Nem Google Analytics, nem Facebook Pixel!

Recentemente aconteceu em São Paulo a CryptoRave, um evento tocha onde pessoas se encontram para trocar informações sobre atividades de segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. Um dos pontos que estiveram presentes foi justamente a questão da comercialização de dados de navegação por parte das grandes corporações e como isso afeta nossas vidas.

Ao assistir a apresentação “Tor – resistir à distopia da vigilância sem fronteiras!“, de Isabela Bagueros, optamos por remover os scripts de Google Analytics e Facebook Pixel de nossa lojinha. Também realizamos uma pesquisa sobre a possibilidade de realizar compras anônimas ou desativar obrigatoriedades de CPF ou número de telefone nas compras. Mas devido as políticas e exigências dos meios de pagamento (outra questão que devemos problematizar) e os recursos limitados da plataforma de e-commerce que utilizamos, não foram possíveis essas implementações. Esperamos que em um futuro próximo, em servidor próprio e serviço Onion. Quem sabe.

Entendemos que há uma necessidade crescente de debates sobre a privacidade de dados e que de alguma maneira possamos avançar nos direitos de liberdade de expressão e anonimato para proteger pessoas e comunidades da opressão de corporações/governos, no acesso à informação e disseminação de conhecimentos livres, bem como na promoção do bem comum.


Tais modificações surgiram em conversas no grupo da Editora Monstro dos Mares no Telegram (BETA) ao abordarmos questões de segurança e privacidade de dados. Participe.

Coleção “Contra a civilização”

 

A Editora Monstro dos Mares coletou todas as publicações de “Contra a Civilização” e preparou os textos em novos formatos e acabamento que já estão disponíveis em nossa loja por preços bem honestos. A iniciativa se deu no encontro com a temática à partir do texto “Correndo no Vazio” de John Zerzan traduzido pelo coletivo. Rapidamente foram impressos diversos exemplares para serem utilizados como apoio às discussões em grupo e para disponibilizar na banquinha da editora.

Ao entrar em contato com Contraciv, que gentilmente liberou os materiais, a Monstro dos Mares fez a diagramação do conteúdo, capas e impressão. Agora nossa tarefa é devolver os arquivos diagramados para distribuição online em PDF e uma caixa com exemplares impressos ao coletivo.

Desde já agradecemos a boa vontade em multiplicar o acesso aos livros / zines libertários e colocamo-nos a disposição para produzir novos títulos de Contraciv e convidamos outros coletivos anárquicos, libertários, anarquistas, grupos de estudos e individualidades para enviarem seus textos para multiplicação e distribuição.

Conheça a coleção “Contra a Civilização”:

Textos originais

Comunismo anticivilizaçãoContraciv
Este ensaio é uma tentativa inicial de abordar os conflitos e as relações possíveis entre as perspectivas socialistas e a crítica à civilização. Ele foi escrito com a intenção de iniciar um debate mais proveitoso para ambas as partes, e não para resolver esses conflitos de modo definitivo.

Contra o eco-capitalismoContraciv
O objetivo desse livreto é fazer uma crítica à tendência capitalista de assimilar o discurso ecológico e torná-lo parte de uma nova forma de capital, expandindo assim os mecanismos de controle da sociedade capitalista.

Traduções:

A civilização é um esquema de pirâmideRonald Wright
Este pequeno ensaio procura revelar o que as ruínas Maias podem dizer sobre nossa sociedade. Foi escrito pelo autor canadense Ronald Wright em 2000, traduzido em 2007 e revisado em 2017 para esta publicação.

Por que primitivismoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito pelo filósofo anarquista norte-americano John Zerzan em 2002, foi traduzido pelo Coletivo Erva Daninha e revisado por Contraciv. Ele busca apresentar as bases teóricas da perspectiva anarco-primitivista, dialogando com os principais teóricos e críticos da modernidade.

Patriarcado, civilização e as origens do gêneroJohn Zerzan
Este ensaio do filósofo anarquista John Zerzan foi publicado na revista Gênero & Direito v. 1, n. 2, em 2011, e traduzido por Loreley Garcia. O ensaio trata sobre a relação entre crítica à civilização e crítica à imposição de papéis de gênero no patriarcado.

Contra a sociedade de massasChris Wilson
Este ensaio foi escrito pelo anarquista Chris Wilson, publicado na revista Green Anarchy n. 6, em 2001, e traduzido pelo Coletivo Erva Daninha. Trata-se de uma crítica ao autoritarismo inerente ao modo de vida civilizado.

Essa coisa que fazemosJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan e se encontra no livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002). Foi traduzido por Roberto Seimetz. Neste ensaio, Zerzan aprofunda seu questionamento à reificação ou objetificação como raiz da alienação civilizada.

Correndo no vazio: o fracasso do pensamento simbólicoJohn Zerzan
Este é o primeiro ensaio do livro Correndo no Vazio: A patologia da civilização (Running on Emptiness: The Pathology of Civilization, 2002), escrito pelo filósofo anarquista John Zerzan e traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Nele, Zerzan analisa a prevalência da cultura simbólica e sua influência na construção e manutenção da civilização.

Vício tecnológicoChellis Glendinning
Este ensaio, escrito pela psicóloga Chellis Glendinning, apareceu originalmente na antologia Ecopsicologia: regenerando a Terra, curando a mente (Ecopsychology: Restoring the Earth, Healing the Mind, 1995), e foi traduzido por Roberto Seimetz em 2015. Glendinning expõe as características do vício em tecnologia, não somente no nível individual, mas também da civilização como um todo.

O que é anarquia verde?Black and Green Network
Este texto é uma tradução livremente adaptada do original em inglês, What is Green Anarchy?, disponível no site blackandgreenpress.org, originalmente publicado no Back to Basics Vol.4, um primer do Green Anarchy Collective, atualizado pela Black and Green Network. Foi traduzido e adaptado por Contraciv, e traz uma pequena introdução às ideias centrais da anarquia verde, apresentando as principais vertentes e conceitos.

Número: sua origem e evoluçãoJohn Zerzan
Este ensaio foi escrito por John Zerzan em 2009 e traduzido pelo Coletivo de traduções e publicações colaborativas do grupo Anarquia Verde em 2015. Título original: Number: its origin and evolution. Trata-se de uma análise crítica do conceito de número e sua relação com o empobrecimento da linguagem no advento da cultura simbólica.


Todos os textos estão disponíveis gratuitamente para download no site do coletivo “Contra a civilização”. Você pode baixar, imprimir e distribuir livremente.

Lançamento da loja virtual de livros e zines

Faz algum tempo que a Editora Monstro dos Mares busca se aproximar de meios que tornem o processo de distribuição de nossos títulos mais simples e dinâmico. Porém, a falta de compreensão acerca da singularidade de nossos títulos e da especificidade do objeto livro tem constantemente nos afastado de plataformas de uso comum e corriqueiro nas compras pela internet. Seja pelos custos, taxas ou fretes abusivos, seja por inadequação.

As “políticas de uso” de alguns sites tornam nossos livros como objetos “impróprios” somente por seus títulos e as imagens das capas, o que denota a franca insuficiência cognitiva dos “avaliadores de conteúdo” em alcançar os significados do que é a anarquia, o anarquismo e qual é o papel da divulgação acadêmica para Brasil contemporâneo.

Tivemos todos os nossos livros removidos do Mercado Livre. Na Elo7, a relação se tornou “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, uma vez que inicialmente as pessoas que “controlam” o conteúdo do site não conseguiam acreditam que nossos livros eram produtos artesanais. Atendendo ao pedido do suporte, gravamos vídeos sobre as etapas de confecção de nossos livros e recebemos inclusive os “Parabéns” dos avaliadores. Cerca de 30 dias depois, outra equipe, bloqueou nossa conta e não autorizou novas vendas por motivos que até o momento não estão claros, recorrendo à termos de uso obscuros e plenos de ambiguidades.

Está nítido que os reflexos da “Operação Érebo” está no cerne desses impedimentos, onde livros são considerados “ilegais”, “impróprios” ou em “não conformidade” com as políticas das lojas da internet. Enquanto isso, camisetas estampadas com a face do preconceito, do ódio e da ignorância são amplamente comercializadas em qualquer lugar (inclusive nas mesmas plataformas que nos retiraram).

Ainda que aquisição de um nome de domínio próprio e a utilização de um serviço pago mensal para utilização de uma loja que não possui o código aberto, de certa maneira, vai contra aquilo que acreditamos ser o ideal, momentaneamente é o que temos para seguir realizando nosso objetivo principal: fazer e distribuir livros de baixo custo para uma divulgação acadêmica anárquica e libertária.

Infelizmente, nos últimos meses estivemos envolvidos em mais problemas de ordem burocrática com lojas online, definições de infraestrutura eletrônica e outras questões que nos obrigaram a adotar soluções mais simples, mas que dão a condição de possibilidade para que seja mantido o ponto principal de nossa editora. Novamente: fazer livros.

Portanto, convidamos compas de todos os rolês libertários e a comunidade acadêmica interessada em nossa opção epistemológica à visitar nossa loja virtual e conferir nossos livros e zines, bem como impressões de materiais de outros coletivos editoriais e individualidades. Desde já, colocamo-nos a disposição de grupos de afinidades, federações, organizações, coletivos, coletivas, bandos e rolês para realizar a distribuição impressa de seus materiais conosco.

www.monstrodosmares.com.br

Baderna neles!
Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
monstrodosmares@riseup.net

Coletivos Anarquistas em Porto Alegre (Clipping)

Logo após os episódios da chamada “Operação Érebo”, que busca criminalizar a anarquia e o anarquismo, recebemos um e-mail de um estudante de jornalismo interessado em realizar entrevista sobre a atuação de nosso coletivo publicador. Obviamente, devido ao momento em que estávamos vivendo, não aceitamos participar de tal entrevista mas respondemos de maneira discreta algumas perguntas do jovem repórter. Segue transcrição:

Olá! Tudo bem?

Meu nome é Daniel e sou estudante de jornalismo da UniRitter. Estamos
 produzindo uma matéria sobre coletivos disruptivos e gostaríamos de
 fazer algumas perguntas para vocês.

Quando e por que surgiu o coletivo??
 Quais são os ideais seguidos??
 Qual a forma de trabalho??
 Qual a relação do coletivo com dinheiro??

Aguardo retorno.

Abraços!

Daniel da Silveira Fagundes
 Telefone: xxxxxx

E de maneira bem desconfiada enviamos nossa resposta bem evasiva, afinal não estávamos interessados em amplas verificações de segurança ou confirmações se o cara era estudante mesmo ou não e todas as luzes da paranoia estavam acesas.

Salve Daniel, em nosso site tem algumas respostas.

https://monstrodosmares.milharal.org/editora/

sobre a questão da relação com o dinheiro, sugiro que você pesquise
 sobre o espanhol "Buenaventura Durruti" ele é a nossa referência sobre
 economia, recursos e formas de capitalização. Nós fazemos mais livros
 com o dinheiro dos livros. É isso.

Abração.

Hoje localizei a matéria publicada no Médium e devo reconhecer que esquivar-se das respostas mais objetivas talvez seja sempre a melhor alternativa para nossos meios. Acompanhe o trecho selecionado da reportagem sobre nosso rolê:

A relação da editora Monstro dos Mares com o dinheiro é influenciada 
pelos pensamentos de um dos maiores símbolos da Anarquia no mundo, 
o espanhol Buenaventura Durruti. Ele participou do assassinato do 
Arcebispo de Salamanca e lutou na Guerra Civil espanhola contra as 
forças do General Franco. Durruti não escreveu livros, nem contribuiu 
diretamente com a Teoria do Anarquismo, mas até hoje é um dos maiores
símbolos do movimento. Sua história rendeu vários livros e até um 
filme chamado “Buenaventura Durruti, anarquista”, de 2000. 
Quando perguntados sobre o que fazem com o dinheiro, a Monstro dos 
Mares responde 
“Nós fazemos mais livros com o dinheiro dos livros. É isso”.

Você pode conferir a matéria completa neste link:

View story at Medium.com

 

Geografias Subterrâneas

Geografia Subterrâneas

Geografias Subterrâneas:
Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia

José Vandério Cirqueira

A palavra geografia guarda uma densidade de histórias não oficiais, relacionadas a produções, resistências e disputas por espaço no campo do saber oficial. Permanece, assim, seu significado gênico como reflexão do mundo, sua função de mantenedora das relações dos sujeitos, sua condição de determinação da existência e da transformação das relações sociais e dos espaços geográficos. E o resultado secreto existente entre um recorte espacial e outro, margeado e costurado pela dinâmica dos sistemas de objetos e de ações, material e simbolicamente, é o tesouro que nós piratas devemos procurar, navegando por águas desconhecidas e territórios selvagens, sem a preocupação com as fronteiras constitucionalmente estabelecidas.

100 páginas
Capa em papel Kraft 200gr.
ISBN 978-85-68845-09-7

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição
Libertação Animal e Revolução Social:
Uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista do veganismo
Brian A. Dominick

Embora a teoria da libertação animal e o ativismo poucas vezes sejam bem-vindos ou considerados sérios pela esquerda dominante, muitos anarquistas já começaram a reconhecer sua legitimidade, não apenas como uma causa válida, mas como um aspecto integral e indispensável da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria das pessoas que se declaram anarquistas ainda não adotaram a libertação animal e seu correspondente estilo de vida – o veganismo – um número crescente de jovens anarquistas estão adotando pensamentos ecologistas e de inclusão-animal como parte de suas práticas gerais.

40 páginas, capa em papel Kraft de 200gr.

Novidades da 2ª edição:

  • Nova diagramação
  • Nova tradução
  • Neutralização de gênero no texto

Como comprar:
R$8,00 em nossa loja no Elo7, basta clicar neste link: https://www.elo7.com.br/veganarquismo-2-edicao/dp/B8C83C
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2017: mudança, ritmo, andamento e silêncios

Demorou algum tempo para perceber que algumas mudanças são realmente maiores do que se imagina. Aceitar a beleza da aleatoriedade é o que nos conduz, mas é também o que nos faz perceber que depois de alguns anos, existem distâncias maiores do que aquela que podemos traçar no mapa. Ao ganhar o mundo com as mãos, sem depender diretamente da família ou de patrão representa uma mudança marcante em nossas trajetórias pessoais. Pois essa dedicação “quase” exclusiva ao projeto editorial da Monstro dos Mares tem constituído cada dia mais nossa própria ideia de Ser no Mundo.

Em 2017 conseguimos um ritmo de produção que ainda não havíamos experimentado, foram 62.352 impressões. Não temos ideia de quantos livros e zines esse número representa, tampouco se é muito ou pouco para uma editora libertária. Mas esse tipo de contabilidade não serve de nada além de um registro de nosso próprio tempo. Temos a convicção de que, mesmo sendo detentores de um CNPJ, nós não somos uma empresa, não seguimos uma lógica mercantilista, ou tampouco queremos ser administradores, gestores, empreendedores ou nos submetermos a qualquer modelo de “sucesso”. Danem-se os Best Sellers!

Fazemos livros pois sabemos que neles “há” potencial para transformação. É na existência dessa possibilidade que acreditamos. É por causa deste “há” que jogamos tinta no papel e damos andamento a livros que chegam até as mãos das pessoas. Fazemos o necessário para que ideias disruptivas possam ganhar mais páginas, permitam ser copiadas e ganhem quilômetros de distância. É para chegar nas casas, nas ocupas, nos centros culturais, coletivos, rolês, labs, spaces, sindicatos, comunas e todo o tipo de congregação que luta por liberdades que se proponham libertar o universo, a galáxia, o planeta, a natureza, os animais e inclusive essa maldita raça humana que fazemos livros. É pela possibilidade que há.

É nas mãos desse bicho que se diz racional que todos os objetos que conhecemos tornam-se dotados de significados. É esse ser humano que é capaz de dar sentido à comunicação, articular ideias, desenvolver criatividade musical, fazer cinema e literatura. É exatamente o mesmo que condena outros com a caneta que assina leis contra os direitos da classe trabalhadora, e que forja leis chamando as manifestações do povo de terrorismo e de vandalismo, é o mesmo ser que com o fuzil puxa o gatilho e promove guerras que tentam devastar o povo Curdo e Palestino. Este ente todo privilegiado com a capacidade de pensar e fazer livros tem uma mão que mata e promove silêncios na Argentina e no Brasil.

No ano que vem, não queremos apenas nossa companheirada de pé enfrentando o ogro eleitoral, denunciando os abusos da Operação Érebo, fortalecendo a defesa de Rafael Braga, subindo barricada contra medidas de austeridade e desmandos dos políticos. No ano que vem queremos que o fogo de nossas ideias transformem esse modelo de sociedade em cinzas e que desde já, possamos pensar uma nova realidade!

Em homenagem ao amigo, Brian Matos Silva.
Editora Monstro dos Mares
Dezembro de 2017.

“Walking to the age of Chaos
Burning the Lifes
The end of Mankind
Shadows and Pain
Arrives the Death
Opening the Way
To Begin Doomsday
You! cannot escape
Fire! is your Fate
The New Reality
is Born”

The New Reality, Empires Will Fall, Rotten Filthy, 2011.

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia. Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques.
128 páginas
Capa em papel Vergê azul de 180gr.

Educação Libertária é possível?

O que é “Educação” para que seja possível adjetivá-la? Uma educação pode ser denominada educação se não for libertária? Uma educação libertária requer professores libertários? Quem seriam? Prescinde de professor? Por que a Educação Libertária é aceita nos espaços institucionais se ela se pretende anti-sistema?

Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Comprimento: 0.60 cm
Peso: 120 g

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g

Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas: