cada dia mais com a terceirização irrestrita, privatizações, achaque na previdência e outros tantos.

Aqui na Monstro dos Mares nós fazemos livros e desde antes da Operação Érebo já sabíamos que livros não podem ser provas de crimes, mas que estão sendo criminalizados. Entra governo, sai governo, recebemos notícias de que a moradia de militantes sociais, centros de cultura libertária, ocupas, ongs, sede de federações anarquistas estão sendo invadidas, onde curiosamente livros (sim, livros!) e garrafas PET são apreendidos e exibidos para as câmeras de TV como indícios de crimes potenciais numa verdadeira afronta à racionalidade humana.

Mas afinal que tipo de racionalidade esperamos?

Fazemos livros para que mais e mais pessoas possam descobrir por seus próprios meios ou de mãos dadas com monas, minas e manos, que a liberdade não deve ser apenas um direito dado aos ricos, tirando-as de quem mais sofre. Nossos livros contêm palavras daquelas pessoas que lutam por direitos sociais, por igualdade, por reconhecimento das diversidades, pelo direito à terra, pelo acesso à condições dignas de moradia e trabalho. Nossas edições, bem como impressões de editoras e coletivos que consideramos próximas às nossas ideias tratam de perspectivas anárquicas de enfrentamento às opressões, sejam elas onde estiverem: no preconceito racial, na desigualdade social, no binarismo de gênero, determinismo biológico, especismo, do marido/padre/pastor, do patrão, da pátria, da polícia, da política, do mercado e do estado. Não interessa onde estão as opressões, interessa é saber como você vai arregaçar as mangas, esticar os braços e (re)tomar o seu espaço.

Para isso convocamos:

Criptografe seus dispositivos, utilize navegação segura, crie ruídos nas frequências onde você e seus não possam ser escaneados. Encontre-se, discuta, produza, manifeste e celebre, ainda que secretamente, ainda que ninguém possa ver.

Faça de 2019 o início de um novo tempo contra o fim de todas as opressões!

Proteja seus dados:

Balanço de atividades e encerramento do ano de 2018

Olá Compas! Desde o final do ano passado nós começamos a fazer um levantamento de nossas atividades, registro de quantidades e algumas outras anotações para entendermos o nosso processo e poder compartilhar com minas, manos e monas. Entendemos que essas informações não são para realizar qualquer tipo de controle financeiro ou administrativo típico de uma empresa e sequer queremos isso. Esses dados são úteis para que pessoas e coletivos possam ter a dimensão de nossa atividade de divulgação acadêmica e anárquica artesanal. Que isso possa de alguma maneira servir de inspiração para que novas editoras floresçam!

Neste ano fizemos muitas impressões e desde outubro iniciamos uma contagem de livros e zines produzidos, tal como o registro de materiais doados e envios gratuitos. Confira os dados aproximados do ano de 2018:

Total de impressões: 121.641
Livros produzidos: 730
Livros doados: 123
Zines produzidos: 257
Zines doados: 102

Queremos que esses números sejam utilizados para que as pessoas percebem a importância da tinta no papel como ferramenta de difusão de ideias libertárias e dissidentes. Todos os recursos arrecadados com a venda dos títulos são utilizados para cobrir os custos de impressão, doar materiais, contribuições em serviços como milharal e riseup, ajuda em campanhas de financiamento coletivo, correios, viagens, manutenção e aquisição de equipamentos, despesas comuns do espaço (aluguel, internet, luz e outros) e um fundo de reserva emergencial que neste ano utilizamos em duas ocasiões de mudança de casa e agora mudança de cidade.

Não queremos tratar somente da dureza dos números, 2018 nos ensinou que apesar das circunstâncias e do cenário duvidoso que virá, estamos cercadas de ótimas pessoas que fortalecem iniciativas, descobrem perspectivas e compartilham seus afetos. Este ano pudemos viajar, nos encontrar com autoras e autores, singularidades que nos receberam muito bem e que estão felizes em liberarem seus materiais para difusão e divulgação sem nenhuma cobrança de direitos autorais. Copyleft é amor!

Para o ano que já aponta na costa teremos diversos desafios, principalmente o de seguir existindo enquanto editora. Temos um conjunto de títulos que queremos lançar e que já estão sendo preparados, mas também precisamos que as pessoas se sintam sensibilizadas pela necessidade de divulgação de produção intelectual, relatos de experiências, levantamentos históricos e todo tipo de material que pode contribuir para o fortalecimento de nossas epistemologias dissidentes, dentro e fora das universidades. Por isso pedimos que você visite nosso site, nossa loja, redes sociais e se de alguma maneira seu artigo, tcc, dissertação, tese, relato, resenha e outras produções estiverem relacionadas, envie para editora@monstrodosmares.com.br queremos conhecer seu material e colocá-lo para rodar circular.

Importante:

Nossa lojinha estará fechada entre os dias 15 de Dezembro de 2018 e 15 de Janeiro de 2019. Essa pausa não será para férias, mas para realizamos a mudança de cidade e poder organizar minimamente o novo espaço para receber a todxs com festa! Com isso, todos os produtos serão colocados como “esgotado”, para que você possa ainda ver os materiais que dispomos e montar a sua lista de desejos para o próximo ano.

Vamos em frente, rumo à autonomia!
Livros e Anarquia
[[[A]]]

Lançamentos de livros e zines em Dezembro (Viçosa, Porto Alegre e Tramandaí)

Cartaz da CripTRA

Quanto mais livros, zines, eventos, debates e colaboração, melhor! No mês de Dezembro materiais produzidos pela Editora Monstro dos Mares estarão em eventos bacanas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

Entre os dias 10 e 14 o autor, professor e militante José Vandério Cirqueira estará em Viçosa (MG) para o V Encontro Nacional de História do Pensamento Geográfico e III Encontro Nacional de Geografia Histórica, onde vai realizar o lançamento de seu livro “Geografias Subterrâneas: Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia” e com uma mala cheia de livros e zines para fazer rolo com quem se chegar.

Em Porto Alegre na sexta-feira dia 14, o BaixaCultura fará o lançamento do zine “A ideologia californiana: uma crítica ao livre mercado nascido no Vale do Silício”. Uma análise sobre a explosão da bolha especulativa das empresas de internet no final dos 1990 nos Estados Unidos e seus impactos na sociedade. O bate-papo será com o editor do BaixaCultura e Doutor em Comunicação pela UFRGS, Leonardo Feltrin Foletto na supimpa Livraria Taverna.

Já no final de semana, os materiais da Editora Monstro dos Mares estarão disponíveis na CripTRA, a cripto festa do Alto Tramandaí em Maquiné. Onde acontecerá um agradável encontro de pessoas ligadas à tecnologia, privacidade de rede e liberdade. O Leo também estará por lá fazendo o lançamento do zine “A ideologia californiana”.

Morte em Espiral na caixa postal

Pacote de zines de @morte_em_espiral

Manter uma caixa postal é estar sempre com a curiosidade sobre o que pode haver atrás daquela portinha de lata. Geralmente são encomendas de papéis de capa, tinta e insumos para fazermos livros. Eventualmente aparece um envelope com livros e zines de pessoas que carinhosamente curtem nosso trampo e fazem essa troca de materiais.

No pacote vieram três zines e um adesivo de @morte_em_espiral, ficamos felizes em receber e trocar materiais com pessoas que produzem uma cultura livre e independente. Escreva para nós!

Monstro dos Mares
Caixa Postal 155
União da Vitória – RS
84600-970

Entrevista na Agência de Notícias Anarquistas

“Criamos a Monstro dos Mares dentro de uma garagem numa noite fria de inverno”

Foi com surpresa que chegou a mensagem para combinar a entrevista. Então vieram as primeiras perguntas e decidi responder do meu jeito, com minhas palavras e da maneira que tenho tentado pensar nosso bonde editorial. Antes de enviar as respostas refleti por alguns segundos sobre o que seria cortado do conteúdo antes da publicação final pois já estava bem longo. Curiosamente vieram mais perguntas, e outras, outras…

Mais do que uma entrevista ou um bate-papo sobre a Monstro dos Mares, a conversa passou pela própria história da editora e como estamos tocando nosso barco, bem como a visão da cena editorial libertária, algumas questões da crise das grandes redes de varejo e a urgência de epistemologias dissidentes nas universidades.

Acompanhe a entrevista e divirta-se!
Agradecemos compas da A.N.A. pela atenção e o carinho com nossa atividade de divulgação acadêmica e anárquica, mesmo que isso não agrade todo mundo.

~ Vertov ~


Confira a entrevista no site da Agência de Notícias Anarquistas


Agradecimentos rede de apoio mês de Novembro

View this post on Instagram

Para que (m) serve teu conhecimento?

A post shared by Editora Monstro dos Mares (@monstrodosmares) on

Olá compas! O mês de Novembro foi super corrido e tivemos momentos magníficos na Ilha de Desterro. Encontramos várias amizades, pessoas que eram conhecidas por suas arrobas e com quem pudemos trocar abraços.

O significado do I Colóquio Anarquismo e Pesquisa para nosso ânimo como editora de divulgação acadêmica com inspiração anárquica e anarquista ainda está retumbando dentro de nós e ficou aquela certeza de que o projeto editorial da Monstro dos Mares está indo de vento em popa.

Queremos agradecer a paciência das amizades da “Rede de Apoio”, pois estivemos fora nessas semanas. Vamos enviar as recompensas de todas as pessoas em dobro como uma forma de agradecimento. Fica aqui nosso carinho para:

  • Gabriela Catunda Peres
  • Willian Aust
  • Manu Quadros
  • José Vandério Cirqueira
  • Claudia Mayer

Você também pode participar da rede apoio que fortalece todos os meses o envio e distribuição de materiais gratuitamente para singularidades, coletivos e grupos.

[podcast] A gente pode hackear qualquer coisa! Entrevista com _LobodoMar_

Dentro da garrafa trazemos uma mensagem: A gente pode hackear qualquer coisa!
A assertividade dessa frase é tão incrível e carrega em si um universo inteiro de possibilidades. Nessa conversa com o hacker _LobodoMar_ passamos por alguns temas como Matrix, autoaprendizado, open-source na educação de nível superior, royalties de produtos e pesquisas acadêmicas, ética hacker, bem comum e outros temas. Ouça a entrevista no player abaixo ou faça o download do arquivo.

Juntos somos mais!

00’00 Introdução
02’00 Apresentação / o que é um hacker?
06’00 A influência dos filmes de Hollywood no entendimento do termo hacker
11’58 O open-source na universidade VS royalties
17’40 O papel do autoaprendizado na cultura hacker
20’50 Senso de comunidade para o bem comum
25’15 O que você aprendeu sendo Hacker?

Agradecimentos Rede de Apoio Set/Out

Tornar possível o envio de livros e zines gratuitamente para diversos rolês é uma tarefa de nossa editora. Realizar a divulgação de epistemologias dissidentes para além dos muros das universidades também. Mas queremos poder fazer mais do que isso, queremos chegar nos coletivos, nos grupos, nos bandos, bandas, estar de mão em mão com quem faz a luta social diária. Nosso projeto editorial busca realizar o registro e a difusão do tempo que , do que acontece nas ruas, do que forma os modos do pensamento das pessoas que compartilham de éticas e práticas disruptivas, tanto anárquicas, anarquistas, queer, anticivilização, hacker, e outras. E a tinta no papel é nosso modo de agir e não se corromper, pra nóis já é vitória.

Mas somente poderemos fazer mais quando estivermos menos dependentes das amarras cotidianas e para isso contamos com uma rede de apoio formada por pessoas que acreditam e confiam em nosso fazer-livros e por isso agradecemos imensamente:

  • Sandro Barroso
  • Paulo Henrique Souza
  • Las Monas Sítio Experimental
  • Ricardo
  • Willian Aust
  • Manu Quadros
  • José Vandério Cirqueira

Se puder, faça parte de nossa rede de apoio. A partir de R$5 por mês você já pode contribuir para nosso barco navegar em águas cada vez mais distantes. Valeuzão!

[podcast] Bate-papo com Coletivo AnarcoTecnológico Mariscotron

Durante alguns dias recebemos as pessoas Coletivo Anarcotecnológico Mariscotron para conversas, paçocas, botar tinta no papel e trocas. Aconteceram dois encontros com pessoas da comunidade: o primeiro foi uma conversa sobre open-source, eletrônica, componentes, energia solar, microcontroladores PIC, robótica, domótica, entre outros assuntos com visitantes da casa Monstro dos Mares, estudantes do IFPR acompanhados de um técnico administrativo em educação e o Mariscotron (FOTO). O segundo encontro foi realizado na Estação União, a ferroviária que divide a cidade de União da Vitória (PR) e Porto União (SC) no dia 18 de Setembro. Na ocasião a conversa seria somente sobre a crítica anarquista à democracia, mas enquanto esperávamos as pessoas chegarem gravamos uma entrevista para projeto de pesquisa do Vertov sobre coletivos tech e a conversa se desdobrou para cultura hacker, tecnologia, tecnopolítica e democracia. Confira o podcast!

Participantes: abobrinha, Absort0, Chúy, João Nilson e Vertov.

mariscotron.libertar.org

Se não conseguir ouvir online, você pode fazer o download do arquivo (72,3M) para ouvir em qualquer lugar. Disponível em Archive.org.